junho 07, 2005

Capítulo 53 - Por um fio

Lucano seria o próximo a competir. Ele deveria enfrentar um sahuagin com uma grande mancha negra no lado esquerdo do corpo. Seu adversário, que parecia ser extremamente mau, o enfrentaria num disputa de arremesso de peso. Lucano era o mais forte do grupo, depois de Yczar, e portanto o mais indicado para tal prova. Para ajudá-lo a compensar a vantagem geográfica dos sahuagins, Yczar orou a Khalmyr, lançando um encanto sobre o clérigo. A magia aumentou a força de Lucano em 25%, tornando-o extremamente forte.
Na lateral do estádio, cada competidor recebeu três grandes conchas, que seriam arremessadas pelos dois. A distâncias atingidas por cada concha seriam somadas. Aquele que conseguisse o maior valor seria o vencedor.
O sahugin abriu a disputa com um arremesso de 14 metros. Lucano não se deixou intimidar e, confiante na sua capacidade, atirou com facilidade sua concha a 21 metros de distância. Em seu segundo arremesso, o sahuagin conseguiu 15 metros, enquanto Lucano alcançou 19 metros de distância. O sahuagin tomou distância, girou o corpo enquanto avançava para frente e atirou a concha. O peso não passou dos 9 metros, dando já a vitória ao clérigo de Glórien. O rei se levantou para observar a atitude de Lucano naquele momento. O clérigo não precisava nem fazer seu último arremesso, mas decidiu fazê-lo. A concha percorreu 14 metros antes de atingir o solo. Na soma das distâncias, Lucano tinha 54 metros contra apenas 38 de seu oponente. Pela atitude do clérigo, que resolveu dar seu último arremesso com empenho, ao invés de simplesmente soltar a concha no chão, o rei percebeu que aqueles escravos, que lutavam arduamente por sua liberdade, eram pessoas honradas. Um sentimento de respeito começou a brotar no monarca sahuagin. O rei deu os parabéns ao grupo pela nova vitória e anunciou o início da próxima modalidade, a disputa de natação.
Restavam apenas Squall e Sairf para a disputa. Ficou decidido que o feiticeiro iria enfrentar a prova, contra um sahuagin que possuía uma cicatriz que cortava todo o seu tórax em diagonal. Os dois se posicionaram atrás da linha de largada, o rei deu o sinal e a corrida começou. Como era de se esperar, o sahuagin era um nadador muito melhor do que Squall. A criatura terminou a volta no estádio, antes que o feiticeiro completasse a primeira metade. A disputa desequilibrada foi vencida de forma humilhante pelo sahuagin. Mas os heróis ainda estavam um ponto à frente no placar geral. Eles precisavam apenas vencer a última prova, a corrida de revezamento, para conseguirem a liberdade.
Os heróis foram para a pista, se posicionaram a cerca de 15 metros uns dos outros. Legolas, o que tinha os reflexos mais rápidos do grupo, seria o primeiro a correr, para garantir uma vantagem para o grupo logo na largada. Ele correria lado a lado com o sahuagin da cicatriz no peito. Após ele, seria a vez de Anix, contra o mancha vermelha, depois Lucano contra o mancha negra, Yczar contra o verde escuro, Loand contra o verde claro, Squall contra o de barbatanas grandes, e Nailo, que encerraria a corrida disputando com o sahuagin caolho.
Os primeiros corredores receberam dos juízes um pequeno bastão feito de coral. Eles deveriam correr até o próximo competidor a 15 metros, e entregar-lhe o bastão. Assim, o pequeno pedaço de coral passaria de mão em mão até chegar ao final, completando uma volta no estádio. Se os heróis chegassem após os sahuagins, ou se passassem da linha de chegada sem o bastão, tudo estaria perdido. Eles empatariam no placar geral com os sahuagins e ninguém sabia o que aconteceria a seguir. Era preciso o máximo de empenho de todos naquela corrida. Sairf observava os seus amigos de fora da pista, orando aos deuses para que eles vencessem aquela disputa.

Capítulo 52 - Uma pequena vantagem

A próxima modalidade a ser disputada seria uma corrida de bigas puxadas por tubarões. Yczar, que tinha a maior intimidade com montarias, foi o escolhido para representar os heróis. Seu adversário, um sahuagin caolho com ar imponente, se posicionou ao lado de Yczar na linha de largada, provocando o paladino a todo instante. O rei anunciou a prova, e ao seu comando, dois sahuagins levantaram seus tridentes, abrindo caminho para os dois competidores, e dando início à corrida. O sahuagin largou na frente, abrindo uma boa vantagem em relação à Yczar. Mas o paladino possuía muita habilidade e antes que o adversário completasse um quarto de volta, Yczar já o havia passado. O paladino deixou seu oponente muitos metros atrás, completando uma volta ao redor do estádio, e vencendo com folga a disputa. Com a vitória fácil de Yczar, os heróis conseguiram empatar a disputa com duas vitórias para cada lado.
O rei ordenou que a competição de luta começasse. Um sahuagin de enormes barbatanas se aproximou do centro da arena, esperando pelo seu oponente. Loand, o melhor em combate corporal depois de Yczar, foi escolhido para enfrentar o desafio. Os heróis fizeram um círculo ao redor de seu lutador, como se lhe passassem alguma instrução. Aproveitando a cobertura, Squall conjurou um feitiço, criando uma armadura mágica invisível ao redor do corpo de Loand. Legolas lhe entregou o anel mágico que haviam encontrado no fundo do abismo, que aumentava ainda mais a proteção do usuário, e o protegeu enfaixando a mão do paladino. Por fim, Yczar abençoou o lutador, concedendo-lhe uma melhoria para suas habilidades ofensivas e defensivas.
A luta começou. O sahuagin foi o primeiro a atacar, atingindo o nariz de Loand. O paladino sentiu toda a força do sahuagin naquele golpe e pode prever o que aconteceria então. A luta já estava ganha. O sahuagin era muito habilidoso, golpeava com muita velocidade, enquanto dava saltos e cambalhotas na água. Ele tinha suas mão enfaixadas, para impedir que suas garras afiadas ferissem Loand. Mesmo sem suas armas, ele era um oponente perigoso. Loand, entretanto, manteve-se tranqüilo o tempo todo. Defendia cada golpe do seu adversário e revidava os ataques, aproveitando cada falha na defesa de seu adversário. A proteção mágica concedida por seus amigos foi de grande ajuda para o paladino, que pode lutar em iguais condições às do seu adversário que contava com uma pele grossa e resistente. Parecia a luta se estenderia por horas, até que um dos dois caísse, vencido pelo cansaço. Entendendo isso, o sahuagin decidiu decidir o combate de maneira rápida. A criatura se abaixou, para agarrar as pernas de Loand e derrubá-lo no chão. O paladino viu seu adversário com a defesa aberta e o golpeou violentamente, enquanto desviava de seu ataque. O forte golpe desconcentrou o sahuagin. Loand aproveitou a vantagem e desferiu vários socos no seu adversário. Desesperado, o sahuagin tentava jogar o paladino no chão e agarrá-lo. Mas a cada tentativa, ele deixava sua guarda baixa e recebia os ataques do oponente sem qualquer chance de defesa. Loand aplicou o golpe final no rosto do adversário, deixando-o caído no chão, desmaiado. Os heróis comemoraram a vitória, enquanto o sahuagin saía carregado do estádio.

Capítulo 51 - A derrota do arqueiro

Legolas, dono da melhor pontaria do grupo, se aproximou do centro da arena junto com um sahuagin de escamas verdes muito escuras. A cada um deles foi entregue um tridente dourado. A ponta central do tridente, muito mais comprida que as laterais, seria a que iria definir o resultado de cada lançamento. A cerca de vinte metros deles, foi colocado um alvo circular com quatro círculos concêntricos de cores diferentes. A clériga explicou as regras para Sairf, que traduziu para Legolas cada palavra. Cada um daria três disparos alternadamente. Atingir o círculo mais externo valeria 1 ponto. O primeiro círculo interno valia 2 pontos. O segundo círculo interno 3 pontos, e o círculo central, a mosca, 5 pontos. A pontuação dos três tiros seria somada e aquele que atingisse maior pontuação seria o vencedor.
O sahuagin foi o primeiro a atirar o seu tridente contra o alvo. A criatura tinha excelente pontaria e conseguiu três pontos já no primeiro disparo. Legolas não se intimidou com as provocações do sahuagin, o arqueiro tinha confiança em suas habilidades e sabia que poderia vencer. Entretanto, Legolas estava embaixo da água, um ambiente desconhecido para ele, o que dava uma grande vantagem ao sahuagin. O arqueiro de Tollon tomou distância, correu até a marca no chão e lançou o tridente. A pressão da água no fundo do oceano fez com que a arma se desviasse, passando longe do alvo. O estádio foi ao delírio com o fracasso de Legolas. O seu adversário ria enquanto girava o tridente na mão, preparando-se para o segundo arremesso. Os assistentes recolheram o tridente de Legolas e o levaram de volta para o elfo. O sahuagin correu até a marca e atirou contra o alvo. O tridente do sahuagin atravessou a água fria girando como uma broca e passou por cima do alvo, caindo fincado no solo, longe do seu objetivo. O estádio se calou enquanto os heróis comemoravam. Legolas pegou seu tridente e começou a girá-lo na mão, debochando de seu oponente, e o lançou. A arma se cravou no círculo externo, dando 2 pontos para a equipe de Legolas, a disputa estava equilibrada.
Enquanto os heróis ainda comemoravam o desempenho de Legolas, o seu adversário lançou o terceiro tridente. A arma se deslocou na água girando com grande velocidade, indo direto ao alvo. Os juízes entraram em discussão para saber se a ponta tinha ou não atingido a mosca. Entretanto, qualquer que fosse o resultado, Legolas já não tinha mais chances de alcançar a pontuação de seu adversário. Após a discussão, os juízes deram o veredicto, mais 3 pontos para os sahuagins. Já sem chances de vitória, Legolas fez seu último lançamento com total desleixo, atirando o tridente ao chão. A disputa terminou com 6 pontos para o sahuagin e 2 pontos para Legolas. Era a segunda vitória das criaturas.

Capítulo 50 - Disputa equilibrada

Enquanto o rei falava, a sacerdotisa traduzia cada uma de suas palavras para Sairf. O mago por sua vez, traduzia do idioma aquan para o valkar para que seus companheiros pudessem entender. O monarca deu ainda a sua palavra de que a competição seria justa e honrada. Nenhum de seus soldados poderia trapacear de qualquer forma. Se alguém o fizesse, seu grupo seria automaticamente declarado perdedor.
Do outro lado do estádio, um grupo composto por sete sahuagins entrava na arena, ovacionado pela multidão que assistia. O rei se levantou e ordenou que a competição de salto se iniciasse.
Do lado dos sahuagins, o que tinha uma mancha vermelha que cobria quase metade de seu corpo, se apresentou no centro da arena, saudando seu rei sob os aplausos da multidão. No outro lado do estádio, os heróis confabulavam para decidir quem seriam os participantes de cada competição. Yczar, Squall, Anix e Lucano ainda tinham algumas magias de reserva, e as usariam para fortalecer o seu grupo. Como os sahuagins iriam competir em seu habitat natural, estariam em vantagem. As magias serviriam para equilibrar as habilidades dos dois grupos e tornar a disputa mais justa. Ficou decidido que Nailo seria o saltador do grupo. Sua experiência em caminhar na floresta, andando muitas vezes sobre as árvores, o havia tornado um excelente saltador. Antes que ele se dirigisse ao centro do estádio, Legolas e Anix exigiram da clériga sahuagin que ela conjurasse sobre o grupo a magia de movimentação livre, para deixá-los em condições iguais às dos seus adversários. A sacerdotisa invocou o poder de seu deus, e abençoou os heróis, permitindo que eles se movessem sem as dificuldades impostas pela pressão da água. Com os dois grupos em pé de igualdade, Nailo caminhou até o centro do estádio, sob as vaias dos expectadores.
O sahuagin da mancha vermelha obrigou Nailo a saudar seu rei também. Nailo se curvou contrariado, o rei lhes desejou boa sorte, e a disputa começou.
Os dois foram até uma das bordas do estádio, ficando atrás de uma linha marcada no piso de conchas. Numa disputa de papel pedra e tesoura, que os sahuagins possivelmente teriam aprendido com algum outro escravo da superfície, Nailo foi o vencedor. Ao perdedor coube dar o primeiro salto.
O sahuagin tomou distância, correu em direção à linha, dando três passos largos e rápidos e saltou. O homem peixe se deslocou pela água, com o corpo reto, sem mexer um músculo para pegar impulso. A criatura percorreu 3,25 metros, um grande feito embaixo d’água. A torcida vibrou enquanto o sahuagin desfilava para seus fãs. Ele se aproximou de Nailo, arrogante e com ar de superioridade, como se já tivesse vencido. O ranger não deu atenção às provocações e se posicionou. Correu, dando três passos longos também, e saltou. Os torcedores assistiram o deslocamento do ranger com atenção e se calaram quando viram o resultado, 5,30 metros. Nailo venceu a primeira competição com folga, fazendo os sahuagins se calarem. O rei se levantou, reconheceu a vitória de Nailo e lhe deu os parabéns.
_ Parabéns escravo! Você competiu com honra e venceu! Mas não pense que as outras competições serão tão fáceis assim, a verdadeira disputa começa agora. Que se inicie a competição de arremesso de arpão!
Ao comando do monarca, Anix e um sahuagin de escamas verde-claras se aproximaram do centro da arena. Os dois competidores fizeram uma saudação respeitosa ao rei e foram até a borda do estádio. A cada um foi dado um arpão prateado muito bem confeccionado. Legolas pediu para examinar as peças, e constatou que ambas tinham o mesmo tamanho e peso. Certos de que não havia nenhuma trapaça, os dois iniciaram a disputa.
Anix foi o primeiro a lançar o arpão. O elfo tomou distância e deu dois passos longos em direção à marca no chão. A lança partiu de suas mãos em grande velocidade e percorreu 10 metros antes de atingir o solo. Os heróis comemoravam o excelente arremesso de Anix, enquanto a platéia vaiava o desempenho do elfo. O outro competidor debochava de Anix, girando seu arpão nas mãos. Tomou distância, avançou até a marca e arremessou o dardo com grande força. O arpão do sahuagin caiu muito à frente do de Anix, percorrendo um total de 23,2 metros.
Anix retornou cabisbaixo para junto de seus amigos, enquanto os sahuagins comemoravam a primeira vitória. O rei se levantou, dando parabéns aos competidores e ordenou o início da próxima disputa, o tiro ao alvo.

Capítulo 49 - Olimpíadas Submarinas

O rei ordenou que o baú do tesouro fosse aberto por um de seus soldados. Os soldados viraram todo o conteúdo da arca no chão e começaram a procurar pelos seus itens sagrados. Quatro sacerdotisas se aproximaram, sob as ordens da fêmea que traduzia os diálogos para Sairf. Elas recolheram várias pequenas urnas feitas de coral, grandes pedras preciosas, e a estátua de um selako em ouro puro, que foi carregada pelos soldados. Os itens foram levados até um altar atrás do trono do monarca. Lá, cada uma das peças foi cuidadosamente devolvida ao seu respectivo lugar. Com seus itens sagrados recuperados, o rei se voltou para os heróis, e começou a discursar.
_ Muito bem, seres da superfície! Vocês cumpriram a sua missão, resgatando nosso tesouro sagrado e conseguiram salvar as suas vidas. Conforme minha promessa, eu irei poupar suas vidas inúteis. Vocês trabalharão como escravos em nossas minas de coral pelo resto dos seus dias! Guardas, levem-nos para as minas!
Yczar e Nailo foram reunidos aos seus companheiros. Sob a ameaça das dezenas de tridentes afiados, os heróis não tiveram opção senão se renderem. Enquanto eram conduzidos para fora do palácio real, Yczar, que até então se demonstrava o mais calmo de todos, explodiu em fúria, atacando os soldados e indo em direção ao rei, gritando ofensas e desafios. O paladino foi agarrado pelos sahuagins, e atirado ao chão. Os soldados já estavam prontos para matá-lo, quando Legolas se rebelou também. Os dois heróis ficaram em situação difícil, parecia que seria o fim para os dois. Sairf interviu, pedindo que Yczar fosse ao menos ouvido pelo rei. O lorde sahuagin coçou suas barbatanas sob o maxilar e consentiu que Yczar falasse, olhando para o paladino com olhar de desprezo.
_ Vocês são uns covardes, não tem coragem de nos enfrentar. Nós recuperamos o seu precioso tesouro e agora somos escravizados! Isso é injusto! Nós nem tínhamos nada a ver com seu tesouro e arriscamos nossas vidas para recuperá-lo para vocês! Exigimos ao menos o direito de lutar por nossa liberdade! Se vocês são tão confiantes assim da sua força, enfrentem-nos em um combate justo!
O rei ouviu as palavras do paladino, traduzidas por sua clériga de confiança. Ponderou por alguns instantes com um sorriso sarcástico no rosto e tomou sua decisão. Os heróis participariam de uma competição contra os sahuagins. Se vencessem a maioria delas, estariam livres. Se perdessem, seriam escravos para sempre. O monarca ordenou que os heróis fossem levados, e enquanto saía, arrastado pelos sahuagins, Yczar ainda exigiu que se eles vencessem, levariam todas as suas coisas, e seus animais junto com eles.
Os heróis foram levados dentro de uma jaula para fora do palácio. Atravessaram a vila dos sahuagins, espantados com a intimidade entre aqueles seres, e os tubarões. Os terríveis selakos eram tratados como animais de estimação e de carga naquele estranho lugar. Crianças brincavam com tubarões, com os humanos faziam com os cachorros, gatos, coelhos. Tubarões maiores trabalhavam como cães de guarda nas casas, ou no transporte de carroças e sahuagins. Os prisioneiros atravessaram todo o vale, e ao subirem uma pequena colina, já saindo da vila, se depararam com um grande coliseu, construído todo com corais sobre um vale cercado por uma selva de algas marinhas.
Os heróis foram levados para dentro do estádio e foram trancafiados em uma cela, onde permaneceram por quase uma hora, aguardando pela oportunidade de lutarem por sua liberdade. Os soldados conduziram todos para fora da cela, até a arena do coliseu. Centenas de sahuagins estavam presentes, amontoados nas arquibancadas, para assistir aa combate dos heróis. O rei de todas aquelas criaturas, em uma confortável tribuna rodeada de fêmeas como um harém, levantou-se e começou a discursar:
_ Seres da superfície! Vocês mostraram valor ao resgatarem o nosso tesouro sagrado e receberam com isso o direito de permaneceram vivos. Agora vocês enfrentarão meus soldados em um torneio. Você os enfrentarão em competições de salto, luta, natação, tiro ao alvo, arremesso de peso, arremesso de arpão, corrida de selakos, e corrida em grupo. Se vocês conseguirem maior número de vitórias, receberão a liberdade. Se meus soldados conseguirem maior número de vitórias, vocês passarão o resto de seus dias como escravos em nossas minas de corais. Que comecem os jogos!