De súbito, o grupo
estava do lado de fora da torre, a vários metros do chão. A magia de
teletransporte de Anix os arremessara aleatoriamente no espaço, afetada pela
força maligna que dominava a espiral negra. Orion tivera menos sorte e
materializou-se dentro da parede da torre, sendo cuspido para fora dela por uma
força poderosa. Com seu corpo todo ferido pelo atrito com a rocha da parede, o
guerreiro juntou-se aos demais para com eles despencar rumo ao solo. Ainda
atordoados, levantaram-se e rumaram o mais rápido que conseguiam para a caverna
que usavam como acampamento. Estavam feridos, cansados e humilhados. Apenas o
pequeno Flint, praticamente sozinho, causara a todos tamanho estrago. Não
supunham que alguém tão diminuto, de aparência tão frágil, pudesse ser tão poderoso.
Subestimar Flint provara-se um erro. E para piorar a situação, o coração de
Legolas parara de bater.
outubro 12, 2012
setembro 06, 2012
Capítulo 372 – Céu rubro
Os olhos de Legolas
se abriram lentamente e se depararam com a luz solar invadindo-os com ternura. O
elfo mexeu a cabeça e, com as mãos, apalpou o corpo, checando os ferimentos. Não
estavam mais lá. Seu corpo estava ileso, sem marcas, sem dores. Algo estava
errado.
Legolas levantou-se,
ainda meio tonto, a mente confusa, tentando recordar-se do que acontecera, de
como tinham derrotado Flint. Olhou ao redor e viu que estava em um lugar
diferente e belo. Estava em uma grande floresta de árvores milenares, mas, ao
contrário do que acontecera quando estivera no Bosque de Livara Austini, o ar
ali não era pesado. Ao contrário, Legolas sentia-se muito à vontade naquele
lugar, aconchegado, como se estivesse em casa. Algo estava errado.
Capítulo 371 – Moscas na teia
Dezenas de metros
abaixo o grupo encontrou novamente o solo. Atravessaram o longo escuro túnel
voando. Legolas e Lucano montados na vassoura mágica, Orion carregado por
Galanodel, Nailo transportado por Squall, que ainda mantinha a forma dracônica
após o embate contra o elemental, e Mexkialroy voando sozinho ao lado de Alven
e Cloud. Por fim, a coruja gigante retornou mais duas vezes, até trazer Katia e
seus companheiros para baixo.
agosto 24, 2012
Capítulo 370 – Soul Eater
Orion recuperou o fôlego,
refeito dos golpes que haviam rasgado sua carne. Ingeriu uma poção mágica para
minimizar os efeitos dos ferimentos que se fecharam instantaneamente. Ouviu um
gemido ao seu lado e reconheceu a voz de Anix.
_ Anix! Onde estamos?
_ Não sei. Acho que dentro da torre ainda. Em algum tipo
de caverna, eu acho. Devemos estar no subsolo.
Capítulo 369 – Fogo! – a aparição do halfling
A sala em frente
ficava na borda leste da torre. Era de formato triangular, com uma das paredes
curvilínea acompanhando o contorno externo da construção. Por todos os lados
havia mais urnas funerárias empilhadas, várias delas estavam pelo chão, aos
pedaços. Uma das ânforas despertou a atenção do grupo, era dourada, feita de
ouro maciço e nela podia se ler em dracônico o nome de seu ocupante. Trossurkan, o Vermelho, era o nome
inscrito com runas no jarro de ouro. Deveria ter sido alguém importante, um
descendente de Ashardalon talvez, assim como Squall que coincidentemente
partilhava a mesma alcunha. A urna foi recolhida pelos aventureiros, seus
vários quilos de ouro seriam úteis quando todos estivessem de volta à
civilização.
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