Legolas apontou seu arco para a dragonesa. Concentrou todo o seu poder e, com confiança, disparou duas Flechas Infalíveis, uma após a outra. As flechas atravessaram o lago juntas seguindo na direção do monstro que se elevava aos céus. Era impossível errar uma criatura tão grande quanto aquela. De fato, as flechas atingiram o alvo, mas as poderosas escamas negras do monstro amorteceram o impacto e a criatura nada sofreu.
Quase ao mesmo tempo, Nailo também deu dois disparos com seu arco. Suas flechas, entretanto, nem sequer tocaram a pele de Escamas da Noite. Com um simples bater de asas, a criatura desviou a trajetória das flechas, fazendo-as caírem no lago. Era exatamente com eles haviam sonhado antes de chegar a Darkwood. O monstro negro de asas e cauda tinha um formidável poder de defesa. Restava saber o tamanho de seu poder de ataque.
Escamas da Noite avançou pelo ar na direção dos heróis. Soltou um rugido feroz que fez estremecer toda a caverna. Não só a caverna, mas também os corações daqueles valorosos heróis tremeram diante da besta. Legolas e Nevan não resistiram ao efeito sobrenatural que o rugido impunha sobre eles. A dragonesa tinha uma presença aterradora, capaz de fazer fraquejar qualquer ser que se julgasse valente. Os dois guerreiros não resistiram e entraram em pânico. Legolas e Nevan soltaram suas armas e recuaram, ficando acuados, encolhidos na parede da gruta. Mesmo a ajuda de Sam, que tocava seu alaúde com fervor para inspirar os amigos, não foi suficiente para impedir que os dois fossem vencidos pelo medo.
A fera pousou seu pesado corpo sobre a primeira fileira de pedras em frente ao grupo e abriu sua enorme bocarra. Seu hálito quente e fétido invadiu os narizes dos heróis e o pavor tomou conta de seus corações. Um brilho alvo se formou no fundo da garganta do monstro, uma secreção corrosiva começou a escorrer entre suas presas afiadas. Escamas da Noite cuspiu um jato ácido sobre os heróis. O líquido cáustico alcançou até os que estavam mais distantes, corroendo tudo em seu caminho. Os heróis se protegeram saltando e se esquivando para os lados, conseguindo minimizar os efeitos do ataque devastador. Netuno e Posseidon, os dois elementais conjurados por Sairf foram destruídos instantaneamente, retornando ao mundo do qual haviam sido trazidos.
Tudo era como nos sonhos. Inclusive o sopro de ácido expelido pela criatura. Se a batalha continuasse seguindo como anunciada nas visões, o próximo alvo seria Sam. Tentando proteger a vida do amigo, Lucano se colocou entre a dragonesa e o bardo. Pediu ajuda para Glórien e encarou o monstro. Pretendia impedir a todo custo a passagem daquela fera.
Sairf concentrou todo seu poder e recitou um feitiço novo que terminara de desenvolver dentro de Khundrukar. O mago apanhou um punhado de pó e pingou sobre ele algumas gotas de água. Seus olhos brilharam, um brilho branco como a neve, ao mesmo tempo em que um círculo luminoso se formou sobre os pés de Escamas da Noite. Então, incontáveis pedaços de granizo extremamente afiados brotaram magicamente do chão e subiram, atingindo o corpo do monstro. O granizo carregava consigo uma poderosa rajada de ar congelado que feria a pele espessa da dragonesa. Uma verdadeira tempestade glacial se formou ao redor do monstro e mostrando a todos que a criatura podia ser ferida. Ainda havia esperanças de vencer.
dezembro 07, 2005
Capítulo 150 - Escamas da Noite
Então uma cabeça surgiu por trás da muralha. Legolas não quis ver, mas seus olhos não puderam deixar de olhar. Uma mulher, de longos e sedosos cabelos negros olhava-os com seus olhos tão escuros quanto o lago que os cercava. Não era Liodriel. Legolas respirou aliviado por um instante, mas logo sentiu que algo de ruim estava para acontecer.
A mulher se abaixou novamente, e sussurrou algo nos ouvidos de seu amante. Depois se levantou, exibindo seu belo corpo. Seus seios fartos e redondos como a lua cheia no céu noturno, seu quadril largo e sua cintura fina, apoiados sobre dois pares de pernas longas e curvilíneas, eram delicadamente envolvidos por um comprido e apertado vestido de couro negro que brilhava sob a luz das tochas que o iluminavam.
_ Levante-se amor! Seus amigos vieram visitá-lo! Vamos querido, vá se vestir enquanto eu recebo seus amigos! – sua voz suave como uma pluma encantava a todos.
Então um elfo surgiu de trás das pedras. Seu corpo seminu trazia apenas um pedaço de peles para cobrir seus músculos saudáveis e bem modelados. O elfo escondeu suas partes íntimas e foi andando na direção da cavidade depois da ilha enquanto observava os visitantes.
_ Sejam bem vindos! Olá Nevan! Que bom vê-lo novamente! Fico feliz em saber que você não foi pego pelos orcs! Legolas, meu amigo, há quanto tempo não o vejo! Nailo, você também voltou, que prazer em revê-lo! E os demais, quem são todos? – o homem falava e gesticulava calmamente, enquanto ia se afastando.
Nevan estava paralisado. Aquele que se levantara era quem eles imaginavam estar morto ou preso em algum lugar dentro da montanha. Era o mesmo homem que tinha salvado a vida de Liodriel durante o primeiro ataque dos orcs a Darkwood. A mesma pessoa que depois partiu junto com Nevan e outros para eliminar os orcs e vingar os que haviam sido feridos. Aquele elfo que agora caminhava sorridente, como se nada tivesse acontecido era Binah Baenlyl, conhecido por todos como Draco.
Draco caminhou até sobre as rochas até a plataforma além delas. Tocou na parede da caverna e uma grande rocha se moveu, revelando uma caverna escondida. Um brilho dourado emanava de dentro da caverna e, enquanto Draco entrava, os heróis o ouviram falando com alguém:
_ Bom dia! Você nem imagina que acaba de chegar! – e a caverna se fechou.
Todos estavam mais do que confusos e ansiosos por explicações. A mulher começou a caminhar na direção do grupo, com um sorriso maliciosos nos lábios.
_ Venham todos! Eu vou recebê-los adequadamente! Eu só irei trocar a minha roupa rapidamente para tratá-los adequadamente! Venham! Venham para as garras de Escamas da Noite! – a figura da bela e estranha mulher começou a se transformar. Seu corpo aumentou de tamanho e foi se tornando escuro, até ficar tão negro quanto uma noite sem lua. Asas enormes e uma longa cauda formadas de sombras surgiram em seu corpo negro. O vulto da mulher foi se arqueando até ficar sobre quatro patas. Quando a transformação estava completa, os heróis viram uma gigantesca dragonesa de escamas negras diante de seus olhos.
_ Vou matar todos vocês, malditos!!! – a dragonesa bateu suas asas, levantou vôo e avançou na direção dos heróis. A última batalha acabava de começar.
_Escudos serão quebrados! Espadas serão partidas! Um dia de glória! Um dia de sangue! Antes que o sol nasça!!! – recitaram Legolas e Nailo, antes de partirem para o ataque.
A mulher se abaixou novamente, e sussurrou algo nos ouvidos de seu amante. Depois se levantou, exibindo seu belo corpo. Seus seios fartos e redondos como a lua cheia no céu noturno, seu quadril largo e sua cintura fina, apoiados sobre dois pares de pernas longas e curvilíneas, eram delicadamente envolvidos por um comprido e apertado vestido de couro negro que brilhava sob a luz das tochas que o iluminavam.
_ Levante-se amor! Seus amigos vieram visitá-lo! Vamos querido, vá se vestir enquanto eu recebo seus amigos! – sua voz suave como uma pluma encantava a todos.
Então um elfo surgiu de trás das pedras. Seu corpo seminu trazia apenas um pedaço de peles para cobrir seus músculos saudáveis e bem modelados. O elfo escondeu suas partes íntimas e foi andando na direção da cavidade depois da ilha enquanto observava os visitantes.
_ Sejam bem vindos! Olá Nevan! Que bom vê-lo novamente! Fico feliz em saber que você não foi pego pelos orcs! Legolas, meu amigo, há quanto tempo não o vejo! Nailo, você também voltou, que prazer em revê-lo! E os demais, quem são todos? – o homem falava e gesticulava calmamente, enquanto ia se afastando.
Nevan estava paralisado. Aquele que se levantara era quem eles imaginavam estar morto ou preso em algum lugar dentro da montanha. Era o mesmo homem que tinha salvado a vida de Liodriel durante o primeiro ataque dos orcs a Darkwood. A mesma pessoa que depois partiu junto com Nevan e outros para eliminar os orcs e vingar os que haviam sido feridos. Aquele elfo que agora caminhava sorridente, como se nada tivesse acontecido era Binah Baenlyl, conhecido por todos como Draco.
Draco caminhou até sobre as rochas até a plataforma além delas. Tocou na parede da caverna e uma grande rocha se moveu, revelando uma caverna escondida. Um brilho dourado emanava de dentro da caverna e, enquanto Draco entrava, os heróis o ouviram falando com alguém:
_ Bom dia! Você nem imagina que acaba de chegar! – e a caverna se fechou.
Todos estavam mais do que confusos e ansiosos por explicações. A mulher começou a caminhar na direção do grupo, com um sorriso maliciosos nos lábios.
_ Venham todos! Eu vou recebê-los adequadamente! Eu só irei trocar a minha roupa rapidamente para tratá-los adequadamente! Venham! Venham para as garras de Escamas da Noite! – a figura da bela e estranha mulher começou a se transformar. Seu corpo aumentou de tamanho e foi se tornando escuro, até ficar tão negro quanto uma noite sem lua. Asas enormes e uma longa cauda formadas de sombras surgiram em seu corpo negro. O vulto da mulher foi se arqueando até ficar sobre quatro patas. Quando a transformação estava completa, os heróis viram uma gigantesca dragonesa de escamas negras diante de seus olhos.
_ Vou matar todos vocês, malditos!!! – a dragonesa bateu suas asas, levantou vôo e avançou na direção dos heróis. A última batalha acabava de começar.
_Escudos serão quebrados! Espadas serão partidas! Um dia de glória! Um dia de sangue! Antes que o sol nasça!!! – recitaram Legolas e Nailo, antes de partirem para o ataque.
Capítulo 149 - A lagoa do pecado
Desceram por um longo tempo na fenda úmida de fria. O som da água que despencava com violência, os acompanhava o tempo todo e ia aos poucos se tornando cada vez mais distante. Após uma longa e tediosa descida, os heróis finalmente chegaram ao chão firme, mais de trinta metros escuridão abaixo. Chegaram a uma plataforma de pedra polida, cercada por uma grande caverna natural que se abria à direita e à esquerda. Ao redor da plataforma onde estavam, um rio subterrâneo corria veloz em direção à direita, até desaparecer completamente sob a parede da caverna. Diante deles uma grande e bela cascata despencava do andar superior, formando um pequeno lago e um riacho que se juntava ao rio que os cercava. À esquerda do grupo, a caverna ia se estreitando até formar um túnel de pouco mais de três metros de largura e altura desconhecida. Era impossível, mesmo para os elfos, enxergar o teto que ficava além do alcance de seus olhos. Diante dos heróis, uma ponte arqueada de pedras cruzava o rio na direção da cachoeira. À esquerda, uma outra ponte, igualmente sólida e bela, cruzava o rio e penetrava no túnel.
Sairf usou os olhos apurados de seu familiar para enxergar além do túnel e relatou aos demais o que Ho-oh via. Após a ponte e o túnel, existia uma grande caverna, e luzes da mesma cor das tochas dos heróis brilhavam muito distante dali. Sem hesitar, todos seguiram na direção das luzes, curiosos e apreensivos.
Cruzaram com temor a ponte, já desgastada pelo tempo e corroída de forma estranha. Uma fina camada de gelo revestia as pedras que a formavam, assim como as pontas das várias estalagmites que se levantavam do chão com graça e beleza. Pequenas nuvens de vapor se formavam diante de suas bocas ao respirarem, revelando que o inverno havia finalmente atingido seu ápice.
Depois da ponte, encontraram uma nova plataforma de pedra beirando a parede de uma gigantesca caverna. Um lago subterrâneo preenchia toda a câmara com suas águas geladas e alimentava o rio que corria na direção de onde tinham vindo. Uma bruma branca e fria cobria toda a superfície do lago, dando um aspecto sombrio ao lugar. Algumas rochas alinhadas dentro do lago formavam uma ponte natural que conduzia até uma outra plataforma na beirada do lago. A plataforma se estendia muitos metros adiante. Num determinado ponto as águas do lago a invadiam, dividindo-a em duas partes. A porção que continuava após a fenda formada pelo lago terminava em uma nova ponte natural, formada por várias rochas que se elevavam do fundo do lago para formar um caminho até uma pequena ilha no meio do lago. A ilhota era cercada por estalagmites que se uniam formando uma pequena e baixa muralha ao redor da ilha. Após a ilha, uma nova fileira de pedras conduzia até o outro lado da lagoa e terminava numa pequena plataforma encravada numa cavidade na parede de rocha. Todo o lugar era iluminado por vária tochas presas às paredes que seguiam todo o caminho em direção à ilha. A muralha que cercava a ilha tinha também vária tochas cravadas em sua estrutura e duas outras tochas uma de cada lado da cavidade da parede, permitiam enxergar o caminho além da ilha.
Os heróis avançaram cautelosos, até que seus ouvidos e seus olhos os alertaram da presença de alguém. Peles de animais se debruçavam sobre a mureta na ilhota, como se formassem uma cama ou um ninho macio. Sussuros, gemidos e gritos de prazer ecoavam por trás do muro de pedra. Duas vozes, uma masculina e outra feminina, se confundiam entre um orgasmo e outro.. Era quase possível sentir o cheiro de suor que emanava daquele lugar repleto tomado pela luxúria e pelo pecado. Dois corpos se entregam de tal forma aos prazeres carnais que faziam com que mesmo o mais devotado paladino fraquejasse em sua vontade e sentisse o desejo de participar daquela deliciosa orgia.
Todos pararam, espantados, imaginando o que se passava atrás daquele muro. Legolas mantinha sua cabeça baixa. Seus olhos fitavam a ilha com ódio e angústia. Era tarde demais. Eles haviam chegado muito tarde. O maldito mago, que havia aprisionado Idalla, e que controlava o dragão e possivelmente os orcs e os trogloditas, já havia feito uma nova vítima. A essa altura, ali bem diante de seus narizes, ele já havia tomado para si a pureza de uma nova donzela. Mais um corpo havia sido maculado por suas mãos imundas e malignas. A bela e inocente Liodriel já havia sido possuída.
Sairf usou os olhos apurados de seu familiar para enxergar além do túnel e relatou aos demais o que Ho-oh via. Após a ponte e o túnel, existia uma grande caverna, e luzes da mesma cor das tochas dos heróis brilhavam muito distante dali. Sem hesitar, todos seguiram na direção das luzes, curiosos e apreensivos.
Cruzaram com temor a ponte, já desgastada pelo tempo e corroída de forma estranha. Uma fina camada de gelo revestia as pedras que a formavam, assim como as pontas das várias estalagmites que se levantavam do chão com graça e beleza. Pequenas nuvens de vapor se formavam diante de suas bocas ao respirarem, revelando que o inverno havia finalmente atingido seu ápice.
Depois da ponte, encontraram uma nova plataforma de pedra beirando a parede de uma gigantesca caverna. Um lago subterrâneo preenchia toda a câmara com suas águas geladas e alimentava o rio que corria na direção de onde tinham vindo. Uma bruma branca e fria cobria toda a superfície do lago, dando um aspecto sombrio ao lugar. Algumas rochas alinhadas dentro do lago formavam uma ponte natural que conduzia até uma outra plataforma na beirada do lago. A plataforma se estendia muitos metros adiante. Num determinado ponto as águas do lago a invadiam, dividindo-a em duas partes. A porção que continuava após a fenda formada pelo lago terminava em uma nova ponte natural, formada por várias rochas que se elevavam do fundo do lago para formar um caminho até uma pequena ilha no meio do lago. A ilhota era cercada por estalagmites que se uniam formando uma pequena e baixa muralha ao redor da ilha. Após a ilha, uma nova fileira de pedras conduzia até o outro lado da lagoa e terminava numa pequena plataforma encravada numa cavidade na parede de rocha. Todo o lugar era iluminado por vária tochas presas às paredes que seguiam todo o caminho em direção à ilha. A muralha que cercava a ilha tinha também vária tochas cravadas em sua estrutura e duas outras tochas uma de cada lado da cavidade da parede, permitiam enxergar o caminho além da ilha.
Os heróis avançaram cautelosos, até que seus ouvidos e seus olhos os alertaram da presença de alguém. Peles de animais se debruçavam sobre a mureta na ilhota, como se formassem uma cama ou um ninho macio. Sussuros, gemidos e gritos de prazer ecoavam por trás do muro de pedra. Duas vozes, uma masculina e outra feminina, se confundiam entre um orgasmo e outro.. Era quase possível sentir o cheiro de suor que emanava daquele lugar repleto tomado pela luxúria e pelo pecado. Dois corpos se entregam de tal forma aos prazeres carnais que faziam com que mesmo o mais devotado paladino fraquejasse em sua vontade e sentisse o desejo de participar daquela deliciosa orgia.
Todos pararam, espantados, imaginando o que se passava atrás daquele muro. Legolas mantinha sua cabeça baixa. Seus olhos fitavam a ilha com ódio e angústia. Era tarde demais. Eles haviam chegado muito tarde. O maldito mago, que havia aprisionado Idalla, e que controlava o dragão e possivelmente os orcs e os trogloditas, já havia feito uma nova vítima. A essa altura, ali bem diante de seus narizes, ele já havia tomado para si a pureza de uma nova donzela. Mais um corpo havia sido maculado por suas mãos imundas e malignas. A bela e inocente Liodriel já havia sido possuída.
Capítulo 148 - A partida
Partiram. Sam deu uma última olhada na biblioteca, com uma expressão solitária. Disse a Anix que tinha uma estranha sensação de que nunca mais voltaria àquele lugar e saiu. Atravessaram em fila única o corredor secreto que tanto trabalho haviam tido para encontrar, até finalmente chegarem à beira do precipício. Enquanto Sam testava a escada, para constatar se ela realmente estava segura, Lucano, Sairf e Anix Squall reforçavam o grupo com suas magias.
Anix e Lucano encantaram ambas as espadas de Nailo. A mais longa foi untada pelo mago com um óleo mágico, trazido da caverna do kopru no fundo do mar. A menor recebeu as bênçãos da deusa dos elfos pelas mãos de Lucano. As lâminas brilharam por um breve instante, e ficaram ainda mais poderosas do que já eram. Após isso, Lucano reforçou seu próprio corpo, aumentando sua força física magicamente.
Sairf convocou seus amigos que habitavam o reino do Grande Oceano, Posseidon e Netuno, os dois elementais da água. Para isso, Sairf usou o bastão mágico que pertencia a Kaarghaz. Desta forma, a magia teria sua duração aumentada e os dois seres extraplanares poderiam permanecer por mais tempo em Arton.
Squall usou seus feitiços para aumentar a força de Legolas, Nailo, Nevan e a sua própria. Todos ficaram fortes como touros, e sentiram-se prontos para derrotar qualquer coisa. Squall ainda usou sua varinha mágica, retirada do navio naufragado na costa de Ortenko, para invocar um bando de vaga-lumes gigantes. Os animais seriam a escolta do grupo, enquanto todos estivessem vulneráveis durante a descida na escada.
_ Bem amigos, a escada parece bem firme! Podemos descer sem medo por ela! – anunciou Sam com bom humor.
_ Ainda não Sam! Antes eu quero lhe dizer uma coisa! – respondeu Nailo num tom sério.
A emoção tomou conta do grupo neste instante. Nailo começou a recordar o momento triste em que Sam se atirou de cima da escada sobre as lanças dos soldados de Kaarghaz. Pediu para que Sam nunca mais fizesse aquilo e jurou que não o faria também, desculpando-se com seus amigos por ter saltado também. Num apelo sincero e emocionado, Nailo pediu aos seus amigos que se unissem, para que aquele evento triste nunca mais ocorresse. Sabia que agora eles não tinham mais a maçã mágica de Allihanna, e que qualquer erro agora seria fatal. Sam pousou sua mão no ombro de Nailo e, com os olhos cheios de lágrimas, sorriu para ele.
_ Não se preocupe meu amigo! Prometo que não vou deixar aquilo acontecer de novo! Não deixarei que ninguém aqui tenha que se sacrificar! Nenhum de nós morrerá desta vez! – disse Sam, emocionado.
Todos formaram um grande círculo e uniram suas mãos no centro dele. Novamente juraram não deixar que qualquer integrante daquele valoroso grupo morresse. Desta vez sentiam que a promessa seria cumprida e que ninguém mais teria o trágico destino de Loand.
Sairf aproximou-se de Legolas, olhou-o nos olhos e, muito emocionado disse:
_ Legolas! Durante esse tempo em que estivemos juntos, você se mostrou um homem de valor! Eu cometi erros que quase causaram o nosso fim, todos cometemos! Para que estes erros não aconteçam, todo grupo precisa de um líder, alguém que oriente as ações de todos! Além do mais, é a vida da sua noiva que está em risco aqui hoje! A responsabilidade maior nas decisões será sempre sua! Por isso, não sei quanto aos outros, pois falo por mim apenas, mas de hoje em diante, eu peço que você me lidere, pelo bem do grupo! – Sairf demonstrava sinceridade em suas palavras.
Legolas se emocionou com as palavras do amigo. Sabia que agora a vida de Sairf estava em suas mãos. Não só a dele, como também as vidas de todos os outros, pois sabia que nenhum deles exporia Liodriel a qualquer risco, mesmo à custa de suas vidas. Legolas sabia que precisava libertar sua amada antes que a vida de seus amigos fosse tomada. E ele estava decidido a fazer isso, mesmo que tivesse que pagar com sua própria vida para tanto.
Assim, Legolas iniciou a jornada rumo ao fundo do abismo, descendo pela antiga e enferrujada escada construída pelo povo de Durgedin. Um a um, todos foram seguindo o arqueiro, inclusive Nevan que, apesar das limitações impostas por sua perna quebrada, demonstrou extrema habilidade ao deslizar pelas correntes e descer sem forçar sua perna ferida.
Anix e Lucano encantaram ambas as espadas de Nailo. A mais longa foi untada pelo mago com um óleo mágico, trazido da caverna do kopru no fundo do mar. A menor recebeu as bênçãos da deusa dos elfos pelas mãos de Lucano. As lâminas brilharam por um breve instante, e ficaram ainda mais poderosas do que já eram. Após isso, Lucano reforçou seu próprio corpo, aumentando sua força física magicamente.
Sairf convocou seus amigos que habitavam o reino do Grande Oceano, Posseidon e Netuno, os dois elementais da água. Para isso, Sairf usou o bastão mágico que pertencia a Kaarghaz. Desta forma, a magia teria sua duração aumentada e os dois seres extraplanares poderiam permanecer por mais tempo em Arton.
Squall usou seus feitiços para aumentar a força de Legolas, Nailo, Nevan e a sua própria. Todos ficaram fortes como touros, e sentiram-se prontos para derrotar qualquer coisa. Squall ainda usou sua varinha mágica, retirada do navio naufragado na costa de Ortenko, para invocar um bando de vaga-lumes gigantes. Os animais seriam a escolta do grupo, enquanto todos estivessem vulneráveis durante a descida na escada.
_ Bem amigos, a escada parece bem firme! Podemos descer sem medo por ela! – anunciou Sam com bom humor.
_ Ainda não Sam! Antes eu quero lhe dizer uma coisa! – respondeu Nailo num tom sério.
A emoção tomou conta do grupo neste instante. Nailo começou a recordar o momento triste em que Sam se atirou de cima da escada sobre as lanças dos soldados de Kaarghaz. Pediu para que Sam nunca mais fizesse aquilo e jurou que não o faria também, desculpando-se com seus amigos por ter saltado também. Num apelo sincero e emocionado, Nailo pediu aos seus amigos que se unissem, para que aquele evento triste nunca mais ocorresse. Sabia que agora eles não tinham mais a maçã mágica de Allihanna, e que qualquer erro agora seria fatal. Sam pousou sua mão no ombro de Nailo e, com os olhos cheios de lágrimas, sorriu para ele.
_ Não se preocupe meu amigo! Prometo que não vou deixar aquilo acontecer de novo! Não deixarei que ninguém aqui tenha que se sacrificar! Nenhum de nós morrerá desta vez! – disse Sam, emocionado.
Todos formaram um grande círculo e uniram suas mãos no centro dele. Novamente juraram não deixar que qualquer integrante daquele valoroso grupo morresse. Desta vez sentiam que a promessa seria cumprida e que ninguém mais teria o trágico destino de Loand.
Sairf aproximou-se de Legolas, olhou-o nos olhos e, muito emocionado disse:
_ Legolas! Durante esse tempo em que estivemos juntos, você se mostrou um homem de valor! Eu cometi erros que quase causaram o nosso fim, todos cometemos! Para que estes erros não aconteçam, todo grupo precisa de um líder, alguém que oriente as ações de todos! Além do mais, é a vida da sua noiva que está em risco aqui hoje! A responsabilidade maior nas decisões será sempre sua! Por isso, não sei quanto aos outros, pois falo por mim apenas, mas de hoje em diante, eu peço que você me lidere, pelo bem do grupo! – Sairf demonstrava sinceridade em suas palavras.
Legolas se emocionou com as palavras do amigo. Sabia que agora a vida de Sairf estava em suas mãos. Não só a dele, como também as vidas de todos os outros, pois sabia que nenhum deles exporia Liodriel a qualquer risco, mesmo à custa de suas vidas. Legolas sabia que precisava libertar sua amada antes que a vida de seus amigos fosse tomada. E ele estava decidido a fazer isso, mesmo que tivesse que pagar com sua própria vida para tanto.
Assim, Legolas iniciou a jornada rumo ao fundo do abismo, descendo pela antiga e enferrujada escada construída pelo povo de Durgedin. Um a um, todos foram seguindo o arqueiro, inclusive Nevan que, apesar das limitações impostas por sua perna quebrada, demonstrou extrema habilidade ao deslizar pelas correntes e descer sem forçar sua perna ferida.
Capítulo 147 - Noite tranquila
Assim, todos retornaram para junto de Sairf, e na biblioteca eles passaram aquela que poderia ser a última noite deles dentro dos corredores de Khundrukar. Todos esperavam ter um sono agitado devido à ansiedade que sentiam. Seus corações batiam acelerados de emoção, pois faltava apenas uma etapa a ser superada para que finalmente pudessem retornar às suas vidas normais. Entretanto, assim que deitaram, o cansaço tomou conta de seus corpos e todos logo adormeceram. Caíram num sono pesado e profundo. Somente uma emergência, ou uma ameaça poderia tirá-los daquele torpor antes do amanhecer. Imaginavam que teriam novas visões atormentadoras sobre o futuro. Mas nada lhes veio à mente nesta noite a não ser sonhos comuns e tranqüilos. Sonharam com suas coisas alegres e cotidianas. Sam, como sempre, estava pescando, enquanto os demais sonhavam com as pessoas e lugares que tanto amavam. Nada de monstros desta vez. Nada de mortes, de sofrimento ou dor. Tudo era suave e belo. Desejavam que esta noite nunca acabasse e que aqueles sonhos nunca terminassem.
Mas, a manhã do vigésimo dia de Luvitas veio e sua chegada interrompeu aqueles poucos momentos felizes que os jovens heróis tiveram. Todos se levantaram e notaram que algo estava diferente. Aquela noite tranqüila que tiveram, havia sido extremamente revigorante. Não sentiam cansaço algum, seus ferimentos do dia anterior estavam quase totalmente cicatrizados, e sentiam uma disposição sem igual. Era como se cada um deles pudesse sozinho derrotar os desafios que estavam por vir.
Aos poucos, os heróis prepararam seus corpos para o dia que estavam por vir. Arrumaram seu equipamento, prepararam suas magias, fizeram suas preces aos seus deuses. Tudo pronto. Agora só restava irem em frente, de encontro ao seu destino. De encontro ao momento que há tempos aguardavam. Naquele dia frio de inverno eles finalmente salvariam Liodriel.
Mas, a manhã do vigésimo dia de Luvitas veio e sua chegada interrompeu aqueles poucos momentos felizes que os jovens heróis tiveram. Todos se levantaram e notaram que algo estava diferente. Aquela noite tranqüila que tiveram, havia sido extremamente revigorante. Não sentiam cansaço algum, seus ferimentos do dia anterior estavam quase totalmente cicatrizados, e sentiam uma disposição sem igual. Era como se cada um deles pudesse sozinho derrotar os desafios que estavam por vir.
Aos poucos, os heróis prepararam seus corpos para o dia que estavam por vir. Arrumaram seu equipamento, prepararam suas magias, fizeram suas preces aos seus deuses. Tudo pronto. Agora só restava irem em frente, de encontro ao seu destino. De encontro ao momento que há tempos aguardavam. Naquele dia frio de inverno eles finalmente salvariam Liodriel.
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