No grande salão de reuniões de Darkwood, uma enorme casa de madeira, onde eram tomadas as decisões importantes da vila, e também onde se realizavam as comemorações locais, Anix e seus amigos contaram à população sobre a ameaça com a qual haviam sonhado na noite anterior. A notícia de que um monstro atacaria e destruiria a vila causou pânico nos aldeões. Um clima de histeria tomou conta do local, alguns até acusavam os heróis de carregarem uma maldição com eles. Foi preciso que Sam intervisse com seu alaúde para acalmar os moradores com sua música. Sam cantou os feitos dos bravos heróis que haviam enfrentado genasis e monstros marinhos, enquanto usava sua música para fascinar as pessoas, acalmando a todos. Após muita discussão, ficou decidido que o melhor a fazer era fugir de Darkwood com todos os moradores, antes que o monstro atacasse a vila. Haviam apenas umas dez pessoas, além dos pais de Legolas e Nailo, que sabiam manejar uma arma para proteger os aldeões. Assim, ficou decidido que o grupo de heróis conduziria as pessoas até uma vila próxima e, quando todos estivessem em segurança, os aventureiros retornariam para enfrentar a criatura. O grupo começou a organizar os moradores para a fuga, reunindo todos aqueles que poderiam ser úteis em uma batalha. Infelizmente Draco havia levado consigo os melhores guerreiros e, com exceção da mãe de Nailo, apenas uma menina, aparentando não mais que doze anos, tinha habilidades para curar pessoas feridas através da magia. Ficou decidido que todos passariam a noite nas casas mais ao sul da vila, para ficarem longe dos orcs, que atacavam do oeste, e do monstro, que atacava vindo do leste. Na manhã seguinte, a aldeia seria evacuada pelo sul, até a vila mais próxima de Drakwood. Todos, com exceção de Legolas, estavam de acordo com o plano. O arqueiro só tinha um pensamento em mente, Liodriel, que estava em posse dos orcs, assim como Draco e os outros guerreiros da vila. Legolas estava decidido a resgatar sua amada na manhã seguinte, nem que para isso precisasse ir sozinho ao confronto com os orcs.
Os moradores se retiraram para suas casa, escoltados pelos heróis. Nailo e Sam criaram um alarme mágico ao redor da aldeia, para alertá-los caso algum invasor se aproximasse. As casas ao norte, leste e oeste foram evacuadas, e os moradores destas regiões foram para as casas mais ao sul, junto de seus vizinhos. Quando todos estavam em segurança, os heróis também foram dormir.
Pela manhã o grupo de heróis acordou, antes que o sol raiasse entre as árvores. Todos se reuniram em frente ao poço da vila, sem dizer uma palavra sequer, pareciam guiados, como se soubessem que os outros estariam esperando naquele local. Ao se reunirem, os heróis se voltaram para o oeste, olhando a passagem que conduzia para fora da vila. Seus corpos ou suas mentes se projetaram para frente, rumo ao oeste, numa velocidade impressionante. Os heróis viram milhares de árvores passando por eles em poucos segundos. Todos sentiam uma sensação estranha, como se estivessem fora de seus corpos. Essa sensação lhes revelou o que estava acontecendo, aquilo só podia ser mais uma visão. Suas mentes viajaram vários quilômetros para o oeste, até que pararam subitamente, diante de uma montanha com o formato de um dente de pedra. Os aventureiros começaram a subir, como se estivessem sob o efeito de alguma magia de levitação. Flutuaram até ficarem acima da montanha, então caíram. No momento em que iam se chocar com o solo, algo estranho aconteceu. Eles atravessaram o chão e penetraram montanha adentro. Após atravessarem vários metros de terra e pedras, eles chegaram em uma caverna, onde vários orcs mantinham pessoas presas em uma jaula. Não houve tempo para fazer nada por aquelas pessoas que gritavam por socorro, desesperadas. Eles continuaram afundando na montanha, enquanto assistiam aos apelos dos prisioneiros torturados pelos orcs. Atravessaram mais alguns metros de terra, na mais completa escuridão, até chegarem a um grande salão de paredes cobertas de cristais. Sem poder fazer qualquer coisa, os heróis continuaram descendo. Em sua jornada rumo ao centro de Arton, passaram por mais outro salão esculpido na montanha, onde várias criaturas os aguardavam. Os heróis só puderam ver os vultos das criaturas, antes de afundarem novamente no solo, enquanto ouviam o som de martelos sendo batidos sobre o ferro. Enfim, muitos metros abaixo, sua jornada terminou, em uma gigantesca caverna com um lago subterrâneo. Os heróis pararam de afundar e viram, no centro do lago, um enorme coração negro pulsando. O coração começou a desaparecer lentamente, enquanto ao seu redor um corpo se materializava. Um vulto negro de grande tamanho englobou o coração, e avançou na direção dos heróis, abrindo suas asas negras e agitando sua enorme cauda. Os heróis ouviram um grito de socorro e viram, numa gruta ao fundo da caverna, uma bela elfa ruiva semi-nua, acorrentada sobre uma grande pilha de tesouros. Ao seu lado, uma outra sombra, menor que a anterior, a ameaçava com uma espada. O monstro bateu suas asas, levantando vôo e indo em direção aos heróis. A visão dos aventureiros foi escurecendo, à medida que o monstro se aproximava, até que eles despertaram do sonho.
Todos acordaram ao mesmo tempo, e novamente haviam tido o mesmo sonho. Sem perder tempo, os heróis se prepararam para partir, não com os aldeões, mas em busca de seu destino. Legolas reuniu provisões e tudo que encontrou de útil na casa dos Ranil. Despediu-se de seu pai, e pediu-lhe que explicasse a sua mãe o que acontecera. Do outro lado da vila, Nailo se despedia de seus pais. Sua mãe lhe deu as poções mágicas que possuía e lhe desejou boa sorte. Nailox abraçou o filho, dizendo que ficaria encarregado de proteger os aldeões durante a fuga. O velho ferreiro, disse que faria um arco de madeira negra para o filho e exigiu que ele prometesse buscá-lo em Folen. Com a promessa feita, pai e filho tinham a certeza de que se encontrariam novamente. Os heróis se reuniram em frente ao poço de Darkwood, antes do sol nascer, exatamente como no sonho, e partiram para o oeste, rumo ao seu destino.
junho 29, 2005
Capítulo 65 - Sustos no cemitério
Após isso, os dois elfos se encontraram com seus amigos e foram até a casa de Nailo. Lá eles contaram a Nailox sobre o “beijo” que seu filho e Squall haviam dado um no outro, deixando o homem ainda mais preocupado com o filho. Legolas comprou do criador e treinador de animais uma coruja branca, um belo animal de estimação. Depois, ele, Anix e Squall foram até a casa do senhor Avilan, o ancião do local.
Avilan era um elfo já com mais de quinhentos anos de vida. Sua grande experiência fazia dele um homem respeitado e procurado por todos para servir de conselheiro para os mais diversos tipos de assuntos. Os três saíram em companhia de Nailo, que foi até o cemitério da vila para sepultar seu antigo amigo Smeágol. O restante do grupo ficou na casa de Nailo, na simpática companhia de seus pais.
Nailo se separou de seus amigos, indo para o cemitério, enquanto eles rumavam para a casa do ancião. Anix, Legolas e Squall bateram à porta de Avilan, que os recebeu em sua casa com grande alegria. Eles contaram ao homem sobre a visão que haviam tido e perguntaram-lhe se ele poderia saber o significado daquilo. Também indagaram o homem sobre a maçã que haviam recebido de Allihanna, mas mesmo com toda sua experiência o homem não pode ajudá-los. Anix, temendo que a criatura do sonho atacasse a vila como eles haviam sonhado, pediu ao velho para evacuarem a vila, e para comprovar a veracidade das suas visões, contou sobre Enola e seus poderes. Ao mencionar a visão da Ninfa sobre “o coração negro que vivia embaixo da terra”, o ancião estremeceu. Ao ligar os fatos do monstro que vivia sob a terra, e dos mortos-vivos que matavam Nailo e os outros no sonho, Avilan concluiu que só havia um lugar onde a criatura poderia surgir, o lugar temido e evitado por todas as pessoas do mundo, o cemitério. O mesmo cemitério onde Nailo estava sozinho e indefeso.
Avilan pediu aos heróis que encontrassem um clérigo para abençoar os mortos e impedir que eles se levantassem como zumbis. Anix disse ao homem para avisar todas as pessoas da vila sobre o perigo e lhe disse para encontrar Lucano na casa de Nailo, para que ele abençoasse ao mortos de Darkwood. Enquanto o velho corria para a casa de Nailo, os outros três foram correndo até o cemitério para socorrer Nailo, que poderia estar em grande perigo.
Nailo chegou ao cemitério após o pôr-do-sol. A escuridão da noite fazia com que o ranger se sentisse inseguro naquele lugar tão temido e evitado. Ele se lembrou do sonho e dos mortos-vivos que o devoravam e sentiu que podia estar em perigo. Ordenando a relâmpago que ficasse longe do cemitério, Nailo começou a cavar uma cova para enterrar Smeágol. O ranger cavava com lágrimas nos olhos, lembrando-se com carinho dos grandes momentos que passara com seu amigo lobo. Então ele viu algo que o fez estremecer. No meio das muitas sepulturas que haviam ali, Nailo viu várias luzes flutuando, sem produzir som algum. Imediatamente ele sacou seu arco e disparou contra as luzes. Os pequenos objetos luminosos se desviaram do projétil que se perdeu na escuridão. Relâmpago passou ao lado dele correndo, como se fosse buscar a flecha de seu amigo, achando tratar-se de uma brincadeira. O lobo prateado sentou-se próximo das luzes, abanando a cauda, enquanto esperava seu companheiro. Um neblina fina e fria tomava conta do chão e o lobo começava a desaparecer na escuridão. Armado de seu arco, Nailo foi ao encontro de seu amigo, temendo perder outro companheiro. Nailo se aproximou lentamente de Relâmpago e das luzes, até que finalmente ele percebeu que as luzes não passavam de vaga-lumes que rondavam um punhado de fezes de algum animal que havia passado por ali. Nailo fez uma carícia em seu companheiro animal e retornou para a entrada do cemitério, para a cova de Smeágol. Após alguns passos, ele parou e apontou o arco para a entrada do lugar, onde passos e vozes chegavam de forma assustadora. O ranger ficou aliviado ao ver que quem se aproximava eram Anix, Squall e Legolas, para alertá-lo do perigo que corria sozinho no cemitério. Enquanto conversavam, eles ouviram um barulho vindo do fundo do cemitério. Olharam para a direção do som e viram um vulto negro, surgindo de trás de uma lápide. Aos seus olhos o pequeno vulto era imenso e ameaçador. A criatura começo a caminhar na direção deles, deixando-os aflitos. Todos prepararam suas armas para combater o monstro, desta vez na vida real, quando o monstro começou a falar.
_ Querem parar com essa barulheira pessoal, não se pode ter sossego nem no cemitério mais? – a criatura tinha uma voz conhecida, mas ainda sim os heróis não baixaram a guarda.
_ Quem é você? – perguntou Anix, pronto para lançar um feitiço no inimigo.
_ Como assim quem sou eu? Não estão me reconhecendo, heróis? – a sombra caminhou na direção do grupo enquanto falava, até que sua aparência foi revelada pela lua. Era Sam, o bardo que eles não viam desde que haviam chegado em Darkwood. Somente naquele momento eles notaram que haviam se separado dele. Os heróis contaram tudo que estava acontecendo ao bardo que, após tentar ir embora, foi convencido a ficar a ajudá-los a enfrentar a criatura.
_ Narnia, venha para cá minha flor! É melhor você ir embora! Parece que tem um monstro aqui, mas não se preocupe, pois eu e meus amigos o mataremos! – após as palavras de Sam, uma bela moça saiu de trás da lápide onde ele estava, arrumando o cabelo e a roupa. A moça passou ao lado dos heróis com a face ruborizada. Despediu-se de Sam com um beijo e correu de volta à vila.
Em companhia de seus amigos, Nailo terminou de sepultar seu antigo amigo. Após isso, todos sacaram suas armas e se prepararam para o combate. Todos estavam decididos a utilizar a maçã de Allihanna contra a criatura caso ela surgisse. Então os heróis sentiram um leve calor atrás de si e viram uma forte luz na direção onde ficava a vila. A vila estava em chamas, eles imaginaram. Anix pensou ainda que a moça que gritava por socorro no sonho seria agora a amiga de Sam ao invés de Liodirel. Sabendo o que viria a seguir os grupo correu entre as árvores, desviando-se da entrada do cemitério, na esperança de surpreender a criatura por trás. Ao chegar à vila, vira que ela não estava em chamas, mas todas as casas estavam vazias. Legolas entendeu o que estava acontecendo e correu até a entrada do cemitério, onde encontrou os moradores reunidos por Avilan, seguindo Lucano que entrava no cemitério portando o símbolo de Glórien para expurgar qualquer mal que ali existisse. Após o clérigo abençoar todos os túmulos, a vila inteira se reuniu no grande salão para decidir o que fariam dali para frente.
Avilan era um elfo já com mais de quinhentos anos de vida. Sua grande experiência fazia dele um homem respeitado e procurado por todos para servir de conselheiro para os mais diversos tipos de assuntos. Os três saíram em companhia de Nailo, que foi até o cemitério da vila para sepultar seu antigo amigo Smeágol. O restante do grupo ficou na casa de Nailo, na simpática companhia de seus pais.
Nailo se separou de seus amigos, indo para o cemitério, enquanto eles rumavam para a casa do ancião. Anix, Legolas e Squall bateram à porta de Avilan, que os recebeu em sua casa com grande alegria. Eles contaram ao homem sobre a visão que haviam tido e perguntaram-lhe se ele poderia saber o significado daquilo. Também indagaram o homem sobre a maçã que haviam recebido de Allihanna, mas mesmo com toda sua experiência o homem não pode ajudá-los. Anix, temendo que a criatura do sonho atacasse a vila como eles haviam sonhado, pediu ao velho para evacuarem a vila, e para comprovar a veracidade das suas visões, contou sobre Enola e seus poderes. Ao mencionar a visão da Ninfa sobre “o coração negro que vivia embaixo da terra”, o ancião estremeceu. Ao ligar os fatos do monstro que vivia sob a terra, e dos mortos-vivos que matavam Nailo e os outros no sonho, Avilan concluiu que só havia um lugar onde a criatura poderia surgir, o lugar temido e evitado por todas as pessoas do mundo, o cemitério. O mesmo cemitério onde Nailo estava sozinho e indefeso.
Avilan pediu aos heróis que encontrassem um clérigo para abençoar os mortos e impedir que eles se levantassem como zumbis. Anix disse ao homem para avisar todas as pessoas da vila sobre o perigo e lhe disse para encontrar Lucano na casa de Nailo, para que ele abençoasse ao mortos de Darkwood. Enquanto o velho corria para a casa de Nailo, os outros três foram correndo até o cemitério para socorrer Nailo, que poderia estar em grande perigo.
Nailo chegou ao cemitério após o pôr-do-sol. A escuridão da noite fazia com que o ranger se sentisse inseguro naquele lugar tão temido e evitado. Ele se lembrou do sonho e dos mortos-vivos que o devoravam e sentiu que podia estar em perigo. Ordenando a relâmpago que ficasse longe do cemitério, Nailo começou a cavar uma cova para enterrar Smeágol. O ranger cavava com lágrimas nos olhos, lembrando-se com carinho dos grandes momentos que passara com seu amigo lobo. Então ele viu algo que o fez estremecer. No meio das muitas sepulturas que haviam ali, Nailo viu várias luzes flutuando, sem produzir som algum. Imediatamente ele sacou seu arco e disparou contra as luzes. Os pequenos objetos luminosos se desviaram do projétil que se perdeu na escuridão. Relâmpago passou ao lado dele correndo, como se fosse buscar a flecha de seu amigo, achando tratar-se de uma brincadeira. O lobo prateado sentou-se próximo das luzes, abanando a cauda, enquanto esperava seu companheiro. Um neblina fina e fria tomava conta do chão e o lobo começava a desaparecer na escuridão. Armado de seu arco, Nailo foi ao encontro de seu amigo, temendo perder outro companheiro. Nailo se aproximou lentamente de Relâmpago e das luzes, até que finalmente ele percebeu que as luzes não passavam de vaga-lumes que rondavam um punhado de fezes de algum animal que havia passado por ali. Nailo fez uma carícia em seu companheiro animal e retornou para a entrada do cemitério, para a cova de Smeágol. Após alguns passos, ele parou e apontou o arco para a entrada do lugar, onde passos e vozes chegavam de forma assustadora. O ranger ficou aliviado ao ver que quem se aproximava eram Anix, Squall e Legolas, para alertá-lo do perigo que corria sozinho no cemitério. Enquanto conversavam, eles ouviram um barulho vindo do fundo do cemitério. Olharam para a direção do som e viram um vulto negro, surgindo de trás de uma lápide. Aos seus olhos o pequeno vulto era imenso e ameaçador. A criatura começo a caminhar na direção deles, deixando-os aflitos. Todos prepararam suas armas para combater o monstro, desta vez na vida real, quando o monstro começou a falar.
_ Querem parar com essa barulheira pessoal, não se pode ter sossego nem no cemitério mais? – a criatura tinha uma voz conhecida, mas ainda sim os heróis não baixaram a guarda.
_ Quem é você? – perguntou Anix, pronto para lançar um feitiço no inimigo.
_ Como assim quem sou eu? Não estão me reconhecendo, heróis? – a sombra caminhou na direção do grupo enquanto falava, até que sua aparência foi revelada pela lua. Era Sam, o bardo que eles não viam desde que haviam chegado em Darkwood. Somente naquele momento eles notaram que haviam se separado dele. Os heróis contaram tudo que estava acontecendo ao bardo que, após tentar ir embora, foi convencido a ficar a ajudá-los a enfrentar a criatura.
_ Narnia, venha para cá minha flor! É melhor você ir embora! Parece que tem um monstro aqui, mas não se preocupe, pois eu e meus amigos o mataremos! – após as palavras de Sam, uma bela moça saiu de trás da lápide onde ele estava, arrumando o cabelo e a roupa. A moça passou ao lado dos heróis com a face ruborizada. Despediu-se de Sam com um beijo e correu de volta à vila.
Em companhia de seus amigos, Nailo terminou de sepultar seu antigo amigo. Após isso, todos sacaram suas armas e se prepararam para o combate. Todos estavam decididos a utilizar a maçã de Allihanna contra a criatura caso ela surgisse. Então os heróis sentiram um leve calor atrás de si e viram uma forte luz na direção onde ficava a vila. A vila estava em chamas, eles imaginaram. Anix pensou ainda que a moça que gritava por socorro no sonho seria agora a amiga de Sam ao invés de Liodirel. Sabendo o que viria a seguir os grupo correu entre as árvores, desviando-se da entrada do cemitério, na esperança de surpreender a criatura por trás. Ao chegar à vila, vira que ela não estava em chamas, mas todas as casas estavam vazias. Legolas entendeu o que estava acontecendo e correu até a entrada do cemitério, onde encontrou os moradores reunidos por Avilan, seguindo Lucano que entrava no cemitério portando o símbolo de Glórien para expurgar qualquer mal que ali existisse. Após o clérigo abençoar todos os túmulos, a vila inteira se reuniu no grande salão para decidir o que fariam dali para frente.
Capítulo 64 - Reencontro com antigos amigos
Assim, enquanto ouviam sobre os acontecimentos recentes de Darkwood, as horas foram passando e a noite foi se aproximando. Na casa de seus pais, Nailo recebeu um presente. Relâmpago, um lobo prateado, com uma mancha amarela em forma de raio no olho direito seria seu novo companheiro de viagem.
Algum Tempo depois, Squall chegou à casa de Nailo. Lá, o feiticeiro foi muito bem recebido pelos pais de seu amigo. No entanto, Nailox demonstrava preocupação com a masculinidade de seu filho, ao perguntar a Squall se ele o estava deixando afeminado. Squall demonstrou seus poderes mágicos a Nailox, dando-lhe uma força sobrenatural com um de seus feitiços. O velho ferreiro aproveitou a nova força para trabalhar em uma arma que estava criando e com isso ganhar tempo. Como recompensa, o pai de Nailo prometeu dar a Squall uma arma. Nailo combinou secretamente com seu pai que daria ao feiticeiro uma das armas que havia recolhido dos orcs mortos por Mavastus.
Enquanto isso, Legolas e Anix saiam da casa dos Ranil para ir até a casa de Liodriel, conversar com os pais dela. Enquanto os dois saiam, os demais heróis ficaram na com os pais de Legolas, ouvindo os detalhes do ataque dos orcs.
Na casa de sua noiva, Legolas e seu amigo foram recebidos por Lioniel, a irmã mais velha de Liodriel. A bela elfa de longos cabelos cor de fogo recebeu o arqueiro com socos, tapas e ofensas. Lioniel culpava a ausência de Legolas pela desgraça que havia caído sobre sua irmã e, ao vê-lo, perdeu o controle. Anix tentou segurá-la, e acabou apanhando também. Quando a moça finalmente se acalmou, os dois puderam entrar na casa. Lá dentro, foram recebidos por Alana e Anuril, respectivamente a sogra e o sogro de Legolas. O casal mostrou-se feliz ao rever o arqueiro, principalmente após ele prometer resgatar Liodriel. Legolas foi com seu sogro até o quarto de Liodriel, em busca de pistas que revelassem algo mais sobre seu seqüestro. Enquanto isso, Alana, sempre simpática, fazia sala para Anix, junto de sua sempre agressiva filha.
Admirado com a beleza da cunhada de seu amigo, Anix não se conteve e passou a flertar com a moça. Ele se exibia, usando seus poderes mágicos para deixar as duas impressionadas, mas a moça não parecia estar gostando muito dos truques do mago e foi para a cozinha irritada. Anix foi atrás dela se desculpar e aproveitar os poucos momentos que teriam a sós para tentar conquistá-la. Enquanto isso, Legolas buscava informações no diário de Liodriel. No diário, ao ler suas últimas páginas, ele descobriu que Binah, o jovem chamado de Draco, havia demonstrado interesse por sua noiva. Legolas teve a confirmação do amor de Liodriel por ele, ao ler que ela havia recusado todas as investidas do jovem rapaz, apenas para se guardar para ele. Sabendo que sua noiva o esperava, Legolas retornou para a sala, junto com Anuril.
Notando a falta de seu companheiro, Legolas foi até a cozinha, onde Anix fazia elogios a Lioniel. Legolas fez um gracejo, e despertou novamente a fúria da moça que passou a atirar-lhe panelas e pratos. Anix fingiu ser ferido e se atirou ao chão, gritando de dor. Lioniel o socorreu e fez um curativo em sua cabeça. Anix conseguia assim ganhar aos poucos a simpatia da moça.
Algum Tempo depois, Squall chegou à casa de Nailo. Lá, o feiticeiro foi muito bem recebido pelos pais de seu amigo. No entanto, Nailox demonstrava preocupação com a masculinidade de seu filho, ao perguntar a Squall se ele o estava deixando afeminado. Squall demonstrou seus poderes mágicos a Nailox, dando-lhe uma força sobrenatural com um de seus feitiços. O velho ferreiro aproveitou a nova força para trabalhar em uma arma que estava criando e com isso ganhar tempo. Como recompensa, o pai de Nailo prometeu dar a Squall uma arma. Nailo combinou secretamente com seu pai que daria ao feiticeiro uma das armas que havia recolhido dos orcs mortos por Mavastus.
Enquanto isso, Legolas e Anix saiam da casa dos Ranil para ir até a casa de Liodriel, conversar com os pais dela. Enquanto os dois saiam, os demais heróis ficaram na com os pais de Legolas, ouvindo os detalhes do ataque dos orcs.
Na casa de sua noiva, Legolas e seu amigo foram recebidos por Lioniel, a irmã mais velha de Liodriel. A bela elfa de longos cabelos cor de fogo recebeu o arqueiro com socos, tapas e ofensas. Lioniel culpava a ausência de Legolas pela desgraça que havia caído sobre sua irmã e, ao vê-lo, perdeu o controle. Anix tentou segurá-la, e acabou apanhando também. Quando a moça finalmente se acalmou, os dois puderam entrar na casa. Lá dentro, foram recebidos por Alana e Anuril, respectivamente a sogra e o sogro de Legolas. O casal mostrou-se feliz ao rever o arqueiro, principalmente após ele prometer resgatar Liodriel. Legolas foi com seu sogro até o quarto de Liodriel, em busca de pistas que revelassem algo mais sobre seu seqüestro. Enquanto isso, Alana, sempre simpática, fazia sala para Anix, junto de sua sempre agressiva filha.
Admirado com a beleza da cunhada de seu amigo, Anix não se conteve e passou a flertar com a moça. Ele se exibia, usando seus poderes mágicos para deixar as duas impressionadas, mas a moça não parecia estar gostando muito dos truques do mago e foi para a cozinha irritada. Anix foi atrás dela se desculpar e aproveitar os poucos momentos que teriam a sós para tentar conquistá-la. Enquanto isso, Legolas buscava informações no diário de Liodriel. No diário, ao ler suas últimas páginas, ele descobriu que Binah, o jovem chamado de Draco, havia demonstrado interesse por sua noiva. Legolas teve a confirmação do amor de Liodriel por ele, ao ler que ela havia recusado todas as investidas do jovem rapaz, apenas para se guardar para ele. Sabendo que sua noiva o esperava, Legolas retornou para a sala, junto com Anuril.
Notando a falta de seu companheiro, Legolas foi até a cozinha, onde Anix fazia elogios a Lioniel. Legolas fez um gracejo, e despertou novamente a fúria da moça que passou a atirar-lhe panelas e pratos. Anix fingiu ser ferido e se atirou ao chão, gritando de dor. Lioniel o socorreu e fez um curativo em sua cabeça. Anix conseguia assim ganhar aos poucos a simpatia da moça.
junho 24, 2005
Capítulo 63 - Darkwood, a vila em perigo
A caravana viajou desde o nascer do sol até o meio da tarde, sem parar para nada, nem para comer. Por volta das duas da tarde, do dia 6 de Luvitas, um Jetag, o grupo finalmente alcançou a entrada da vila. Legolas foi o primeiro a entrar, orando aos deuses para que o sonho não tivesse se realizado. Mas já era tarde demais. No local onde outrora ficava a casa de sua família, agora só restavam cinzas e escombros. Ele olhou em volta, vasculhando cada centímetro da vila com seus olhos. Desde a casa do ferreiro, passando pelos estábulos, até as plantações da vila. Tudo destruído. Os moradores reconstruíam suas casas, que tinham paredes quebradas e queimadas, mas ainda estavam em pé. Em relação ao sonho que haviam tido, a vila estava em ótimas condições, o que serviu de alívio para todos. O grupo foi entrando na aldeia lentamente, observando cada detalhe do lugar. Nailo viu a casa de seus pais e correu em disparada para lá. Legolas reconheceu um dos moradores, que trabalhava remendando a parede de sua casa, e foi até ele com seus amigos.
_ Boa tarde senhor Silgan! O que aconteceu na vila? O que aconteceu com Leondil e Eire Greenleaf? – a ansiedade era tanta, que Legolas se esqueceu do disfarce e chamou o alfaiate pelo nome.
_ Boa tarde estranho! Fomos atacados por um bando de orcs! Eles destruíram nossas casa e nos roubaram! Por acaso você conhece os Greenleaf? Eles estão hospedados na casa dos Ranil, enquanto não reconstroem sua casa! – felismente o homem não notou a falha do arqueiro e não o reconheceu embaixo do disfarce.
_ Não, só conheci o filho deles há alguns dias atrás! Você disse orcs, nós os matamos há alguns dias! Eram quase cem! Nós os pegamos ao norte daqui!
_ Que boa notícia, é a melhor notícia que eu tenho em duas semanas! E como está a moça?
_ Qual moça? – Legolas sentiu um calafrio na espinha nesse momento.
_ Uma elfa de longos cabelos vermelhos! Ela foi seqüestrada pelos orcs há cerca de uma semana! Como ela está?
_ Ela não estava com eles! Agora, me conte está história em detalhes, por favor! – Legolas passou a mão no rosto, desesperado ao saber que sua noiva estava em posse dos orcs. Seu disfarce caiu, e Silgan o reconheceu.
_ Legolas, é você!? Venham comigo, vou levar vocês até onde os Greenleaf estão!
O alfaiate conduziu o grupo até a casa onde viviam Vatasha e Laeran Ranil, um casal de elfos já bastante idosos, que haviam acolhido os pais de Legolas após o incêndio de sua casa. Legolas encontrou sua mão em bom estado, e suas lágrimas correram enquanto ele a abraçava. Leondil, o seu pai, estava de cama, com o corpo todo ferido. O elfo se levantou, ajudado pelo filho e pela esposa. Todos se sentaram em volta de uma mesa, enquanto a senhora Vatasha servia um cozido aos viajantes famintos. Após abraçar seu filho, emocionado, Leondil começou a contar o que havia acontecido.
_ Tudo começou há duas semanas. Um grupo numeroso de orcs, dezenas deles, atacaram o vilarejo durante a noite, pegando todos de surpresa! Essas criaturas vis e sujas chegaram ateando fogo nas casas com suas tochas e armaram uma emboscada, bem ao estilo orc de ser! Enquanto os moradores saiam de suas casas, para fugir do fogo, eram pegos de surpresa pelos orcs que os atacavam com flechas e espadas! Fomos pegos de surpresa, o que deu uma grande vantagem aos malditos! Várias pessoas ficaram feridas e muitas até morreram! Liodriel inclusive, quase foi morta por eles neste dia! Se não fosse pelo jovem Binah Baenlyl, aquele que todos chamam de Draco, o garoto que adorava desenhar dragões quando pequeno, se não fosse por ele, sua namorada estaria morta! Ele se colocou entre ela e os orcs que a cercavam, e recebeu todas as flechas que seriam para ela, enquanto Liodriel fugia pela floresta! Você deve ser grato a ele! Felizmente nós encontramos o garoto a tempo de salvá-lo! Bem, nossa reação demorou por causa da armadilha armada pelos orcs, mas quando não começamos a combater, eliminamos vários deles, e os sobreviventes fugiam para o oeste! Tudo parecia tranqüilo, nós enterramos os mortos e cuidamos dos feridos! Parecia que os orcs não se atreveriam a retornar aqui. Mas eles se atreveram! Os desgraçados voltaram e começaram a nos pegar separadamente! Aqueles vermes me emboscaram, enquanto eu estava sozinho e me atacaram pelas costas! Não tive chances de reagir. Eles me quebraram várias costelas, um braço e uma perna, e se não fosse pela ajuda de Draco, eu não estaria aqui agora! O jovem Draco reuniu os melhores combatentes e partiu atrás dos malditos orcs para exterminá-los! Isso já faz mais de uma semana! Os rapazes não voltaram, nem mandaram qualquer mensagem! Então, a cerca de três dias, os orcs atacaram novamente. Desta vez, eles não destruíram nem roubaram nada! Eles apenas levaram Liodriel, que estava caminhando durante a noite pela vila. Só fomos notar sua ausência no dia seguinte, foi quando mandamos dois mensageiros em busca de ajuda para resgatar Liodriel e o grupo de Draco...se é que eles ainda estão vivos!
O pai de Legolas não conteve a emoção e caiu em pranto, nos braços de sua mulher. Do outro lado da cidade, na casa dos Anyldur Beliondil, Nailo ouvia a mesma história da boca de Nailox, seu pai. O velho ferreiro local contou ao jovem ranger a história da tragédia de Darkwood, enquanto sua mãe Esparta lhe dava o que comer. Nailo contou ao seu pai o triste fim que Smeágol tivera nas garras do troll, e o seu pai tentou confortá-lo. Do outro lado da pequena vila, os outros também tentavam confortar Legolas, mas isso já era impossível. A visão que haviam tido durante a noite havia se concretizado. Liodriel estava de fato em grande perigo, bem como o lar de Legolas e Nailo. Sem poder contar com a ajuda dos mensageiros que haviam partido há apenas dois dias, somente eles e seus amigos podiam cumprir a missão de resgatar aqueles que estavam em perigo e eliminar a ameaça dos orcs. Era o início de uma nova jornada de aventuras e perigos que o grupo de jovens heróis teria que enfrentar.
_ Boa tarde senhor Silgan! O que aconteceu na vila? O que aconteceu com Leondil e Eire Greenleaf? – a ansiedade era tanta, que Legolas se esqueceu do disfarce e chamou o alfaiate pelo nome.
_ Boa tarde estranho! Fomos atacados por um bando de orcs! Eles destruíram nossas casa e nos roubaram! Por acaso você conhece os Greenleaf? Eles estão hospedados na casa dos Ranil, enquanto não reconstroem sua casa! – felismente o homem não notou a falha do arqueiro e não o reconheceu embaixo do disfarce.
_ Não, só conheci o filho deles há alguns dias atrás! Você disse orcs, nós os matamos há alguns dias! Eram quase cem! Nós os pegamos ao norte daqui!
_ Que boa notícia, é a melhor notícia que eu tenho em duas semanas! E como está a moça?
_ Qual moça? – Legolas sentiu um calafrio na espinha nesse momento.
_ Uma elfa de longos cabelos vermelhos! Ela foi seqüestrada pelos orcs há cerca de uma semana! Como ela está?
_ Ela não estava com eles! Agora, me conte está história em detalhes, por favor! – Legolas passou a mão no rosto, desesperado ao saber que sua noiva estava em posse dos orcs. Seu disfarce caiu, e Silgan o reconheceu.
_ Legolas, é você!? Venham comigo, vou levar vocês até onde os Greenleaf estão!
O alfaiate conduziu o grupo até a casa onde viviam Vatasha e Laeran Ranil, um casal de elfos já bastante idosos, que haviam acolhido os pais de Legolas após o incêndio de sua casa. Legolas encontrou sua mão em bom estado, e suas lágrimas correram enquanto ele a abraçava. Leondil, o seu pai, estava de cama, com o corpo todo ferido. O elfo se levantou, ajudado pelo filho e pela esposa. Todos se sentaram em volta de uma mesa, enquanto a senhora Vatasha servia um cozido aos viajantes famintos. Após abraçar seu filho, emocionado, Leondil começou a contar o que havia acontecido.
_ Tudo começou há duas semanas. Um grupo numeroso de orcs, dezenas deles, atacaram o vilarejo durante a noite, pegando todos de surpresa! Essas criaturas vis e sujas chegaram ateando fogo nas casas com suas tochas e armaram uma emboscada, bem ao estilo orc de ser! Enquanto os moradores saiam de suas casas, para fugir do fogo, eram pegos de surpresa pelos orcs que os atacavam com flechas e espadas! Fomos pegos de surpresa, o que deu uma grande vantagem aos malditos! Várias pessoas ficaram feridas e muitas até morreram! Liodriel inclusive, quase foi morta por eles neste dia! Se não fosse pelo jovem Binah Baenlyl, aquele que todos chamam de Draco, o garoto que adorava desenhar dragões quando pequeno, se não fosse por ele, sua namorada estaria morta! Ele se colocou entre ela e os orcs que a cercavam, e recebeu todas as flechas que seriam para ela, enquanto Liodriel fugia pela floresta! Você deve ser grato a ele! Felizmente nós encontramos o garoto a tempo de salvá-lo! Bem, nossa reação demorou por causa da armadilha armada pelos orcs, mas quando não começamos a combater, eliminamos vários deles, e os sobreviventes fugiam para o oeste! Tudo parecia tranqüilo, nós enterramos os mortos e cuidamos dos feridos! Parecia que os orcs não se atreveriam a retornar aqui. Mas eles se atreveram! Os desgraçados voltaram e começaram a nos pegar separadamente! Aqueles vermes me emboscaram, enquanto eu estava sozinho e me atacaram pelas costas! Não tive chances de reagir. Eles me quebraram várias costelas, um braço e uma perna, e se não fosse pela ajuda de Draco, eu não estaria aqui agora! O jovem Draco reuniu os melhores combatentes e partiu atrás dos malditos orcs para exterminá-los! Isso já faz mais de uma semana! Os rapazes não voltaram, nem mandaram qualquer mensagem! Então, a cerca de três dias, os orcs atacaram novamente. Desta vez, eles não destruíram nem roubaram nada! Eles apenas levaram Liodriel, que estava caminhando durante a noite pela vila. Só fomos notar sua ausência no dia seguinte, foi quando mandamos dois mensageiros em busca de ajuda para resgatar Liodriel e o grupo de Draco...se é que eles ainda estão vivos!
O pai de Legolas não conteve a emoção e caiu em pranto, nos braços de sua mulher. Do outro lado da cidade, na casa dos Anyldur Beliondil, Nailo ouvia a mesma história da boca de Nailox, seu pai. O velho ferreiro local contou ao jovem ranger a história da tragédia de Darkwood, enquanto sua mãe Esparta lhe dava o que comer. Nailo contou ao seu pai o triste fim que Smeágol tivera nas garras do troll, e o seu pai tentou confortá-lo. Do outro lado da pequena vila, os outros também tentavam confortar Legolas, mas isso já era impossível. A visão que haviam tido durante a noite havia se concretizado. Liodriel estava de fato em grande perigo, bem como o lar de Legolas e Nailo. Sem poder contar com a ajuda dos mensageiros que haviam partido há apenas dois dias, somente eles e seus amigos podiam cumprir a missão de resgatar aqueles que estavam em perigo e eliminar a ameaça dos orcs. Era o início de uma nova jornada de aventuras e perigos que o grupo de jovens heróis teria que enfrentar.
junho 23, 2005
Capítulo 62 - Sonho
A caravana seguiu sua jornada rumo ao sul por mais alguns dias, mas desta vez, com dois integrantes a menos. A floresta ia se tornando mais e mais escura à medida que os heróis avançavam. Pela cor da madeira das árvores, mais escura que o normal, Nailo e Legolas sentiam que sua vila natal já estava próxima. Então o grupo parou para acampar, numa noite em que a lua em escudo brilhava entre as copas das árvores. Legolas e Nailo sabiam que sua casa estava a apenas um ou dois dias dali. O grupo montou um acampamento à beira da estrada, sob as árvores. Nailo usou um encantamento para proteger a área ao redor deles contra invasores e todos foram dormir.
Já era muito tarde quando Legolas acordou. O arqueiro despertou subitamente na madrugada, tremendo e suando de maneira estranha. Legolas se sentia incomodado com alguma coisa, mas não sabia o que era. Então ele ouviu um grito de socorro vindo do sul. Legolas imediatamente reconheceu a voz que pedia ajuda. Levantou-se e vestiu-se apressado, e então correu pela estrada, seguindo em direção à voz. Nailo e os outros despertaram e o viram saindo do acampamento. Era uma atitude muito estranha, eles sabiam que alguma coisa estava errada, e decidiram segui-lo.Legolas correu alguns metros pela estrada, até encontrar uma saída que cortava as árvores à esquerda. O elfo atravessou a passagem e o que encontrou foi uma vila em chamas. A vila que ele imaginava estar a alguns dias dali, estava somente a alguns metros de distância do acampamento. O pequeno vilarejo, onde Legolas e Nailo haviam nascido, estava tomado pelas chamas. A poucos metros de Legolas, uma elfa de longos cabelos ruivos, observava o incêndio.
Ele se aproximou, chamando a atenção da moça que se voltou para ele, olhando-o nos olhos. A força do amor, mais forte que qualquer disfarce, fez com que a mulher o reconhecesse, apesar da maquiagem, da peruca e da barba falsa.
_ Legolas!!! Não venha, é perigoso! Ele vai matá-lo! – a bela elfa tinha lágrimas nos olhos e estava desesperada.
O arqueiro ignorou o pedido, e foi em direção Liodriel, sua amada. Legolas a abraçou forte, tentando entender o que havia acontecido ali, quando viu surgir uma imensa criatura de trás de uma casa em chamas. Anix e os outros chegavam neste momento, e também puderam ver o monstro surgindo. Era uma visão impressionante e assustadora. Uma gigantesca sombra, mais alta que qualquer uma das casas, caminhava entre as chamas que consumiam o pequeno vilarejo. O monstro não tinha rosto ou contornos definidos. Parecia mais um vulto de formato humanóide com olhos brilhantes na cabeça. Ele se aproximou do grupo de aventureiros, agora reunido, agitando uma longa cauda se no. Apontou suas enormes mãos para o grupo, exibindo grandes garras afiadas, e de suas costas, duas asas, negras como a noite, se abriram criando uma corrente de ar.
Sem perder tempo, Legolas disparou uma de suas Flechas Infalíveis contra o monstro, visando atingir seus olhos. Apesar de toda a perícia que o arqueiro possuía, o monstro se desviou do ataque com grande facilidade, deixando que a flecha passasse ao seu lado e se perdesse nas chamas.
Anix se concentrou, proferindo palavras mágicas, e de suas mãos, dois projéteis brilhantes partiram em direção à criatura. O feitiço se chocou contra a cabeça do monstro em duas pequenas explosões, mas o ser as ignorou, como se não tivesse sentido nenhuma dor.
Sam, o bardo que acompanhava os heróis, se aproximou do inimigo, tocando seu alaúde. A criatura parou por um momento para observar o artista, para depois, com um chacoalhar na cabeça, quebrar o encanto do menestrel. Os misteriosos poderes de Sam não haviam funcionado, era como se o monstro fosse imune a efeitos mentais. Só restava uma opção, atacar. Foi o que Lucano e Nailo fizeram, sem grandes resultados no entanto. Lucano invocou o poder de Glórien, ao mesmo tempo em que Nailo disparava com seu arco. Uma espada composta apenas de uma luz branca surgiu na frente do clérigo, que ordenou o ataque. Um raio luminoso partiu da lâmina sagrada em direção ao monstro. A criatura se defendeu com suas asas, rebatendo a flecha e desviando a direção do raio. O poder da criatura era espantoso, e era arriscado demais lutar corpo a corpo contra ela. Pensando nisso, Sairf decidiu chamar reforços. O mago agitou os braços enquanto murmurava um feitiço, fazendo com que um portal mágico começasse a surgir ao lado do inimigo.
O monstro não deu importância ao feitiço de Sairf e avançou na direção de Sam, que estava à frente do grupo. Da cabeça da criatura surgiu uma enorme boca, projetando-se para frente. As mandíbulas da criatura, ornadas com poderosas presas, se fecharam sobre a cabeça de Sam. O bardo deu um grito abafado dentro da boca do monstro e os seus amigos viram sua cabeça explodindo. O corpo do menestrel caiu, separado da cabeça, trazendo pavor aos heróis. Sam foi morto com apenas um golpe do inimigo.
Vendo o assustador poder do adversário, os heróis perceberam que deveriam mudar de estratégia. Legolas mandou Liodriel fugir para longe dali, enquanto Squall e Loand circundavam a vila, para cercarem o monstro por trás. Legolas disparou outra Flecha Certeira, arrancando o olho esquerdo da besta, parecia que o jogo começava a virar a favor dos heróis. Anix criou uma proteção mágica em volta de seu corpo, para poder combater a criatura de frente, e levou a noiva de Legolas para longe do monstro.
A criatura novamente rebateu o ataque da arma espiritual de Lucano, e com suas presas rasgou a carne de Nailo, que passava ao seu lado. Nailo continuou sua corrida, ficando atrás do inimigo, a uma distância segura, esperando seus companheiros Squall e Loand. O ranger disparou mais uma flecha, mas ela se espedaçou ao se chocar contra o corpo do monstro.
Um vórtice luminoso surgiu ao lado da criatura, e de dentro dele, um bisão saiu em disparada, atacando com violência a perna do monstro. O ataque do animal abriu uma profunda ferida na criatura. Sairf sorriu ao ver que a criatura que escolhera para evocar seria de grande utilidade. O mago apontou sua mão para o inimigo e pronunciou um verso em voz alta. Um ar extremamente frio partiu de seus dedos, para ser repelido pelo bater de asas do monstro.
Aquela aberração monstruosa parecia não se importar com os ferimentos causados e avançou. Abrindo sua boca negra, o monstro abocanhou o crânio de Sairf, deixando-o quase irreconhecível. O mago ficou atordoado com o golpe e nem notou a garra direita do monstro se aproximando perigosamente. As unhas afiadas quase partiram o corpo do elementarista em dois, jogando-o no chão já quase sem vida. A mão esquerda da criatura desceu sobre o corpo de Sairf tão rápido quanto a da direita, esmagando completamente o corpo do rapaz. Daquilo que fora um dia um humano, só era possível reconhecer os braços e as pernas em meio a uma poça de sangue, carne e ossos triturados.
Com a morte de Sairf, o monstro passou a atacar o alvo mais próximo, o bisão invocado pelo mago. As duas enormes asas atingiram o corpo do animal simultaneamente, fazendo o sangue jorrar. Logo em seguida veio a cauda, descendo dos céus como uma avalanche e atingindo as costas do bisão. O animal mugia de dor, mas mesmo assim não se abateu, enquanto o efeito da magia que o mantinha ali durasse, ele atacaria aquele ser bestial.
Vendo que Squall e Loand não chegavam para ajudar Nailo, Legolas e Anix sentiram que algo estava errado e começaram a recuar. Legolas lançou sua última Flecha Infalível, ferindo o peito do inimigo, enquanto Anix usava seus projéteis mágicos para atingir o rosto do monstro.
Os dois correram até perto de Liodriel, protegendo-a, enquanto Nailo disparava sua besta pesada nas costas do monstro. A criatura rebateu o virote disparado pelo ranger, defendeu com as asas o ataque mágico da arma de Lucano e parou os chifres do bisão com os pés. Avançou na direção do clérigo elfo, e o atacou com todas as armas que possuía. As mandíbulas do monstro esmagavam o rosto do sacerdote, enquanto suas garras lhe abriam o peito e as costas. O monstro o soltou, para logo em seguida esmagar todas as costelas de Lucano com suas duas asas. O clérigo caiu no chão, e ninguém tinha dúvidas se ele estava vivo ou morto. O monstro se virou, como se fosse recuar, e levantou sua pesada cauda para o céu. A cauda desceu como um martelo sobre o corpo de Lucano, esmagando seu corpo como a pata de um leão sobre uma indefesa formiga.
Legolas sentia-se culpado pela morte de seus dois amigos. A idéia de vir para Tollon tinha sido sua, e agora todos estavam morrendo. O arqueiro começou a perder a confiança em si mesmo e se arco já não tinha mais o mesmo efeito. Suas flechas já não atingiam mais o inimigo e ele começou a pensar que este seria o fim de todos.
_ A maçã!!! A maçã de Allihanna!!! Enola disse que ela pode acabar com o mal, vamos usá-la!!! – Anix lembrou-se num estalo do presente que haviam recebido da deusa da natureza. Usou uma magia para se tornar invisível e poder passar pelo monstro sem ser atacado. O mago caminhou até onde Nailo estava para pegar a maçã e tentar usá-la contra o inimigo.
Entretanto, Nailo não entregou a maçã ao amigo e preferiu atacar com seu arco. Impulsivo e inconseqüente como sempre, Nailo escorregou e caiu no chão, complicando ainda mais a situação para seus amigos. Caído no chão, o ranger viu o monstro atacar o bisão de Sairf quando este tomava distância para atacar. A criatura escorregou no sangue de Lucano, Sairf e Sam, que cobria todo o solo, e tombou no chão. Era o momento que todos esperavam. Legolas cravou uma flecha dentro da boca do monstro, enquanto o bisão passava correndo ao lado da besta, rasgando sua carne com os chifres. Irresponsavelmente, Nailo ignorou novamente o pedido de Anix e, ao invés de lhe entregar a maçã, disparou uma nova flecha na criatura, que já demonstrava cansaço. A flecha percorreu o ar, indo em cheio no pescoço do monstro, que soltou um urro abafado. Parecia que seria o fim da batalha. O bisão celestial correu até o monstro, golpeando sua cabeça com os chifres. O sangue do monstro, uma pasta negra, jorrou pelo ar, ao mesmo tempo em que o animal convocado pelo falecido Sairf retornava ao seu plano de origem. O feitiço de Sairf havia acabado, e a luta também. O monstro fechou os olhos, demonstrando estar vencido. Mesmo inconsciente, a criatura ainda respirava com dificuldades, e seus ferimentos pareciam se regenerar lentamente. Era preciso fazer alguma coisa rápido.
Anix sacou sua adaga, e correu na direção do monstro pronto para decapitá-lo. Legolas se aproximou e abaixou-se para poder mirar seu arco na cabeça da criatura. Nailo sacou mais uma flecha e a posicionou em seu arco, ficando no lugar onde estava. Loand e Squall nem deram sinais de vida.
Legolas mirou sua flecha no olho direito da criatura e passou a encará-la, cheio de ódio e tristeza. Quando sua mão estava pronta para soltar a corda do arco, Legolas viu, como se tudo acontecesse lentamente, o olho da fera se abrindo.
_ Esse é o momento, meus comandados!!! – o monstro se levantou, ao mesmo tempo em que gritava uma ordem com sua voz gutural.
Diante dos olhos de Legolas, dezenas de mortos-vivos saíram do solo ao redor de Nailo e o cercaram. O cadáveres atacavam o ranger com mordidas e pancadas. Nailo tentava se defender com seu arco e flecha, mas os inimigos eram muito numerosos. Das ruas próximas, uma multidão de zumbis surgiu para devorar o ranger. Entre eles estava Loand e Squall, já derrotados pelas criaturas e agora fazendo parte de seu exército. Nailo gritava desesperado, enquanto era devorado vivo, até que sua voz não pode mais ser ouvida.
Legolas ainda viu Anix se aproximar do monstro com sua adaga na mão direita. A cauda da criatura se esticou na direção do mago, perfurando seu coração. Enquanto balançada o corpo sem vida de Anix em seu rabo, o monstro se aproximava de Legolas, abrindo sua enorme boca. Do fundo da garganta da criatura surgiu uma luz branca que foi aumentando seu brilho, até que um jato luminoso saiu em direção ao arqueiro. Um líquido viscoso e fétido cobriu o corpo de Legolas e começou a queimá-lo. Era ácido. A pele do elfo começou a se desfazer como papel imerso em água. Seus dedos caíram, suas orelhas se dissolveram e seu cabelo desapareceu. Antes de perder as orelhas, Legolas ouviu um último som atrás de si. Liodriel gritava desesperada ao ver seu amado sendo corroído pelo ácido do monstro. Legolas se virou e correu para proteger sua amada.
_ Eu disse para você não vir!!! Eu avisei que era perigoso!!! – gritava a elfa ruiva para seu noivo.
O monstro bateu suas asas, levantando vôo e pousou seu enorme corpo sobre o de Legolas. O arqueiro se debatia, tentando alcançar sua amada, mas as garras da criatura o impediam até mesmo de respirar. Uma das garras do monstro segurou a cabeça de Legolas, como se tentasse mostrar a ele o que aconteceria a seguir. Legolas se debatia, ao mesmo tempo em que via um brilho branco surgir acima de sua cabeça, e sentia um líquido corrosivo caindo sobre seu corpo. O desespero fez com que ele perfurasse o olho direito na garra do monstro. Com o olho restante, Legolas pode ver um jato luminoso indo de encontro à sua amada e ofuscando a visão de qualquer outra coisa. Quando abriu os olhos, Legolas viu o sol da manhã batendo em seu rosto. Viu que estava todo suado e acordou aos gritos de um pesadelo terrível. Ao seu lado, todos os seus companheiros, inclusive Sam, também haviam tido o mesmo sonho. Teria sido somente um sonho, ou uma visão? Neste instante, todos se lembraram da vertigem que haviam tido ao se despedirem de Enola, e das visões futurísticas que a ninfa tinha de tempos em tempos. Sem perder tempo, o grupo de heróis levantou o acampamento e partiu em disparada, rumo ao vilarejo de Darkwood.
Já era muito tarde quando Legolas acordou. O arqueiro despertou subitamente na madrugada, tremendo e suando de maneira estranha. Legolas se sentia incomodado com alguma coisa, mas não sabia o que era. Então ele ouviu um grito de socorro vindo do sul. Legolas imediatamente reconheceu a voz que pedia ajuda. Levantou-se e vestiu-se apressado, e então correu pela estrada, seguindo em direção à voz. Nailo e os outros despertaram e o viram saindo do acampamento. Era uma atitude muito estranha, eles sabiam que alguma coisa estava errada, e decidiram segui-lo.Legolas correu alguns metros pela estrada, até encontrar uma saída que cortava as árvores à esquerda. O elfo atravessou a passagem e o que encontrou foi uma vila em chamas. A vila que ele imaginava estar a alguns dias dali, estava somente a alguns metros de distância do acampamento. O pequeno vilarejo, onde Legolas e Nailo haviam nascido, estava tomado pelas chamas. A poucos metros de Legolas, uma elfa de longos cabelos ruivos, observava o incêndio.
Ele se aproximou, chamando a atenção da moça que se voltou para ele, olhando-o nos olhos. A força do amor, mais forte que qualquer disfarce, fez com que a mulher o reconhecesse, apesar da maquiagem, da peruca e da barba falsa.
_ Legolas!!! Não venha, é perigoso! Ele vai matá-lo! – a bela elfa tinha lágrimas nos olhos e estava desesperada.
O arqueiro ignorou o pedido, e foi em direção Liodriel, sua amada. Legolas a abraçou forte, tentando entender o que havia acontecido ali, quando viu surgir uma imensa criatura de trás de uma casa em chamas. Anix e os outros chegavam neste momento, e também puderam ver o monstro surgindo. Era uma visão impressionante e assustadora. Uma gigantesca sombra, mais alta que qualquer uma das casas, caminhava entre as chamas que consumiam o pequeno vilarejo. O monstro não tinha rosto ou contornos definidos. Parecia mais um vulto de formato humanóide com olhos brilhantes na cabeça. Ele se aproximou do grupo de aventureiros, agora reunido, agitando uma longa cauda se no. Apontou suas enormes mãos para o grupo, exibindo grandes garras afiadas, e de suas costas, duas asas, negras como a noite, se abriram criando uma corrente de ar.
Sem perder tempo, Legolas disparou uma de suas Flechas Infalíveis contra o monstro, visando atingir seus olhos. Apesar de toda a perícia que o arqueiro possuía, o monstro se desviou do ataque com grande facilidade, deixando que a flecha passasse ao seu lado e se perdesse nas chamas.
Anix se concentrou, proferindo palavras mágicas, e de suas mãos, dois projéteis brilhantes partiram em direção à criatura. O feitiço se chocou contra a cabeça do monstro em duas pequenas explosões, mas o ser as ignorou, como se não tivesse sentido nenhuma dor.
Sam, o bardo que acompanhava os heróis, se aproximou do inimigo, tocando seu alaúde. A criatura parou por um momento para observar o artista, para depois, com um chacoalhar na cabeça, quebrar o encanto do menestrel. Os misteriosos poderes de Sam não haviam funcionado, era como se o monstro fosse imune a efeitos mentais. Só restava uma opção, atacar. Foi o que Lucano e Nailo fizeram, sem grandes resultados no entanto. Lucano invocou o poder de Glórien, ao mesmo tempo em que Nailo disparava com seu arco. Uma espada composta apenas de uma luz branca surgiu na frente do clérigo, que ordenou o ataque. Um raio luminoso partiu da lâmina sagrada em direção ao monstro. A criatura se defendeu com suas asas, rebatendo a flecha e desviando a direção do raio. O poder da criatura era espantoso, e era arriscado demais lutar corpo a corpo contra ela. Pensando nisso, Sairf decidiu chamar reforços. O mago agitou os braços enquanto murmurava um feitiço, fazendo com que um portal mágico começasse a surgir ao lado do inimigo.
O monstro não deu importância ao feitiço de Sairf e avançou na direção de Sam, que estava à frente do grupo. Da cabeça da criatura surgiu uma enorme boca, projetando-se para frente. As mandíbulas da criatura, ornadas com poderosas presas, se fecharam sobre a cabeça de Sam. O bardo deu um grito abafado dentro da boca do monstro e os seus amigos viram sua cabeça explodindo. O corpo do menestrel caiu, separado da cabeça, trazendo pavor aos heróis. Sam foi morto com apenas um golpe do inimigo.
Vendo o assustador poder do adversário, os heróis perceberam que deveriam mudar de estratégia. Legolas mandou Liodriel fugir para longe dali, enquanto Squall e Loand circundavam a vila, para cercarem o monstro por trás. Legolas disparou outra Flecha Certeira, arrancando o olho esquerdo da besta, parecia que o jogo começava a virar a favor dos heróis. Anix criou uma proteção mágica em volta de seu corpo, para poder combater a criatura de frente, e levou a noiva de Legolas para longe do monstro.
A criatura novamente rebateu o ataque da arma espiritual de Lucano, e com suas presas rasgou a carne de Nailo, que passava ao seu lado. Nailo continuou sua corrida, ficando atrás do inimigo, a uma distância segura, esperando seus companheiros Squall e Loand. O ranger disparou mais uma flecha, mas ela se espedaçou ao se chocar contra o corpo do monstro.
Um vórtice luminoso surgiu ao lado da criatura, e de dentro dele, um bisão saiu em disparada, atacando com violência a perna do monstro. O ataque do animal abriu uma profunda ferida na criatura. Sairf sorriu ao ver que a criatura que escolhera para evocar seria de grande utilidade. O mago apontou sua mão para o inimigo e pronunciou um verso em voz alta. Um ar extremamente frio partiu de seus dedos, para ser repelido pelo bater de asas do monstro.
Aquela aberração monstruosa parecia não se importar com os ferimentos causados e avançou. Abrindo sua boca negra, o monstro abocanhou o crânio de Sairf, deixando-o quase irreconhecível. O mago ficou atordoado com o golpe e nem notou a garra direita do monstro se aproximando perigosamente. As unhas afiadas quase partiram o corpo do elementarista em dois, jogando-o no chão já quase sem vida. A mão esquerda da criatura desceu sobre o corpo de Sairf tão rápido quanto a da direita, esmagando completamente o corpo do rapaz. Daquilo que fora um dia um humano, só era possível reconhecer os braços e as pernas em meio a uma poça de sangue, carne e ossos triturados.
Com a morte de Sairf, o monstro passou a atacar o alvo mais próximo, o bisão invocado pelo mago. As duas enormes asas atingiram o corpo do animal simultaneamente, fazendo o sangue jorrar. Logo em seguida veio a cauda, descendo dos céus como uma avalanche e atingindo as costas do bisão. O animal mugia de dor, mas mesmo assim não se abateu, enquanto o efeito da magia que o mantinha ali durasse, ele atacaria aquele ser bestial.
Vendo que Squall e Loand não chegavam para ajudar Nailo, Legolas e Anix sentiram que algo estava errado e começaram a recuar. Legolas lançou sua última Flecha Infalível, ferindo o peito do inimigo, enquanto Anix usava seus projéteis mágicos para atingir o rosto do monstro.
Os dois correram até perto de Liodriel, protegendo-a, enquanto Nailo disparava sua besta pesada nas costas do monstro. A criatura rebateu o virote disparado pelo ranger, defendeu com as asas o ataque mágico da arma de Lucano e parou os chifres do bisão com os pés. Avançou na direção do clérigo elfo, e o atacou com todas as armas que possuía. As mandíbulas do monstro esmagavam o rosto do sacerdote, enquanto suas garras lhe abriam o peito e as costas. O monstro o soltou, para logo em seguida esmagar todas as costelas de Lucano com suas duas asas. O clérigo caiu no chão, e ninguém tinha dúvidas se ele estava vivo ou morto. O monstro se virou, como se fosse recuar, e levantou sua pesada cauda para o céu. A cauda desceu como um martelo sobre o corpo de Lucano, esmagando seu corpo como a pata de um leão sobre uma indefesa formiga.
Legolas sentia-se culpado pela morte de seus dois amigos. A idéia de vir para Tollon tinha sido sua, e agora todos estavam morrendo. O arqueiro começou a perder a confiança em si mesmo e se arco já não tinha mais o mesmo efeito. Suas flechas já não atingiam mais o inimigo e ele começou a pensar que este seria o fim de todos.
_ A maçã!!! A maçã de Allihanna!!! Enola disse que ela pode acabar com o mal, vamos usá-la!!! – Anix lembrou-se num estalo do presente que haviam recebido da deusa da natureza. Usou uma magia para se tornar invisível e poder passar pelo monstro sem ser atacado. O mago caminhou até onde Nailo estava para pegar a maçã e tentar usá-la contra o inimigo.
Entretanto, Nailo não entregou a maçã ao amigo e preferiu atacar com seu arco. Impulsivo e inconseqüente como sempre, Nailo escorregou e caiu no chão, complicando ainda mais a situação para seus amigos. Caído no chão, o ranger viu o monstro atacar o bisão de Sairf quando este tomava distância para atacar. A criatura escorregou no sangue de Lucano, Sairf e Sam, que cobria todo o solo, e tombou no chão. Era o momento que todos esperavam. Legolas cravou uma flecha dentro da boca do monstro, enquanto o bisão passava correndo ao lado da besta, rasgando sua carne com os chifres. Irresponsavelmente, Nailo ignorou novamente o pedido de Anix e, ao invés de lhe entregar a maçã, disparou uma nova flecha na criatura, que já demonstrava cansaço. A flecha percorreu o ar, indo em cheio no pescoço do monstro, que soltou um urro abafado. Parecia que seria o fim da batalha. O bisão celestial correu até o monstro, golpeando sua cabeça com os chifres. O sangue do monstro, uma pasta negra, jorrou pelo ar, ao mesmo tempo em que o animal convocado pelo falecido Sairf retornava ao seu plano de origem. O feitiço de Sairf havia acabado, e a luta também. O monstro fechou os olhos, demonstrando estar vencido. Mesmo inconsciente, a criatura ainda respirava com dificuldades, e seus ferimentos pareciam se regenerar lentamente. Era preciso fazer alguma coisa rápido.
Anix sacou sua adaga, e correu na direção do monstro pronto para decapitá-lo. Legolas se aproximou e abaixou-se para poder mirar seu arco na cabeça da criatura. Nailo sacou mais uma flecha e a posicionou em seu arco, ficando no lugar onde estava. Loand e Squall nem deram sinais de vida.
Legolas mirou sua flecha no olho direito da criatura e passou a encará-la, cheio de ódio e tristeza. Quando sua mão estava pronta para soltar a corda do arco, Legolas viu, como se tudo acontecesse lentamente, o olho da fera se abrindo.
_ Esse é o momento, meus comandados!!! – o monstro se levantou, ao mesmo tempo em que gritava uma ordem com sua voz gutural.
Diante dos olhos de Legolas, dezenas de mortos-vivos saíram do solo ao redor de Nailo e o cercaram. O cadáveres atacavam o ranger com mordidas e pancadas. Nailo tentava se defender com seu arco e flecha, mas os inimigos eram muito numerosos. Das ruas próximas, uma multidão de zumbis surgiu para devorar o ranger. Entre eles estava Loand e Squall, já derrotados pelas criaturas e agora fazendo parte de seu exército. Nailo gritava desesperado, enquanto era devorado vivo, até que sua voz não pode mais ser ouvida.
Legolas ainda viu Anix se aproximar do monstro com sua adaga na mão direita. A cauda da criatura se esticou na direção do mago, perfurando seu coração. Enquanto balançada o corpo sem vida de Anix em seu rabo, o monstro se aproximava de Legolas, abrindo sua enorme boca. Do fundo da garganta da criatura surgiu uma luz branca que foi aumentando seu brilho, até que um jato luminoso saiu em direção ao arqueiro. Um líquido viscoso e fétido cobriu o corpo de Legolas e começou a queimá-lo. Era ácido. A pele do elfo começou a se desfazer como papel imerso em água. Seus dedos caíram, suas orelhas se dissolveram e seu cabelo desapareceu. Antes de perder as orelhas, Legolas ouviu um último som atrás de si. Liodriel gritava desesperada ao ver seu amado sendo corroído pelo ácido do monstro. Legolas se virou e correu para proteger sua amada.
_ Eu disse para você não vir!!! Eu avisei que era perigoso!!! – gritava a elfa ruiva para seu noivo.
O monstro bateu suas asas, levantando vôo e pousou seu enorme corpo sobre o de Legolas. O arqueiro se debatia, tentando alcançar sua amada, mas as garras da criatura o impediam até mesmo de respirar. Uma das garras do monstro segurou a cabeça de Legolas, como se tentasse mostrar a ele o que aconteceria a seguir. Legolas se debatia, ao mesmo tempo em que via um brilho branco surgir acima de sua cabeça, e sentia um líquido corrosivo caindo sobre seu corpo. O desespero fez com que ele perfurasse o olho direito na garra do monstro. Com o olho restante, Legolas pode ver um jato luminoso indo de encontro à sua amada e ofuscando a visão de qualquer outra coisa. Quando abriu os olhos, Legolas viu o sol da manhã batendo em seu rosto. Viu que estava todo suado e acordou aos gritos de um pesadelo terrível. Ao seu lado, todos os seus companheiros, inclusive Sam, também haviam tido o mesmo sonho. Teria sido somente um sonho, ou uma visão? Neste instante, todos se lembraram da vertigem que haviam tido ao se despedirem de Enola, e das visões futurísticas que a ninfa tinha de tempos em tempos. Sem perder tempo, o grupo de heróis levantou o acampamento e partiu em disparada, rumo ao vilarejo de Darkwood.
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