outubro 22, 2012

Capítulo 382 – A última chave


Orion, já de volta ao estado normal após testemunhar a morte do inimigo, tomou a caixa em suas mãos e a abriu. Chamas se elevaram de dentro do baú numa explosão e atingiram o rosto do guerreiro. Sem sentir qualquer dor devido às queimaduras, Orion continuou sua tarefa assim que o momento de ofuscação passou. Pegou a terceira peça metálica, semelhante às demais em composição e cor, confirmando que de fato tratavam-se de partes da chave que necessitavam, e um pequeno bilhete que estava sob ela, no qual leu a seguinte mensagem:

Capítulo 381 – Chifres diabólicos


_ Acordem! É hora de retornarmos – chamou Legolas, após o raiar do dia. O sol já ia alto, trazendo calor para o vale. Anix e Mexkialroy despertaram, ambos ensopados de sangue, e foram se preparar para o dia de batalhas. O mago começava a se acostumar com aquela situação incomoda. Lavou rosto e mãos com a água do cantil, comeu um naco de ração de viajante e abriu seu livro de magias, como fazia todas as manhãs. Estudou os feitiços que usaria naquele dia, adicionou mais algumas linhas aos novos encantos que desenvolvia e alegrou-se ao finalmente concluir o aprendizado de alguns truques novos e poderosos. Seus inimigos que o aguardassem, pois teriam uma bela surpresa. Todo prontos, os três aventureiros voaram de volta para a espiral no meio do vale e desceram seus vários andares até chegarem ao subsolo, onde seus amigos os aguardavam.

Capítulo 380 – Contra-ataque


_ Intrusos! Tirem suas mãos do tesouro de Ashardalon! – a voz do fantasma ecoou sombria de trás da parede além do tesouro. Numa fração de segundo o guardião do tesouro a atravessou e atacou. Sua mão espectral atravessou o rosto de Orion num tapa violento. O guerreiro sentiu suas forças sendo sugadas, como se sua alma fosse arrancada de seu corpo. Antes que o humano pudesse entender o que lhe acontecia, dois outros inimigos surgiram ao seu lado, saídos das sombras no chão. Suas peles eram douradas como ouro, mas num tom estranhamente pálido. Exibiram seus caninos pontudos, voando para cima de Mexkialroy e da cópia ilusória de Guiltespin. Um dos genasis vampiros cravou seus dentes pontudos no pescoço de Mex e começou a sugar o sangue do dragão. O outro quase foi ao chão, ao tentar segurar a imagem falsa à sua frente.

Capítulo 379 – Guardião fantasmagórico


_ Intrusos! Ousaram invadir a câmara sagrada! Eu, o guardião do tesouro de Ashardalon, matarei a todos! – gritou a criatura que surgira magicamente diante dos heróis. Era um ser translúcido, que lembrava um humano com características de dragão. Porém, diferente de Squall e dos outros meio-dragões que já haviam visto, este possuía algo mais. Suas escamas eram vermelho enegrecidas e sua cabeça adornada com um par de chifres afiados. Seus olhos brilhantes e vermelhos eram puramente malignos. Asas de morcego se projetavam das costas da aparição, e uma cauda comprida, delgada e pontuda como uma lança, agitava-se de um lado para o outro. A criatura era de alguma forma parte dragão e também parte demônio, para espanto de todos. E, como a maioria das coisas naquela torre maldita, não estava viva. Era um fantasma.

Capítulo 378 – Bem vindos ao culto!


_ Mas o senhor precisa confiar em mim – insistiu Legolas. – O corpo de Anix está muito ferido, e se não o curarmos logo, tanto ele quanto o senhor podem morrer.
Chafurdando no cadáver da bruxa, o beholder que agora dominava Anix, não deu qualquer atenção a Legolas.
_ Legolas, afinal, o que está acontecendo? – perguntou Yczar, espantado. O Cavaleiro da Luz ficou ainda mais chocado ao ouvir a explicação dada pelo elfo a respeito do que acontecera a Anix em Vectora. Enquanto o arqueiro narrava os fatos para os amigos, a criatura terminou sua grotesca refeição.