Então, algo mágico aconteceu. O corpo de Draco foi envolvido por uma luz muito forte e brilhante, mas que não ofuscava quem olhasse para ela. Todos ficaram paralisados vendo aquele fenômeno. Não poderiam se mover um centímetro sequer, mesmo se tentassem. Apesar disso, sentiam uma grande sensação de paz e tranqüilidade. A luz vinha do alto, surgindo do nada no céu da caverna. De repente, os heróis ouviram o som de passos atrás deles. Viraram suas cabeças para olhar e testemunharam, maravilhados, o caminhar de uma bela dama élfica que pisava sobre as pedras do lago.
Tinha cabelos lisos e curtos, num tom roxo que ressaltava o brilho de seus belos olhos amendoados. Trajava um vestido verde como a mais bela esmeralda, e seu corpo era adornado com pulseiras, colares e brincos de ouro. A bela elfa passou entre os heróis, indo em direção a Draco. Todos ficaram espantados e muito emocionados quando ela se curvou sobre o corpo do elfo morto e beijou-lhe a testa com doçura.
_ É claro que eu o perdôo, meu filho! – disse a bela elfa com uma voz tão suave a ponto de ser capaz de amolecer o mais duro e gélido coração. Os heróis não contiveram a emoção, ao entender que quem estava diante deles era ninguém menos que a mãe de todos os elfos. Diante deles estava a deusa dos elfos, Glórien.
_ Eu o perdôo meu filho amado! No último instante você se arrependeu de ter traído seus irmãos, por isso, você terá um lugar em meu reino! Eu o levarei para Nivenciuén!
Glórien se levantou, e voltou seus olhos para os aventureiros que testemunhavam a tudo com temor e admiração. Calmamente, a deusa dos elfos se aproximou de Legolas e Liodriel, que se abraçavam com ternura, e continuou.
_ Estou orgulhosa de você meu filho! Seu amor puro e verdadeiro lhe deu forças para superar todos os desafios e chegar até este lugar, para salvar sua amada e ser salvo por ela! O amor de vocês é belo e verdadeiro, e nada pode vencer este amor! Agora que tudo acabou, vocês poderão viver seu amor em paz!
A deusa se afastou do casal sorrindo, e se virou para Nailo, com seus belos olhos amendoados expressando tristeza.
_ Sua coragem, e o amor por seus irmãos são qualidades a serem louvadas! Por diversas vezes você arriscou sua própria vida para protegê-los! Mas essa coragem fez com que você agisse imprudentemente algumas vezes e corresse riscos desnecessários! Tome mais cuidado daqui para frente e valorize sua vida, a vida que eu lhe dei! Você tem uma longa vida pela frente ainda! Não gostaria de vê-lo tão cedo em meu reino!
Nailo compreendeu as palavras de sua deusa mãe e baixou sua cabeça em sinal de respeito. Glórien se afastou dele e foi até Anix.
_ Meu filho querido! Meu doce Anix! Se coração é puro e bondoso! Por diversas vezes você liderou seus amigos, encerrando as discussões que tiveram em momentos de crise. Sua bondade é muito bonita, mas também é perigosa! Você é puro e ingênuo! Deve tomar muito cuidado com a maldade que existe neste mundo! Para não cair em novas armadilhas! Aquela mulher que lhe beijou lá em cima, era uma demônia disfarçada. Ela havia sido convocada há muito tempo por um mago que tentou invadir estas cavernas e padeceu sob os ataques dos monstros que infestam esse lugar! Antes de morrer, porém, o mago lançou um último feitiço aprisionando aquela mulher-demônio! Ela só poderia se libertar caso uma pessoa bondosa ousasse atacá-la, ou fosse estúpido o bastante para lhe dar permissão para sair! E você Anix, caiu na sua armadilha diabólica, se deixou iludir por todas as mentiras que ela disse e a libertou de seu cativeiro! Deves tomar mais cuidado para não ser enganado novamente!
Anix baixou a cabeça, compreendendo as palavras de sua deusa e entendendo o erro que cometera. Glórien se afastou de Anix, e foi na direção de seu irmão Squall.
_ Estou muito triste meu filho! Vocês venceram um grande desafio hoje e eu me orgulho disso! Mas sinto que eu o estou perdendo! Essa marca em sua cabeça é um sinal de que em suas veias corre o sangue dracônico! Sim, você descende dos filhos de Megalokk, e você também Anix! Um de seus antepassados de muitas eras atrás era um dragão vermelho! Essa marca é o símbolo da herança deste ancestral! Essa herança é muito mais forte em você do que no seu irmão! Agora, meu filho, cabe somente a você decidir se irá seguir a herança de Megalokk, ou se permanecerá ao meu lado! Você deve escolher entre ele e eu! Espero não me decepcionar com você Squall! Espero que você não me renegue, não quero perder outro de meus filhos!
Glórien se afastou de Squall. Os olhos da deusa estavam cheios de lágrimas prateadas como a lua. Squall abaixou a cabeça, deixando cair suas lágrimas. Ele não desejava magoar sua deusa, mas já havia feito sua escolha. Squall estava decidido a despertar e dominar seus novos poderes, herdados de seu antepassado dragão. Squall agora era um filho que dava as costas para sua própria mãe.
_ Você meu filho querido, meu amado Nevan! Você passou por diversas provações dentro desta montanha! Foi capturado por aqueles orcs nojentos e desprezíveis, foi espancado por eles, torturado e violentado diversas vezes! Mesmo assim, você nunca perdeu sua fé e sempre confiou em mim! Agora seu sofrimento acabou e você poderá descansar e viver feliz!
Glórien foi até os únicos dois humanos presentes no lugar. Humanos, aqueles que no passado deram as costas aos elfos quando sua cidade sagrada caiu nas mãos das hordas hobgoblin. Humanos, aqueles que se espalhavam como ervas daninhas por todo o território artoniano. Mas Glórien não sentia nenhum rancor por aqueles dois humanos.
_ Vocês dois humanos, são um exemplo a ser seguido pelos da sua raça! Corajosos e leais, vocês nunca abandonaram seus amigos e protegeram as vidas de meus filhos arriscando as suas próprias! Você, bardo, até chegou a dar sua vida para salvá-los! Esta marca em sua testa é o símbolo de Allihanna! Agora sua alma pertence a ela, quando partir deste mundo, você irá para os bosques dela! Ela lhe trouxe de volta do mundo dos mortos, através da maçã mágica que a invocou e selou esse pacto! Ela lhe deu uma nova vida, portanto agora sua vida pertence a ela! A vocês dois, humanos de grande valor, eu agradeço por tudo que fizeram pelos meus filhos! Serei eternamente grata a vocês dois!
Sairf e Sam choraram emocionados ao ouvir as palavras de agradecimento da deusa. Não imaginavam serem capazes de um dia estar diante de um deus ou dois, quanto mais receber dele sua gratidão e reconhecimento. Chegava agora a vez de Lucano ter com sua senhora.
_ Lucano meu filho! Meu amado filho, meu devoto fiel e querido! Estou feliz e triste com você ao mesmo tempo! Feliz porque você sempre cuidou de seus irmãos como se cuidasse de sua própria vida! Isso me deixa muito orgulhosa! Por outro lado, estou triste por vê-lo atacar um de seus irmãos! Mais do que os outros, você deveria zelar pela paz e harmonia entre os elfos, essa é sua missão sagrada! Mas, ao invés de impedir, você participou desta batalha sangrenta e cruel, na qual um de seus irmãos perdeu a vida! Isso me entristece! Lembre-se disso no futuro e não me deixe triste novamente!
Glórien se afastou de Lucano deixando lágrimas sagradas caírem sobre Arton, e ficou no centro do grupo. Olhou para todos com ternura, secando suas lágrimas e prosseguiu.
_ Antes que eu me vá, eu lhes contarei a história deste lugar. Há mais de duzentos anos, o ferreiro anão Durgedin vivia aqui, forjando suas armas que eram famosas e apreciadas em muitos reinos. Um dia, um bando de orcs vindos do oeste tentou invadir este local, mas foi impedido pelos anões. Os orcs tramaram, planejaram e, muito tempo depois da primeira batalha, eles escavaram um túnel para invadir Khundrukar, o salão do esplendor! Os orcs entraram pelo túnel, o mesmo túnel por onde vocês viram os trogloditas fugindo, e mataram todos os anões, conquistando assim a montanha! Os orcs amaldiçoaram o ferreiro Durgedin para que ele nunca mais retornasse a vida, e deixaram um de seus guerreiros vigiando-o por toda a eternidade. Se Durgedin se levantasse, o orc também retornaria para destruí-lo mais uma vez. Anos se passaram e um bando de trogloditas também invadiu a montanha, pelo mesmo túnel escavado pelos orcs e uma nova guerra começou! Os orcs e os trogloditas dividiram o território, ficando cada povo com um andar. Depois chegaram os Duergar, vindos das profundezas da terra. Os anões cinzentos, que podem magicamente aumentar seu tamanho, tomaram para si a antiga forja de Durgedin e lá eles permanecem até hoje, forjando armas e tentando resgatar as técnicas secretas e lendárias do famoso ferreiro para usá-las em seu favor. Então chegou Escamas da Noite e conquistou o território do lago, terminando de repovoar a montanha. Anos atrás, um grupo de aventureiros tentou invadir Khundrukar em busca de tesouros! Vocês encontraram a mochila de um deles ao lado de um dos túmulos. Um destes aventureiros era um mago que durante o combate contra os mortos-vivos, invocou uma súcubo para ajudá-lo na batalha. O mago morreu mas antes disso, aprisionou Idalla. Você Anix, a libertou e agora ela irá procurar pelo mago que a prendeu. Entretanto, o mago já morreu há muitos anos! Você encontrou o corpo dele Nailo, no andar de cima. Aquele homem barbado, que jazia ao lado de um Duergar, era o tal mago!
Glórien deu uma breve pausa, caminhou para perto de Draco entristecida e continuou sua história.
_ Vocês chegaram aqui, destruíram todos os orcs, expulsaram os trogloditas, superaram os duergar, os mortos-vivos e Escamas da Noite! Estou orgulhosa de todos vocês, meus filhos! Agora é hora de eu ir!
A deusa se aproximou de cada um de seus filhos elfos e lhes presenteou com um beijo na testa. A cada beijo, os heróis percebiam que todos os ferimentos e todos os males que haviam sofrido dentro da montanha desapareciam. Glórien tomou as mãos de Sair e Sam, agradecendo-os e curou-os também. Depois da despedida, a deusa foi até onde estava o corpo de Draco.
_ Vamos, meu filho! É hora de irmos embora! – disse a deusa.
O corpo de Draco brilhou como o sol e seu espírito o abandonou para ficar em pé ao lado da deusa.
_ Agora eu irei libertar as almas daqueles que aqui morreram e que ainda não encontraram seu descanso! Quanto a vocês, meus filhos! Sua missão aqui terminou! Partam pelas águas, conforme Draco lhes disse e sigam seus destinos! – continuou a deusa.
Glórien se afastou dos heróis caminhando sobre as águas mansas do lago subterrâneo. Draco a acompanhava de perto.
_ Glórien! O que significam aquelas visões que nós tivemos? – perguntou Anix.
_ Isso, somente Allihanna poderá lhes dizer! – respondeu a divindade.
Draco parou junto com Glórien ao lado dos corpos de Isaulas, Celilmir e Saudriel. Ela os olhou com ternura e fez um delicado gesto com suas mãos.
_ Levantem-se meus filhos queridos! É hora de partir!
As almas dos elfos derrotados pela dragonesa saíram de seus corpos amaldiçoados e ficaram ao lado de Glórien.
_ Você também, meu filho! Venha! – a deusa acenou com a mão, para o local onde Arwind havia sido despedaçado pela magia de Squall. O espírito do elfo caminhou sorridente por entre os heróis e por sobre as águas e se juntou aos seus companheiros.
_ Tomem muito cuidado, meus filhos! Tenham uma vida longa e próspera! E lembrem-se, estarei sempre olhando por vocês! Nos encontraremos novamente no futuro! Adeus! – Glórien acenou para os heróis, despedindo-se com um sorriso e os olhos cobertos por lágrimas.
_ Perdão amigos! E Adeus! – Despediu-se Draco – Perdão amigo bardo! Não me sobrou mais nenhum presente para lhe dar! – concluiu, dirigindo-se a Sam.
_ Não se preocupe com isso meu amigo! Você acaba de me dar o melhor presente que um bardo poderia receber! Esta é a mais bela canção que já ouvi em toda a minha carreira! Sua história será contada por mim onde quer que eu vá! E seu nome, e o de todos que participaram desta história, será levado aos quatro cantos de Arton! Todos vocês serão conhecidos como verdadeiros heróis! – respondeu Sam.
Uma forte luz envolveu Glórien e as almas que estavam ao seu lado. O brilho foi aumentando e se tornando cada vez mais intenso, até tomar conta de toda a caverna. Quando o brilho mágico desapareceu, e a caverna foi novamente entregue às trevas, a deusa e seus filhos já não estavam mais lá. Somente quando Legolas e os outros elfos ali presentes morressem e fossem para Nivenciuén, o reino de Glórien, é que eles poderiam reencontrar Draco e os outros.
dezembro 15, 2005
dezembro 14, 2005
Capítulo 159 - A redenção de Draco
Liodriel levantou sua cabeça e viu seu amado em pé, vivo. A bela dama correu pela ponte de pedras em direção ao seu amado, saltando em seu colo e beijando-lhe a boca. Após muitos meses, e longas e difíceis batalhas, os dois amantes estavam juntos novamente. Poderiam finalmente ficar juntos e viver seu grande amor. Todos os outros aventureiros, cuja ajuda tinha sido fundamental para permitir aquele emocionante reencontro, olhavam felizes para o belo casal. Os heróis se reuniram no centro da ilha com a consciência de que haviam cumprido sua difícil missão. Mas restava ainda uma coisa. Havia um tesouro para recompensá-los pelos duros momentos que passaram dentro daquela montanha. Nailo e os outros começaram a se afastar para deixar o casal mais à vontade e se dirigiram para a caverna do tesouro. Mas, quando o primeiro deles colocou o pé para fora da ilhota, uma voz sussurrante tirou a tranqüilidade de todos.
_ Legolas! Legolas! Preciso lhe falar! – sussurrava Draco, agarrado à perna de Legolas.
Todos ficaram prontos para reiniciar o combate, mas as palavras que vieram a seguir emocionaram a todos.
_ Legolas! Eu quero lhe pedir perdão! Quero pedir perdão por todo o mal que eu lhe causei! Tenho que me desculpar com você antes que eu parta! Tenho que pedir perdão a todos! – os olhos de Draco estavam cobertos por lágrimas, provando a sinceridade das palavras do elfo. – Perdão meu amigo, por todo o mal que eu lhe causei! Você me derrotou completamente! Eu nunca seria capaz de ter Liodriel! Seu amor por ela sempre foi mais forte que o meu! Além disso, é você quem ela ama! Perdão meu amigo!
_ Não é a mim que você deve desculpas Draco! Você deve pedir perdão a outra pessoa! – respondeu Legolas.
_ Eu sei disso! Perdão Liodriel! Perdão por todo o mal que lhe causei! Eu me arrependo de tudo que fiz, de todo o sofrimento que fiz você passar!
_ Não se esqueça do Nevan! Você o abandonou! Deixou seu amigo à própria sorte! Deve pedir perdão a ele também! – continuou Legolas.
_ Nevan, meu amigo! Realmente eu não fui leal com você! Devo-lhe desculpas! Quando você desapareceu, eu e os outros fomos procurá-lo! Chegamos nas margens do lago enquanto procurávamos seus rastros! Então Escamas da Noite apareceu de dentro das águas! Ela matou todos os nossos amigos! Mas me poupou! Nos apaixonamos um pelo outro e passamos a viver junto! Como eu fui fraco! Entreguei-me a ela e me esqueci completamente de você, meu amigo! Perdão! – Draco falava com dificuldade, devido ao seu estado crítico e à emoção que sentia.
A essa altura, todos estavam reunidos num grande círculo ao redor de Draco. Ouviam emocionados às últimas palavras do pior inimigo que já haviam enfrentado. Nailo pegou sua varinha mágica e tentou parar o sangramento de Draco com sua magia. Mas a varinha não funcionava. Nem mesmo com a ajuda de uma poção mágica Nailo conseguiu interromper a hemorragia de seu ex-inimigo.
_ Não perca seu tempo comigo Nailo, meu amigo! Meu tempo já está se esgotando! Não terei tempo de lhes contar todos os detalhes mas quero que saibam, ainda que resumidamente, o que aconteceu quando partimos. Nós viemos aqui, seguindo as pegadas dos orcs, para exterminá-los e vingar todas as barbaridades que fizeram em nossa vila! Mas Nevan desapareceu quando foi fazer o reconhecimento do terreno e quando fomos procurá-lo, Escamas da Noite apareceu! Eu me entreguei a ela, abandonando minha família e meus amigos e passei a viver com ela, como um dragão! Como todos os dragões tem um tesouro, eu também precisava ter o meu tesouro! Então lembrei de você, Liodriel! Fui com Escamas da Noite até Darkwood e a raptei na calada da noite. Já que ela não aceitava ser minha mulher, seria então o meu tesouro! Eu estava cego, completamente obcecado e agi de forma egoísta! Por isso eu lhes peço perdão, meus amigos! – Draco interrompeu seu discurso, tossindo e vomitando sangue. Sua hora estava chegando.
_ Meus amigos, quero lhes dar alguma coisa para compensá-los por tudo que passaram por minha causa e para provar meu arrependimento! Meu tempo está se esgotando, então serei breve. Legolas! Você sempre foi o melhor arqueiro, que quero que fique com meu arco! Este arco mágico foi retirado de um dragão branco por escamas da noite. Eu não conheço todos os poderes que ele possui, mas basta que diga Kamthiaria e todas as flechas disparadas por ele serão congelantes.
Legolas tomou o arco branco como o leite em suas mãos. Era uma peça de beleza sem igual, construída no mais puro marfim, todo decorado com entalhes de dragões e runas no idioma dracônico. Draco continuou.
_ Nailo! Meu velho amigo Nailo! Sua roupa está toda gasta e suja! Tome, eu quero que você com esta armadura! Você é um grande guerreiro, ela lhe será muito útil!
Draco retirou sua roupa com muita dificuldade e entregou uma camisa feita de anéis metálicos de mithral trançados. Nailo recolheu a cota de malha, emocionado, e agradeceu ao amigo.
_ Nevan, meu grande amigo Nevan! Amigo que eu abandonei, mas que nunca virou as costas pra mim! Eu quero que fique com isto! Sei que nunca trocará sua espada por esta, mas quero lhe dar minha espada, meu amigo!
Nevan pegou a bela espada de Draco. Uma arma tão bela e bem confeccionada quanto as famosas armas de Durgedin. Sua lâmina brilhava como a prata e seu cabo, feito de marfim e cravejado com pequenos rubis era como a lua cheia no alto do céu. Nevan guardou a espada consigo, prometendo que a usaria sim, mas apenas em ocasiões especiais, não gastando seu fio com coisas sem importância.
_ Você mago! Quero que fique com isto! Este anel lhe ajudará a nadar como um peixe! Ele é mágico! – continuou Draco.
_ Obrigado, e muito prazer em conhecê-lo, verdadeiro Draco! – Sairf pegou o anel prateado das mãos do elfo. Em seu interior era possível ler em dracônico a frase “nadar como os peixes”.
_ Você, o outro mago, aproxime-se! Pela marca na sua testa, presumo que você seja o vermelho. Suas roupas também estão sujas e velhas, quero que fique com isto, com este manto mágico! Tome vermelho, ele ajudará a proteger seu corpo e sua mente!
Squall vestiu o manto verde e marrom feito de seda e algodão. Depois se afastou, dando lugar para seu irmão atender ao chamado de Draco, que acenava para Anix. Draco tossiu forte mais uma vez. Seu peito se encheu de sangue. Anix segurou sua mão e ele prosseguiu.
_ Mago! Para você tenho um presente que está dentro da caverna do tesouro! Liodriel conhece o lugar secreto onde vocês devem pressionar a parede e dizer “Inesh” para abrir a porta! Lá dentro, mago, você encontrará uma caixa de madeira e nela há equipamentos para você construir um laboratório de alquimia. Tenho certeza de que isto será muito útil para você! Aliás, para todos vocês magos! Quero que fique com o laboratório para você! Lá dentro também existem alguns pergaminhos mágicos! Quero que você os divida com seus companheiros de magia! Entre estes pergaminhos existem dois que servem para permitir respirar livremente dentro da água. Vocês podem utilizá-los para sair daqui! Basta nadarem sob o lago e chegarão ao lago na superfície, na praia onde conheci Escamas da Noite!
Anix acenou positivamente com a cabeça e se afastou Draco olhou para Legolas, Nailo e Nevan e continuou.
_ Lá dentro também existe muito dinheiro! Eu peço a vocês que dividam igualmente o dinheiro entre vocês e que dêem uma parte dele para meus pais. Eu deveria cuidar deles, mas não poderei mais fazer isso! Este dinheiro servirá para que eles possam se sustentar na minha ausência!
Todos concordaram e prometeram entregar o dinheiro para os pais de Draco.
_ Clérigo! Chegue mais perto! Já não posso vê-lo direito! Minha hora já está próxima! Diga-me clérigo, a qual deus você serve? – perguntou Draco.
_ Eu sou um servo de Glórien! A mãe de todos os elfos! – respondeu Lucano com orgulho.
_ Glórien...há muito tempo não ouço o nome dela! Até minha fé eu perdi quando vim para este lugar! Eu quero que você fique com isto! – Draco retirou de seu pescoço um medalhão de ouro maciço no qual podia se ver o símbolo da deusa dos elfos cunhado em alto relevo e o entregou para Lucano. – Você é um protetor dos elfos, um servo de nossa mãe! Quero que fique com esses vidros também! Os líquidos verdes são poções de cura! O líquido branco serve para proteger do frio, e o amarelo contra eletricidade! Quero que fique com isso e que tome conta de nossos irmãos elfos!
Lucano guardou as poções em sua bolsa e colocou o símbolo dourado em seu pescoço, por baixo do seu velho símbolo de madeira. Draco esticou sua mão na direção de Lucano, com lágrimas de sangue tomando seus olhos e prosseguiu.
_ Perdão padre, por todos os insultos! Perdão a todos vocês amigos, por todos os perigos que tiveram que correr por minha causa! Perdão Liodriel, por todo o sofrimento que causei! Perdão mãe de todos os elfos, por ter virado minhas costas para você! Perdão minha deusa querida, por todos os pecados que cometi! Perdão Glórien! – Draco estendeu sua mão ferida para o alto, implorando pelo perdão de sua deusa criadora e deu seu último suspiro. Draco morreu. Seus olhos se fecharam lentamente e seu corpo deslizou suavemente até repousar no chão. Liodriel e Legolas se abraçaram, com lágrimas nos olhos, assim como todos os outros heróis. Todos estavam emocionados. Aquele que havia sido um de seus piores inimigos havia se arrependido de seus crimes e conquistado o perdão de todos no final. Draco perdeu sua vida, mas reconquistou seus amigos no último instante de sua vida.
_ Legolas! Legolas! Preciso lhe falar! – sussurrava Draco, agarrado à perna de Legolas.
Todos ficaram prontos para reiniciar o combate, mas as palavras que vieram a seguir emocionaram a todos.
_ Legolas! Eu quero lhe pedir perdão! Quero pedir perdão por todo o mal que eu lhe causei! Tenho que me desculpar com você antes que eu parta! Tenho que pedir perdão a todos! – os olhos de Draco estavam cobertos por lágrimas, provando a sinceridade das palavras do elfo. – Perdão meu amigo, por todo o mal que eu lhe causei! Você me derrotou completamente! Eu nunca seria capaz de ter Liodriel! Seu amor por ela sempre foi mais forte que o meu! Além disso, é você quem ela ama! Perdão meu amigo!
_ Não é a mim que você deve desculpas Draco! Você deve pedir perdão a outra pessoa! – respondeu Legolas.
_ Eu sei disso! Perdão Liodriel! Perdão por todo o mal que lhe causei! Eu me arrependo de tudo que fiz, de todo o sofrimento que fiz você passar!
_ Não se esqueça do Nevan! Você o abandonou! Deixou seu amigo à própria sorte! Deve pedir perdão a ele também! – continuou Legolas.
_ Nevan, meu amigo! Realmente eu não fui leal com você! Devo-lhe desculpas! Quando você desapareceu, eu e os outros fomos procurá-lo! Chegamos nas margens do lago enquanto procurávamos seus rastros! Então Escamas da Noite apareceu de dentro das águas! Ela matou todos os nossos amigos! Mas me poupou! Nos apaixonamos um pelo outro e passamos a viver junto! Como eu fui fraco! Entreguei-me a ela e me esqueci completamente de você, meu amigo! Perdão! – Draco falava com dificuldade, devido ao seu estado crítico e à emoção que sentia.
A essa altura, todos estavam reunidos num grande círculo ao redor de Draco. Ouviam emocionados às últimas palavras do pior inimigo que já haviam enfrentado. Nailo pegou sua varinha mágica e tentou parar o sangramento de Draco com sua magia. Mas a varinha não funcionava. Nem mesmo com a ajuda de uma poção mágica Nailo conseguiu interromper a hemorragia de seu ex-inimigo.
_ Não perca seu tempo comigo Nailo, meu amigo! Meu tempo já está se esgotando! Não terei tempo de lhes contar todos os detalhes mas quero que saibam, ainda que resumidamente, o que aconteceu quando partimos. Nós viemos aqui, seguindo as pegadas dos orcs, para exterminá-los e vingar todas as barbaridades que fizeram em nossa vila! Mas Nevan desapareceu quando foi fazer o reconhecimento do terreno e quando fomos procurá-lo, Escamas da Noite apareceu! Eu me entreguei a ela, abandonando minha família e meus amigos e passei a viver com ela, como um dragão! Como todos os dragões tem um tesouro, eu também precisava ter o meu tesouro! Então lembrei de você, Liodriel! Fui com Escamas da Noite até Darkwood e a raptei na calada da noite. Já que ela não aceitava ser minha mulher, seria então o meu tesouro! Eu estava cego, completamente obcecado e agi de forma egoísta! Por isso eu lhes peço perdão, meus amigos! – Draco interrompeu seu discurso, tossindo e vomitando sangue. Sua hora estava chegando.
_ Meus amigos, quero lhes dar alguma coisa para compensá-los por tudo que passaram por minha causa e para provar meu arrependimento! Meu tempo está se esgotando, então serei breve. Legolas! Você sempre foi o melhor arqueiro, que quero que fique com meu arco! Este arco mágico foi retirado de um dragão branco por escamas da noite. Eu não conheço todos os poderes que ele possui, mas basta que diga Kamthiaria e todas as flechas disparadas por ele serão congelantes.
Legolas tomou o arco branco como o leite em suas mãos. Era uma peça de beleza sem igual, construída no mais puro marfim, todo decorado com entalhes de dragões e runas no idioma dracônico. Draco continuou.
_ Nailo! Meu velho amigo Nailo! Sua roupa está toda gasta e suja! Tome, eu quero que você com esta armadura! Você é um grande guerreiro, ela lhe será muito útil!
Draco retirou sua roupa com muita dificuldade e entregou uma camisa feita de anéis metálicos de mithral trançados. Nailo recolheu a cota de malha, emocionado, e agradeceu ao amigo.
_ Nevan, meu grande amigo Nevan! Amigo que eu abandonei, mas que nunca virou as costas pra mim! Eu quero que fique com isto! Sei que nunca trocará sua espada por esta, mas quero lhe dar minha espada, meu amigo!
Nevan pegou a bela espada de Draco. Uma arma tão bela e bem confeccionada quanto as famosas armas de Durgedin. Sua lâmina brilhava como a prata e seu cabo, feito de marfim e cravejado com pequenos rubis era como a lua cheia no alto do céu. Nevan guardou a espada consigo, prometendo que a usaria sim, mas apenas em ocasiões especiais, não gastando seu fio com coisas sem importância.
_ Você mago! Quero que fique com isto! Este anel lhe ajudará a nadar como um peixe! Ele é mágico! – continuou Draco.
_ Obrigado, e muito prazer em conhecê-lo, verdadeiro Draco! – Sairf pegou o anel prateado das mãos do elfo. Em seu interior era possível ler em dracônico a frase “nadar como os peixes”.
_ Você, o outro mago, aproxime-se! Pela marca na sua testa, presumo que você seja o vermelho. Suas roupas também estão sujas e velhas, quero que fique com isto, com este manto mágico! Tome vermelho, ele ajudará a proteger seu corpo e sua mente!
Squall vestiu o manto verde e marrom feito de seda e algodão. Depois se afastou, dando lugar para seu irmão atender ao chamado de Draco, que acenava para Anix. Draco tossiu forte mais uma vez. Seu peito se encheu de sangue. Anix segurou sua mão e ele prosseguiu.
_ Mago! Para você tenho um presente que está dentro da caverna do tesouro! Liodriel conhece o lugar secreto onde vocês devem pressionar a parede e dizer “Inesh” para abrir a porta! Lá dentro, mago, você encontrará uma caixa de madeira e nela há equipamentos para você construir um laboratório de alquimia. Tenho certeza de que isto será muito útil para você! Aliás, para todos vocês magos! Quero que fique com o laboratório para você! Lá dentro também existem alguns pergaminhos mágicos! Quero que você os divida com seus companheiros de magia! Entre estes pergaminhos existem dois que servem para permitir respirar livremente dentro da água. Vocês podem utilizá-los para sair daqui! Basta nadarem sob o lago e chegarão ao lago na superfície, na praia onde conheci Escamas da Noite!
Anix acenou positivamente com a cabeça e se afastou Draco olhou para Legolas, Nailo e Nevan e continuou.
_ Lá dentro também existe muito dinheiro! Eu peço a vocês que dividam igualmente o dinheiro entre vocês e que dêem uma parte dele para meus pais. Eu deveria cuidar deles, mas não poderei mais fazer isso! Este dinheiro servirá para que eles possam se sustentar na minha ausência!
Todos concordaram e prometeram entregar o dinheiro para os pais de Draco.
_ Clérigo! Chegue mais perto! Já não posso vê-lo direito! Minha hora já está próxima! Diga-me clérigo, a qual deus você serve? – perguntou Draco.
_ Eu sou um servo de Glórien! A mãe de todos os elfos! – respondeu Lucano com orgulho.
_ Glórien...há muito tempo não ouço o nome dela! Até minha fé eu perdi quando vim para este lugar! Eu quero que você fique com isto! – Draco retirou de seu pescoço um medalhão de ouro maciço no qual podia se ver o símbolo da deusa dos elfos cunhado em alto relevo e o entregou para Lucano. – Você é um protetor dos elfos, um servo de nossa mãe! Quero que fique com esses vidros também! Os líquidos verdes são poções de cura! O líquido branco serve para proteger do frio, e o amarelo contra eletricidade! Quero que fique com isso e que tome conta de nossos irmãos elfos!
Lucano guardou as poções em sua bolsa e colocou o símbolo dourado em seu pescoço, por baixo do seu velho símbolo de madeira. Draco esticou sua mão na direção de Lucano, com lágrimas de sangue tomando seus olhos e prosseguiu.
_ Perdão padre, por todos os insultos! Perdão a todos vocês amigos, por todos os perigos que tiveram que correr por minha causa! Perdão Liodriel, por todo o sofrimento que causei! Perdão mãe de todos os elfos, por ter virado minhas costas para você! Perdão minha deusa querida, por todos os pecados que cometi! Perdão Glórien! – Draco estendeu sua mão ferida para o alto, implorando pelo perdão de sua deusa criadora e deu seu último suspiro. Draco morreu. Seus olhos se fecharam lentamente e seu corpo deslizou suavemente até repousar no chão. Liodriel e Legolas se abraçaram, com lágrimas nos olhos, assim como todos os outros heróis. Todos estavam emocionados. Aquele que havia sido um de seus piores inimigos havia se arrependido de seus crimes e conquistado o perdão de todos no final. Draco perdeu sua vida, mas reconquistou seus amigos no último instante de sua vida.
Capítulo 158 - A última flecha
_ Você vai morrer agora! – gritou Draco, disparando à queima-roupa no peito de Legolas.
As duas flechas passaram ao lado do herói, sem sequer arranhá-lo. Este ataque já não tinha mais a mesma potência dos anteriores. Draco já estava mais fraco e completamente desconcentrado após a intromissão de Liodriel. Além disso, Lucano havia dissipado o poder mágico do arco que agora não contava mais com sua habilidade congelante. Desta forma foi fácil para Legolas girar seu corpo e se desviar dos disparos. Legolas estufou o peito e encarou Draco, que saltava da mureta para dentro da ilha. Os dois ex-amigos de infância ficaram frente a frente, encarando-se como duas feras selvagens disputando território. Draco prendeu seu arco ao seu corpo e sacou sua espada de forma ameaçadora diante de Legolas.
_ Você queria me enfrentar? Então essa é a hora, maldito! – desafio Draco.
Draco estava pronto para desferir mais um ataque, quando Liodriel surgiu novamente na entrada da caverna, pedindo que ele parasse. Draco e Legolas ficaram se encarando, medindo um ao outro, enquanto Nailo corria até a dama para protegê-la.
Sairf se atirou na água para impedir que Squall afundasse. Nevan também ajudou, segurando os dois pendurado sobre a mureta enquanto Sam segurava suas pernas. Lucano correu para ajudar Legolas, cercando Draco. O guerreiro aparou o machado do clérigo com sua espada sem sequer desviar o olhar de Legolas.
Legolas se afastou de Draco e atirou suas flechas nele. Draco as rebateu com sua espada, sem dificuldade alguma e avançou na direção de Legolas. O guerreiro passou ao lado de Legolas, abrindo-lhe o ventre com a espada ao mesmo tempo em que escapava do machado de Lucano. Draco parou sobre a ponte de pedras, diante de Anix.
_ Não tente nenhuma gracinha, seu verme! – ordenou Draco.
Mas Anix não tinha intenção de obedecer Draco e disparou seus mísseis mágicos nas costas do inimigo. As rajadas energéticas explodiram nas costas de Draco, deixando-o muito mais furioso, além de severamente ferido. Anix e os outros ouviram um ruído agudo, como o de uma taça de cristal se quebrando, e viram o manto de Draco movendo-se como se alguma coisa explodisse em seu peito. Pedaços de metal caíram de dentro de sua roupa, caindo dentro do lago, deixando Draco visivelmente assustado. O elfo apontou sua espada para a garganta de Anix, seus olhos brilhavam de ódio. Quando Draco estava pronto para decapitar o mago, Lucano chegou com seu machado, obrigando o inimigo a se defender. A espada rebateu a lâmina do machado e se posicionou diante de Lucano, pronta para matá-lo. Nesse momento, Squall, que acabara de ser retirado de dentro do lago por seus amigos, disparou uma rajada de energia no corpo do adversário. Draco urrou de dor com o ataque mágico, demonstrando a todos que estava completamente vulnerável. Talvez o medalhão destruído por Anix lhe concedesse algum tipo de invulnerabilidade contra os ataques dos heróis. Sem isso para lhe ajudar, Draco se encontrava próximo de seu fim.
Draco olhou em volta, ameaçando a todos com sua espada. Então, seus olhos pararam diante de Legolas. Seus olhos se tornaram vermelhos e sua boca se encheu de sangue. Draco apontou a espada para seu rival, gritando enlouquecidamente e saltou. O elfo deu um salto magnífico, rodopiando no ar para escapar daqueles que o cercavam. Seu corpo atingiu uma altura impressionante e a distância a ser superada era sobre-élfica. Draco alinhou seu corpo no auge de seu vôo e mirou o corpo de Legolas. Draco viu seu rival com ao arco apontado em sua direção e jogou todo o peso de seu corpo para baixo, enquanto erguia a espada sobre sua cabeça.
Legolas viu que Draco perdera sua invencibilidade e sentiu que o fim da batalha estava próximo. Confiante, Legolas preparou a flecha derradeira em seu arco quando seu inimigo saltou em sua direção. Quando Draco estava no auge de seu vôo, os dois elfos se encararam pela última vez. Legolas disparou sua última flecha e a lâmina de seu inimigo desceu sobre seu corpo.
Draco parou em pé diante de Legolas. A ponta da espada, próxima do chão, vertia sangue. Legolas estava parado, seus olhos arregalados e estáticos. Parecia que estava paralisado. Morto talvez. Liodriel se atirou no chão aos prantos. Draco tinha a cabeça baixa e o rosto oculto pelos seus longos cabelos negros. Apenas seu sorriso brilhava sob a luz das tochas. Draco avançou na direção de Legolas de forma estranha. Legolas cambaleou para trás trançando as pernas. Draco caiu apoiou seu corpo sobre o de Legolas antes de tombar no chão, com uma flecha profundamente cravada no centro de seu peito. Legolas apoiou o corpo do inimigo derrotado até deixá-lo no chão frio e finalmente pode respirar aliviado. Draco havia finalmente sido derrotado. Liodriel estava salva.
As duas flechas passaram ao lado do herói, sem sequer arranhá-lo. Este ataque já não tinha mais a mesma potência dos anteriores. Draco já estava mais fraco e completamente desconcentrado após a intromissão de Liodriel. Além disso, Lucano havia dissipado o poder mágico do arco que agora não contava mais com sua habilidade congelante. Desta forma foi fácil para Legolas girar seu corpo e se desviar dos disparos. Legolas estufou o peito e encarou Draco, que saltava da mureta para dentro da ilha. Os dois ex-amigos de infância ficaram frente a frente, encarando-se como duas feras selvagens disputando território. Draco prendeu seu arco ao seu corpo e sacou sua espada de forma ameaçadora diante de Legolas.
_ Você queria me enfrentar? Então essa é a hora, maldito! – desafio Draco.
Draco estava pronto para desferir mais um ataque, quando Liodriel surgiu novamente na entrada da caverna, pedindo que ele parasse. Draco e Legolas ficaram se encarando, medindo um ao outro, enquanto Nailo corria até a dama para protegê-la.
Sairf se atirou na água para impedir que Squall afundasse. Nevan também ajudou, segurando os dois pendurado sobre a mureta enquanto Sam segurava suas pernas. Lucano correu para ajudar Legolas, cercando Draco. O guerreiro aparou o machado do clérigo com sua espada sem sequer desviar o olhar de Legolas.
Legolas se afastou de Draco e atirou suas flechas nele. Draco as rebateu com sua espada, sem dificuldade alguma e avançou na direção de Legolas. O guerreiro passou ao lado de Legolas, abrindo-lhe o ventre com a espada ao mesmo tempo em que escapava do machado de Lucano. Draco parou sobre a ponte de pedras, diante de Anix.
_ Não tente nenhuma gracinha, seu verme! – ordenou Draco.
Mas Anix não tinha intenção de obedecer Draco e disparou seus mísseis mágicos nas costas do inimigo. As rajadas energéticas explodiram nas costas de Draco, deixando-o muito mais furioso, além de severamente ferido. Anix e os outros ouviram um ruído agudo, como o de uma taça de cristal se quebrando, e viram o manto de Draco movendo-se como se alguma coisa explodisse em seu peito. Pedaços de metal caíram de dentro de sua roupa, caindo dentro do lago, deixando Draco visivelmente assustado. O elfo apontou sua espada para a garganta de Anix, seus olhos brilhavam de ódio. Quando Draco estava pronto para decapitar o mago, Lucano chegou com seu machado, obrigando o inimigo a se defender. A espada rebateu a lâmina do machado e se posicionou diante de Lucano, pronta para matá-lo. Nesse momento, Squall, que acabara de ser retirado de dentro do lago por seus amigos, disparou uma rajada de energia no corpo do adversário. Draco urrou de dor com o ataque mágico, demonstrando a todos que estava completamente vulnerável. Talvez o medalhão destruído por Anix lhe concedesse algum tipo de invulnerabilidade contra os ataques dos heróis. Sem isso para lhe ajudar, Draco se encontrava próximo de seu fim.
Draco olhou em volta, ameaçando a todos com sua espada. Então, seus olhos pararam diante de Legolas. Seus olhos se tornaram vermelhos e sua boca se encheu de sangue. Draco apontou a espada para seu rival, gritando enlouquecidamente e saltou. O elfo deu um salto magnífico, rodopiando no ar para escapar daqueles que o cercavam. Seu corpo atingiu uma altura impressionante e a distância a ser superada era sobre-élfica. Draco alinhou seu corpo no auge de seu vôo e mirou o corpo de Legolas. Draco viu seu rival com ao arco apontado em sua direção e jogou todo o peso de seu corpo para baixo, enquanto erguia a espada sobre sua cabeça.
Legolas viu que Draco perdera sua invencibilidade e sentiu que o fim da batalha estava próximo. Confiante, Legolas preparou a flecha derradeira em seu arco quando seu inimigo saltou em sua direção. Quando Draco estava no auge de seu vôo, os dois elfos se encararam pela última vez. Legolas disparou sua última flecha e a lâmina de seu inimigo desceu sobre seu corpo.
Draco parou em pé diante de Legolas. A ponta da espada, próxima do chão, vertia sangue. Legolas estava parado, seus olhos arregalados e estáticos. Parecia que estava paralisado. Morto talvez. Liodriel se atirou no chão aos prantos. Draco tinha a cabeça baixa e o rosto oculto pelos seus longos cabelos negros. Apenas seu sorriso brilhava sob a luz das tochas. Draco avançou na direção de Legolas de forma estranha. Legolas cambaleou para trás trançando as pernas. Draco caiu apoiou seu corpo sobre o de Legolas antes de tombar no chão, com uma flecha profundamente cravada no centro de seu peito. Legolas apoiou o corpo do inimigo derrotado até deixá-lo no chão frio e finalmente pode respirar aliviado. Draco havia finalmente sido derrotado. Liodriel estava salva.
Capítulo 157 - O desafio de Legolas
Draco recuou, disparando suas flechas a esmo contra os heróis. Nailo se esquivou sem dificuldade, deixando que a flecha se perdesse na escuridão. Sairf foi atingido, mas apenas de raspão, nada que pudesse preocupar o mago da água. Mesmo assim, Sairf tomou uma poção mágica para recuperar-se do dano, ainda que superficial, causado pela flecha. Sairf pegou a poção que estava com Sam, a mesma que Anix e Nailo retiraram de um orc morto numa sala inundada anteriormente. Era um líquido azulado e muito estranho. Sairf o ingeriu e começou a sufocar. O rosto do mago roxeou por completo, como se ele não pudesse respirar. Sairf foi aos poucos voltando ao normal. Quando se recuperou, percebeu que algo havia mudado em seu corpo. Sairf tinha brânquias como se fosse um peixe. Era a mesma magia usada por Guiltespin. Sairf agora poderia se deslocar dentro da água e surpreender Draco.
Nevan apontou o arco para Draco, mas não foi capaz de disparar. Um erro, por menor que fosse, e ele poderia ferir Liodriel. Nevan não quis arriscar e continuou avançando junto com Anix. Enquanto isso, Nailo dava um salto, ficando cara a cara com o inimigo. Suas espadas passaram tão veloz quanto um relâmpago pelo corpo de Draco. O arqueiro só conseguiu escapar da morte por pura sorte, pois estava completamente desconcentrado e vulnerável.
Draco recuou, segurando seu ventre rasgado pelas lâminas do ranger. Foi até Liodriel e a obrigou a voltar para dentro da caverna do tesouro de Escamas da Noite. Enquanto a porta se fechava, Draco deu mais dois disparos em Nailo. Mesmo com duas flechas cravadas em seu corpo, o herói continuou avançando na direção de Draco, provocando-o o tempo todo para assim dar tempo para seus amigos se recuperarem e voltarem para o combate.
Legolas tomou num gole só todas as poções que lhe restavam. Recuperado, o elfo se levantou com o arco em punho pronto para ajudar seu companheiro. Astutamente, Sam percebeu que Squall apenas dormia, vítima do efeito mágico da flecha do sono, e com um chute o acordou enquanto curava Lucano com sua mágica. Sairf também tratou de seus ferimentos e em poucos segundos, todos estavam de volta à batalha.
Já de pé, Lucano apontou a mão para seu inimigo, segurando o símbolo de sua deusa com fé.
_ Tüliamüji Glórien ! Dojjota üj tüliamaj liajgaj ogarj kea tmüeiril düjjü rüla! (poderosa Glórien ! Dissipe os poderes destes itens que profanam vosso nome!) – gritou Lucano. O corpo de Draco brilhou como que cercado por vários vaga-lumes. O majestoso arco em sua mão, no entanto, parou de brilhar. A aura que até então o envolvia, desapareceu completamente.
_ Maldito mago! O que você fez, seu desgraçado? – Draco estava irritado e confuso ao ver seu arco perdendo os poderes.
_ Mago não! Eu sou um clérigo! – respondeu Lucano com orgulho.
_ Clérigo? Clérigo do que? Só se for dos ratos! Isso, um clérigo das ratazanas! Há há há! Vou matá-lo por isso, seu inseto! – bradou Draco, debochando de Lucano.
Draco apontou seu arco para Lucano, se ele o atingisse novamente, seria o fim do servo de Glórien. Sairf interveio. Com uma ordem, sua imensa centopéia saltou sobre Lucano, tentando jogá-lo na água. No entanto, Lucano desviou-se e o animal caiu na água. Sairf então cancelou a magia que o convocara e a centopéia desapareceu.
Squall tentou enfeitiçar a mente de Draco, da mesma forma que tinha feito com Legolas, mas parecia impossível penetrar naquele cérebro distorcido e cheio de ódio. Entretanto, isso criou distração suficiente para Legolas atacar. As flechas de Legolas perfuraram o corpo de Draco novamente, deixando-o ainda mais furioso. Legolas percebeu que seu rival estava quase perdendo o controle e aproveitou a chance.
_ Então seu idiota! Não disse que iria me matar? Estou esperando! Porque você não vem até aqui pra resolvermos isso de uma vez por todas! Venha seu covarde, vamos nos enfrentar de igual pra igual! – Legolas gargalhava para irritar ainda mais seu inimigo e exibia sua espada, chamando Draco para um duelo.
_ Maldito! Eu vou matá-lo! – respondeu Draco.
_ Então terá que me matar também! Legolas é meu líder agora! Não vou deixar você feri-lo! – gritou Sairf.
_ Depois que eu matar Legolas eu mato você!
_ Mas antes você terá que passar por mim! – desafiou Nailo.
_ Depois que eu matar eles dois eu mato você também!
Aquilo já começava a ficar ridículo. Apenas Draco não percebia isso. O arqueiro saltou para a passarela, desviando-se da chuva de golpes de Nailo, ficando apenas levemente ferido. Draco disparou mais duas flechas certeiras em Legolas. Desta vez, entretanto, os ataques já, não tinham mais tanto efeito quanto antes. E ele continuou correndo até parar diante de Lucano, que bloqueava seu caminho.
_ Saia da minha frente, clérigo das ratazanas! – ordenou Draco para Lucano.
Lucano não se moveu. Ficou ali encarando Draco, enquanto Nailo se aproximava por trás, cercando-o. Quando percebeu que não havia qualquer chance de fazer Draco desistir da batalha, Lucano pegou o machado de Squall que ele estava carregando desde a escada de correntes e se preparou para atacar, mesmo sabendo que isso violaria seus ensinamentos.
Enquanto Sam curava Legolas, Lucano atacava um elfo pela primeira vez. Draco saltou, desviando da lâmina. Sairf conjurou a magia Área Escorregadia para tentar derrubar Draco, mas o guerreiro resistiu firmemente sobre o solo liso que desafiava seus pés. Anix tentou pará-lo com seus mísseis mágicos, mas nem isso, nem o pedido emocionado de Nevan fizeram-no mudar de idéia. Squall tentou novamente enfeitiçá-lo, mas sua mente estava decidida demais para ser dominada. Squall se atirou sobre Draco, tentando jogá-lo na água, mas o inimigo habilmente se esquivou e atirou o feiticeiro no lago. Squall foi obrigado a se agarrar nas pedras mais próximas para não se afogar. Nailo chegou por trás de Draco, atingindo-lhe a nuca com a espada. Mas parecia que nada era capaz de detê-lo. Sam tentou atordoá-lo com seu alaúde, mas Draco novamente resistiu. A explosão sonora, entretanto, atingiu Nailo e Squall também, fazendo com que o feiticeiro perde-se os sentidos temporariamente e começasse a afundar. Draco saltou sobre a mureta da ilha, escapando da lâmina de Nailo e do machado de Lucano com uma cambalhota incrível, ficando sobre as pedras, de frente para Legolas. Em uma fração de segundo, Draco apontava seu arco novamente para Legolas.
Nevan apontou o arco para Draco, mas não foi capaz de disparar. Um erro, por menor que fosse, e ele poderia ferir Liodriel. Nevan não quis arriscar e continuou avançando junto com Anix. Enquanto isso, Nailo dava um salto, ficando cara a cara com o inimigo. Suas espadas passaram tão veloz quanto um relâmpago pelo corpo de Draco. O arqueiro só conseguiu escapar da morte por pura sorte, pois estava completamente desconcentrado e vulnerável.
Draco recuou, segurando seu ventre rasgado pelas lâminas do ranger. Foi até Liodriel e a obrigou a voltar para dentro da caverna do tesouro de Escamas da Noite. Enquanto a porta se fechava, Draco deu mais dois disparos em Nailo. Mesmo com duas flechas cravadas em seu corpo, o herói continuou avançando na direção de Draco, provocando-o o tempo todo para assim dar tempo para seus amigos se recuperarem e voltarem para o combate.
Legolas tomou num gole só todas as poções que lhe restavam. Recuperado, o elfo se levantou com o arco em punho pronto para ajudar seu companheiro. Astutamente, Sam percebeu que Squall apenas dormia, vítima do efeito mágico da flecha do sono, e com um chute o acordou enquanto curava Lucano com sua mágica. Sairf também tratou de seus ferimentos e em poucos segundos, todos estavam de volta à batalha.
Já de pé, Lucano apontou a mão para seu inimigo, segurando o símbolo de sua deusa com fé.
_ Tüliamüji Glórien ! Dojjota üj tüliamaj liajgaj ogarj kea tmüeiril düjjü rüla! (poderosa Glórien ! Dissipe os poderes destes itens que profanam vosso nome!) – gritou Lucano. O corpo de Draco brilhou como que cercado por vários vaga-lumes. O majestoso arco em sua mão, no entanto, parou de brilhar. A aura que até então o envolvia, desapareceu completamente.
_ Maldito mago! O que você fez, seu desgraçado? – Draco estava irritado e confuso ao ver seu arco perdendo os poderes.
_ Mago não! Eu sou um clérigo! – respondeu Lucano com orgulho.
_ Clérigo? Clérigo do que? Só se for dos ratos! Isso, um clérigo das ratazanas! Há há há! Vou matá-lo por isso, seu inseto! – bradou Draco, debochando de Lucano.
Draco apontou seu arco para Lucano, se ele o atingisse novamente, seria o fim do servo de Glórien. Sairf interveio. Com uma ordem, sua imensa centopéia saltou sobre Lucano, tentando jogá-lo na água. No entanto, Lucano desviou-se e o animal caiu na água. Sairf então cancelou a magia que o convocara e a centopéia desapareceu.
Squall tentou enfeitiçar a mente de Draco, da mesma forma que tinha feito com Legolas, mas parecia impossível penetrar naquele cérebro distorcido e cheio de ódio. Entretanto, isso criou distração suficiente para Legolas atacar. As flechas de Legolas perfuraram o corpo de Draco novamente, deixando-o ainda mais furioso. Legolas percebeu que seu rival estava quase perdendo o controle e aproveitou a chance.
_ Então seu idiota! Não disse que iria me matar? Estou esperando! Porque você não vem até aqui pra resolvermos isso de uma vez por todas! Venha seu covarde, vamos nos enfrentar de igual pra igual! – Legolas gargalhava para irritar ainda mais seu inimigo e exibia sua espada, chamando Draco para um duelo.
_ Maldito! Eu vou matá-lo! – respondeu Draco.
_ Então terá que me matar também! Legolas é meu líder agora! Não vou deixar você feri-lo! – gritou Sairf.
_ Depois que eu matar Legolas eu mato você!
_ Mas antes você terá que passar por mim! – desafiou Nailo.
_ Depois que eu matar eles dois eu mato você também!
Aquilo já começava a ficar ridículo. Apenas Draco não percebia isso. O arqueiro saltou para a passarela, desviando-se da chuva de golpes de Nailo, ficando apenas levemente ferido. Draco disparou mais duas flechas certeiras em Legolas. Desta vez, entretanto, os ataques já, não tinham mais tanto efeito quanto antes. E ele continuou correndo até parar diante de Lucano, que bloqueava seu caminho.
_ Saia da minha frente, clérigo das ratazanas! – ordenou Draco para Lucano.
Lucano não se moveu. Ficou ali encarando Draco, enquanto Nailo se aproximava por trás, cercando-o. Quando percebeu que não havia qualquer chance de fazer Draco desistir da batalha, Lucano pegou o machado de Squall que ele estava carregando desde a escada de correntes e se preparou para atacar, mesmo sabendo que isso violaria seus ensinamentos.
Enquanto Sam curava Legolas, Lucano atacava um elfo pela primeira vez. Draco saltou, desviando da lâmina. Sairf conjurou a magia Área Escorregadia para tentar derrubar Draco, mas o guerreiro resistiu firmemente sobre o solo liso que desafiava seus pés. Anix tentou pará-lo com seus mísseis mágicos, mas nem isso, nem o pedido emocionado de Nevan fizeram-no mudar de idéia. Squall tentou novamente enfeitiçá-lo, mas sua mente estava decidida demais para ser dominada. Squall se atirou sobre Draco, tentando jogá-lo na água, mas o inimigo habilmente se esquivou e atirou o feiticeiro no lago. Squall foi obrigado a se agarrar nas pedras mais próximas para não se afogar. Nailo chegou por trás de Draco, atingindo-lhe a nuca com a espada. Mas parecia que nada era capaz de detê-lo. Sam tentou atordoá-lo com seu alaúde, mas Draco novamente resistiu. A explosão sonora, entretanto, atingiu Nailo e Squall também, fazendo com que o feiticeiro perde-se os sentidos temporariamente e começasse a afundar. Draco saltou sobre a mureta da ilha, escapando da lâmina de Nailo e do machado de Lucano com uma cambalhota incrível, ficando sobre as pedras, de frente para Legolas. Em uma fração de segundo, Draco apontava seu arco novamente para Legolas.
dezembro 13, 2005
Capítulo 156 - O grito da dama
Nevan disparou novamente com seu arco, mas foi outra vez insultado por seu ex-amigo ao errar os ataques. Legolas, entretanto, conseguiu ferir seu rival com suas flechas, após tomar uma poção mágica e se recuperar de seus ferimentos. Legolas encarou Draco, desafiando-o com o olhar, dando tempo para Nailo cuidar de Lucano. Entretanto, o ranger optou por usar a poção que possuía em si próprio ao invés de tentar curar Lucano. Nailo temia que Draco o atingisse com suas flechas e ele caísse inconsciente, sem poder ajudar Lucano. Desta forma, Nailo ao menos poderia evitar que Lucano fosse ferido novamente. Os demais avançavam lentamente, atrapalhados pela imensa centopéia que bloqueava o caminho, enquanto Legolas e Draco trocavam insultos.
_ Seu maldito! Ela vai ser minha, Legolas! Eu vou matá-lo aqui mesmo, você vai ficar como esses dois que estão no chão!
_ Cale-se Draco! Eu que vou matar você, seu desgraça...
Legolas sequer teve tempo para terminar sua frase. Draco disparou três flechas no peito do herói, desprotegido sem sua preciosa armadura de Mithral, deixando-o à beira da morte. Legolas caiu, como um granizo vindo do céu, seu corpo parcialmente congelado pelas flechas mágicas. Mas o desejo de salvar sua amada era mais forte que qualquer oponente que se colocasse em seu caminho. Legolas voltou a respirar, diante dos olhos atentos de Nailo que cuidava de Lucano.
Nevan deu cobertura com suas flechas para que seus amigos pudessem avançar e ajudar Nailo e os outros. Uma das flechas, finalmente, atingiu o ombro de Draco, penetrando quase toda no corpo do elfo.
_ Parece que você está melhorando um pouco Nevan! Até que você não é tão inútil assim! Agora terei mais prazer em te matar, maldito! – gargalhou Draco, enrijecendo o braço e quebrando a flecha dentro de seu corpo, apenas com a força de seus músculos.
A centopéia de Sairf finalmente chegou à ilha no meio do lago. Sob as ordens de Sairf, a criatura ficou sobre o muro de pedras para liberar espaço para os outros e para fornecer cobertura para os heróis caídos. Sam correu e saltou sobre a mureta, enquanto o inseto ainda se arrastava para seu lugar. O bardo se equilibrou sobre as pedras e se jogou no chão, ao lado de Legolas. Sam puxou Legolas para cima agarrando-o pelos longos cabelos dourados e jogou um líquido mágico dentro de sua boca, segurando-a para que Legolas pudesse engolir a poção e se salvar.
Draco se irritou ao ver Legolas abrir os olhos novamente e avançou na direção do grupo, pronto para exterminá-lo. Nailo soltou seu arco no chão, se levantou, após usar sua varinha mágica para salvar Lucano da morte, parou sobre as pedras que formavam a passagem por onde Draco avançava e, calmamente, sacou suas duas espadas. Nailo ficou ali parado, impedindo a passagem de seu inimigo e o desafiou.
_ Você está querendo matar alguém? Venha enfrentar minhas espadas então seu verme! – rugiu Nailo exibindo suas armas para Draco.
_ Saia da minha frente Nailo! Seu verme imprestável! – respondeu Draco, disparando duas flechas no peito de Nailo enquanto corria sobre as pedras.
Sairf também já chegava neste momento para ajudar e com uma poção mágica, acabara de livrar Squall da morte certa. Mais atrás vinham Nevan e Anix, completando o grupo novamente. Nevan disparou uma flecha no peito de Draco, dando a Anix a chance de executar uma magia poderosa e que faria a balança pender para o lado dos heróis. Com sua mágica, Anix conseguiu dissipar o poder de vários objetos que estavam em posse de Draco, seu poder estava consideravelmente reduzido.
_ Bruxo desgraçado! O que você fez seu verme? – vociferou Draco enquanto corria.
_ Você já vai descobrir já já! – respondeu Anix, sorrindo.
Nailo aproveitou a distração de Draco para atacá-lo, mas o inimigo reagiu e rebateu a espada do ranger com seu arco. Draco deu um salto para trás, ficando longe o suficiente de Nailo para não ser atacado por ele, pegou outra flecha, puxou o fio de seu arco para trás e apontou diretamente para a cabeça de Legolas. O herói viu a ponta da flecha brilhando diante de seus olhos e sentiu que aquele seria o fim. Mesmo com a enorme centopéia sobre a mureta bloqueando parte da visão de Draco, ele sentia que sua vida teria fim quando aquela flecha fosse disparada.
_ Esse é o seu fim! Você verá agora quem é o melhor arqueiro! Com seu fim eu finalmente terei Liodriel! Morraaaaaaaa! – Draco gritou enquanto esticava seu arco ao máximo. Seus dedos soltaram-se um por um do fio lentamente. Legolas fechou os olhos, já esperando nunca mais abri-los. Sua respiração era curta e ofegante. Enquanto esperava a flecha da morte atingi-lo, somente uma coisa passava por sua mente: Liodriel. Legolas lamentou não poder mais ver seu belo e macio rosto, nunca mais poder acariciar seu maravilhoso cabelo ruivo. Assim, Legolas entregou-se à morte, pensando em sua amada. Parecia até que ele ouvia sua doce voz, enquanto esperava a morte atravessar seu corpo. E ouvia mesmo.
_ Nãããão! Pare Draco! Não faça isso!!! – gritava Liodriel, do lado de fora da caverna do tesouro ao ver seu amado em perigo.
Draco puxou ainda mais a corda do arco. Parecia que ele não resistiria à pressão e se partiria. Draco mirou na cabeça de Legolas e...baixou sua arma.
_ Drogaaaaa! Maldição!!! – gritava Draco, visivelmente transtornado.
Draco não conseguiu atirar. Parecia que seu amor por ela era mais forte que seu ódio pelo rival. Era como se ele não suportasse ir contra o desejo da moça. Mas, Draco se virou e apontou o arco para Liodriel. Draco estendeu o fio e disparou para o alto. A flecha se espedaçou na parede da caverna, totalmente distante de Liodriel.
_ Desgraçados! Eu vou matar todos vocês! – Draco ameaçou novamente os heróis, mas já não era mais o mesmo. Sua derrota acabara de começar.
_ Seu maldito! Ela vai ser minha, Legolas! Eu vou matá-lo aqui mesmo, você vai ficar como esses dois que estão no chão!
_ Cale-se Draco! Eu que vou matar você, seu desgraça...
Legolas sequer teve tempo para terminar sua frase. Draco disparou três flechas no peito do herói, desprotegido sem sua preciosa armadura de Mithral, deixando-o à beira da morte. Legolas caiu, como um granizo vindo do céu, seu corpo parcialmente congelado pelas flechas mágicas. Mas o desejo de salvar sua amada era mais forte que qualquer oponente que se colocasse em seu caminho. Legolas voltou a respirar, diante dos olhos atentos de Nailo que cuidava de Lucano.
Nevan deu cobertura com suas flechas para que seus amigos pudessem avançar e ajudar Nailo e os outros. Uma das flechas, finalmente, atingiu o ombro de Draco, penetrando quase toda no corpo do elfo.
_ Parece que você está melhorando um pouco Nevan! Até que você não é tão inútil assim! Agora terei mais prazer em te matar, maldito! – gargalhou Draco, enrijecendo o braço e quebrando a flecha dentro de seu corpo, apenas com a força de seus músculos.
A centopéia de Sairf finalmente chegou à ilha no meio do lago. Sob as ordens de Sairf, a criatura ficou sobre o muro de pedras para liberar espaço para os outros e para fornecer cobertura para os heróis caídos. Sam correu e saltou sobre a mureta, enquanto o inseto ainda se arrastava para seu lugar. O bardo se equilibrou sobre as pedras e se jogou no chão, ao lado de Legolas. Sam puxou Legolas para cima agarrando-o pelos longos cabelos dourados e jogou um líquido mágico dentro de sua boca, segurando-a para que Legolas pudesse engolir a poção e se salvar.
Draco se irritou ao ver Legolas abrir os olhos novamente e avançou na direção do grupo, pronto para exterminá-lo. Nailo soltou seu arco no chão, se levantou, após usar sua varinha mágica para salvar Lucano da morte, parou sobre as pedras que formavam a passagem por onde Draco avançava e, calmamente, sacou suas duas espadas. Nailo ficou ali parado, impedindo a passagem de seu inimigo e o desafiou.
_ Você está querendo matar alguém? Venha enfrentar minhas espadas então seu verme! – rugiu Nailo exibindo suas armas para Draco.
_ Saia da minha frente Nailo! Seu verme imprestável! – respondeu Draco, disparando duas flechas no peito de Nailo enquanto corria sobre as pedras.
Sairf também já chegava neste momento para ajudar e com uma poção mágica, acabara de livrar Squall da morte certa. Mais atrás vinham Nevan e Anix, completando o grupo novamente. Nevan disparou uma flecha no peito de Draco, dando a Anix a chance de executar uma magia poderosa e que faria a balança pender para o lado dos heróis. Com sua mágica, Anix conseguiu dissipar o poder de vários objetos que estavam em posse de Draco, seu poder estava consideravelmente reduzido.
_ Bruxo desgraçado! O que você fez seu verme? – vociferou Draco enquanto corria.
_ Você já vai descobrir já já! – respondeu Anix, sorrindo.
Nailo aproveitou a distração de Draco para atacá-lo, mas o inimigo reagiu e rebateu a espada do ranger com seu arco. Draco deu um salto para trás, ficando longe o suficiente de Nailo para não ser atacado por ele, pegou outra flecha, puxou o fio de seu arco para trás e apontou diretamente para a cabeça de Legolas. O herói viu a ponta da flecha brilhando diante de seus olhos e sentiu que aquele seria o fim. Mesmo com a enorme centopéia sobre a mureta bloqueando parte da visão de Draco, ele sentia que sua vida teria fim quando aquela flecha fosse disparada.
_ Esse é o seu fim! Você verá agora quem é o melhor arqueiro! Com seu fim eu finalmente terei Liodriel! Morraaaaaaaa! – Draco gritou enquanto esticava seu arco ao máximo. Seus dedos soltaram-se um por um do fio lentamente. Legolas fechou os olhos, já esperando nunca mais abri-los. Sua respiração era curta e ofegante. Enquanto esperava a flecha da morte atingi-lo, somente uma coisa passava por sua mente: Liodriel. Legolas lamentou não poder mais ver seu belo e macio rosto, nunca mais poder acariciar seu maravilhoso cabelo ruivo. Assim, Legolas entregou-se à morte, pensando em sua amada. Parecia até que ele ouvia sua doce voz, enquanto esperava a morte atravessar seu corpo. E ouvia mesmo.
_ Nãããão! Pare Draco! Não faça isso!!! – gritava Liodriel, do lado de fora da caverna do tesouro ao ver seu amado em perigo.
Draco puxou ainda mais a corda do arco. Parecia que ele não resistiria à pressão e se partiria. Draco mirou na cabeça de Legolas e...baixou sua arma.
_ Drogaaaaa! Maldição!!! – gritava Draco, visivelmente transtornado.
Draco não conseguiu atirar. Parecia que seu amor por ela era mais forte que seu ódio pelo rival. Era como se ele não suportasse ir contra o desejo da moça. Mas, Draco se virou e apontou o arco para Liodriel. Draco estendeu o fio e disparou para o alto. A flecha se espedaçou na parede da caverna, totalmente distante de Liodriel.
_ Desgraçados! Eu vou matar todos vocês! – Draco ameaçou novamente os heróis, mas já não era mais o mesmo. Sua derrota acabara de começar.
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