janeiro 28, 2009

Capítulo 331 – Vida e Paz


Caminharam conduzidos à melodia que se fazia presente por toda a ilha, dominados, arrastados por ela. Sentiam-se bem, apesar de escravizados pela música, sentiam-se bem. Estavam em absoluta paz, seus temores haviam cessado, não tinham mais preocupação com o ambiente ao redor, não sentiam ameaças vindo da selva. Apenas paz. Súbito, um enorme dinossauro cortou a frente do grupo. Um carnívoro. Olhou-os por um instante e no seguinte já tinha desaparecido através de uma moita imensa, em direção à música. Além da moita havia um brilho fantasmagórico, pálido, que os atraia e acalmava tanto quanto a música que ouviam. Seguindo o monstro, atravessaram a moita e chegaram a uma clareira. O que viram deixou-os atordoados.

Era um espaço amplo, com poucas árvores esparsas. Grama crescia farta por todos os lados e junto a ela flores coloridas exalando um perfume doce. À esquerda viram o monstro que passara por eles abaixado ao lado de um herbívoro, dócil como um animal doméstico. Diante das criaturas, uma garota humana rodopiava ao ritmo da melodia. Com sua mãozinha pequena alisava a cabeça do carnívoro que parecia acompanhá-la na dança, agitando o corpanzil de um lado para o outro. A garotinha olhou para os heróis e sorriu com inocência. Não deveria ter mais que nove ou dez anos, cabelos ruivos cortados na altura dos olhos de um tom verde profundo como a floresta. Vestido branco, verde e amarelo formando um mosaico alegre como ela própria. Encantadora, irresistível.

Ao olharem para a garota, ficaram paralisados, suas mentes invadidas por idéias, desejos. Desejavam ter filhos, muitos, cultivar florestas inteiras, criar animais, abandonar as armas para sempre. Desviaram o olhar com esforço. Viram na borda oposta da clareira a dona da voz maravilhosa, dedilhando uma harpa dourada com maestria sentada sobre uma rocha recostada numa árvore. Era uma mulher, jovem, na idade de casar, humana. Cabelos e olhos castanhos, como amêndoas, pareciam brilhar na noite. Trajava um vestido branco, que brilhava. Emitia uma luz alva que iluminava a grande distância sem ofuscar, ao contrário, acalmava.

Congelaram. As armas foram esquecidas, o pouco que sobrava delas em suas mentes era como uma memória de algo fútil, desprezado. Queriam prostrar-se, entregar-se à dama de branco diante de seus olhos. Sentiam desejo de amar, seus corações endurecidos nos últimos dias inflamaram-se novamente. Pensavam em abandonar as armas, deixar o sofrimento para trás, perdoar seus inimigos e viver suas vidas em paz. Tudo durou apenas uma fração de instante. Tinham uma missão a cumprir. Não haveria amor, nem paz, enquanto não resgatassem aquelas que amavam das mãos do inimigo. As lembranças da missão retornaram numa torrente, mas a sensação de paz permaneceu e a dor da perda e o desejo de vingança, diminuíram.

_ Sejam bem vindos! – saudou a mulher ao encerrar a canção. Sua voz era como a maior das orquestras elfas de outrora. – Estava à sua espera, Escolhidos!

­_ Bem vindos a onde? – perguntou Anix. – O que é este lugar?

_ Apenas um lugar de paz, onde vocês poderão retomar o fôlego antes de seguirem em sua jornada, Anix. Descanse um pouco, pois o caminho à frente será duro – respondeu a mulher num sorriso radiante.

_ Não podemos ficar – disse Legolas, frio como o gelo. – Agradeço o convite, mas não tenho tempo a perder. Não posso parar para retomar fôlego, pois enquanto eu respiro aqui, minha esposa não mais respira.

_ Sei de sua dor, Legolas – disse ela. – Por isso estou aqui. Não vou lhes tomar mais do que alguns instantes, enquanto se recuperam do revés que tiveram agora a pouco e enquanto lhes conto uma história que é do interesse de todos vocês.

_ Como sabe nossos nomes? – perguntou Anix. Legolas sentou longe dos outros, concentrando-se no que aprendera com Glorin, congelando a grama enquanto os outros paravam para ouvir.

_ Sei tudo sobre vocês, acompanho sua jornada desde o início e venho aqui hoje para lhes trazer um pouco de paz e consolo e para lhes responder a muitas perguntas que estão em suas mentes.

_ Obrigado, senhora Allihanna! – disse Nailo, fazendo uma mesura.

­_ Não sou Allihanna, Nailo – corrigiu a mulher sem desfazer o sorriso.

_ E quem é você então? – perguntou Orion. Lucano se curvava, já conhecendo a resposta.

_ Sou Marah. E aquela é Lena!

Marah era a deusa da Paz, do amor. Lena era a deusa da vida, da fertilidade, das colheitas. Ambas regiam aspectos intimamente ligados, portanto, eram aliadas. Seus servos eram proibidos de lutar, causar qualquer ferimento alheio. “Antes perder a própria vida que tira-la de alguém” era o lema de Lena. Em um panteão com deuses guerreiros como Keen, Tauron ou mesmo Khalmyr, as duas equilibravam o jogo de poder. Marah, assim como seus servos, exalava uma aura de paz insuperável. Impossível sacar uma arma ou ter qualquer intenção hostil em sua presença. Atacar alguém então, era algo impensado, um conceito que deixava de existir. A deusa falava com encanto avassalador, respondendo a muitas questões:

­_ Como disse, vim para lhes trazer consolo, Escolhidos de Azgher. Sua dor é grande, suas perdas irreparáveis. Mas trago-lhes o consolo neste momento de dificuldade. Sei o que aconteceu com suas esposas, sei que seus corpos estão em Tollon, repousando o sono dos mortos. Sei também que suas almas estão presas, impedidas de retornarem ao mundo ou seguirem para os reinos dos deuses. Sei que seu amigo, Sam, partilha o mesmo destino trágico que elas – uma pausa. Marah olhou para Orion por um instante, baixou o olhar em direção ao seu peito, parou por um instante e desviou o olhar, encarando cada um dos elfos. Lena saltitava feliz, colhendo flores. – Mas saibam que ele sempre esteve com vocês – pausa, olhar fixo em Orion – nos seus corações. E sei de muito mais. Thyatis revelou o que o futuro lhes reserva e eu vim ao mundo para lhes contar o que a Fênix viu. Vocês terão grandes provações em sua jornada, mas após todos os desafios que os deuses lhes impõem, vocês sairão vitoriosos, e terão, enfim, paz.

Pausa. Os elfos atentos, maravilhados, confusos.

_ Saibam que os deuses olham por vocês. Mas, não podemos interferir na jornada de vocês mortais, não podemos ajudá-los diretamente, pois essa missão é de vocês e são vocês quem devem cumpri-la. Ainda assim, vocês receberam ajuda divina, Allihanna já os ajudou, Thyatis, Oceano, Tanna-Toh, Khalmyr e até mesmo Nimb. Mas existem regras as quais nem o Panteão pode quebrar, por isso, nossa ajuda é limitada. Glórienn, acima de todos, é a mais proibida de ajudá-los.

_ Mas, senhora, quando estávamos indo resgatar a esposa de Legolas, enfrentando Escamas da Noite, sentimos algo mais, uma força nos ajudando naquele momento. Do contrário, não teríamos vencido aquele monstro. Sempre achamos que tinha sido Glórienn. Estávamos enganados então? – perguntou Anix.

_ Não, vocês acertaram. Mas aquela foi a única ajuda direta de Glórienn. Mesmo assim, a intervenção dela naquele momento não teve a ver com a missão principal e estava dentro das regras do Panteão.

_ E quanto a Dililiümi? Laurelin me disse que tinha sido presente de Glórienn? – perguntou Lucano.

_ A espada que carrega é obra de um mortal, não de Glórienn. Apesar de ela ter encaminhado a espada até suas mãos, isso não foi uma intervenção direta. E, além disso, você passou por uma grande provação até consegui-la, mereceu-a.

_ E que missão principal é essa que a senhora mencionou? – perguntou Nailo.

_ Vou lhes contar a história, foi também para isso que vim aqui, não só para revelar que vocês terão sucesso, mas também para fazer com que entendam tudo o que está lhes acontecendo. Este é o meu presente, meu auxílio a vocês. É a história do que aconteceu, do que está acontecendo e do que irá acontecer. E ela começa assim:

janeiro 25, 2009

We are back again!

Estamos de volta! De novo e de novo. Daqui a pouco estarei postanto outra vez algo do tipo "férias de novo" "estamos de férias", etc. Mas esse ano a coisa vai pra frente. Grande parte dos impecílios que atrapalhavam o andar da campanha foram removidos, resolvidos. Sobrou apenas um, meu emprego, hehehe. Agora tenho que encontrar uma forma de ganhar dinheiro legalmente sem ter que ficar 12 horas preso a uma bola de ferro gastando meus neurônios para enriquecerem os bolsos e alguém que não merece. Enquanto não recebo uma luz, só o que posso fazer é manter-me atento e enviar currículos. Aliás, se alguém ai quiser me contratar é só falar, hehehe, estou aceitando propostas.
Quanto à campanha, os heróis finalmente chegaram ao cemitério dos drag...dinossauros (aquele episódio de Caverna do Dragão não sai da minha cabeça, é o melhor). Tomaram umas porradas de um morto-vivo fodão, Squall resistiu ao seu medo, Anix e Nailo perderam níveis dentro do lago. No próximo capítulo (vida e paz) encontrarão pessoas ilustres e muitas coisas se revelarão para eles. Finalmente entenderão porque estão no mundo e porque se tornaram aventureiros e a resposta tem a ver com os deuses. Depois teremos o aguardado capitulo Panteão, no qual tudo será revelado (ou ao menos 90%), cheio de surpresas para todos (os jogadores quase tiveram um troço, hehehe).
Bom é isso, durante a semana tem mais.

Capítulo 330 – Terra dos mortos


Continuaram. Caminharam por todo o dia, o calor antinatural de Galrasia castigava seus corpos, sufocava-os e exauria o pouco de forças restava em suas almas rachadas. Nuvens negras os ameaçavam a cada vez que se tornava possível um pequeno vislumbre do céu além da folhagem. Nailo ia à frente, guiando-os por caminhos seguros, porém tortuosos, evitando perigos naturais e todo tipo de feras que habitavam a ilha.

Ao final do dia estavam todos exaustos, ansiando por um lugar seguro onde pudessem acampar e descansar. Anix implorava a Nailo para que esquecessem os perigos e tomassem o caminho mais curto, que os conduzisse mais rapidamente a uma boa noite de sono e assim ele fez.

O grupo avançava rumo ao desconhecido, cada vez mais lento. Subitamente, Nailo parou.

_ Parem! Façam silêncio – sussurrou o ranger. – Ouçam! Estão ouvindo isso? – perguntou por fim.

Todos ficaram quietos, estáticos. Após vários segundos de espera, Anix falou:

_ Não ouço nada, Nailo. O que é?

_ Também não ouço nada. Nenhum de vocês está ouvindo também, porque os sons da floresta cessaram há alguns minutos. Não há criaturas vivas por aqui. Achei que fosse algo temporário, mas não era. Este local está deserto – explicou Nailo com ar de preocupação.

_ E o que significa isso? Não é um bom sinal? Assim os monstros não nos atacarão – disse Lucano. Nailo fez que não.

_ É um péssimo sinal. É sinal de que este não é um lugar seguro, nem mesmo para os monstros daqui. Eles temem este lugar.

_ Então vamos logo embora daqui, ao invés de ficarmos aqui conversando – era Legolas. Todos concordaram, Nailo fez um gesto com o braço, chamando os companheiros.

_ Venham, em silêncio.

Os heróis continuaram, desta vez mais apreensivos. Armas em punho, prontas para atacar, ouvidos atentos a cada ruído, olhos despertos, procurando algum possível inimigo. Alguns poucos minutos bastaram para que chegassem a uma clareira. Nailo interrompeu a jornada, olhou ao redor, ouviu. Tudo quieto. Relâmpago farejou o ar, e se encolheu assustado. Cloud enroscava-se no cabelo de Squall, tentando esconder-se de algo. Nailo deu um passo à frente, depois outro, e mais outro, até sair da mata e chegar à clareira. Fez um gesto de mão e os outros o seguiram. Tiveram uma visão assustadora.

_ Agora sei onde estamos e sei por que os monstros não chegam perto daqui – disse Nailo. Isso é um cemitério!

Era uma área descampada, sem vegetação alguma, que se estendia até onde a visão alcançava naquela escuridão. Formava um círculo profano, cravado no meio da ilha de Galrasia. Havia um lago no centro, águas escuras, sombrias. Por todo o lugar, carcaças de variados tipos de criaturas se amontoavam. Restos de dinossauros, ursos, serpentes, insetos gigantes e todo tipo de ser que possuíra vida, jaziam por toda parte. Alguns já muito antigos, desgastados pelo tempo, irreconhecíveis. Outros recentes, ainda com carne, pele, recobrindo os ossos. Distante dali um imenso lagarto-trovão caminhava a passos lentos em direção ao lago. Deitou próximo à margem e ali permaneceu. Viera para morrer.

_ Esse lugar não é bom. Vamos logo embora daqui – disse Squall, temendo que alguma das ossadas se erguesse contra eles.

_ Sim, vamos. Em silêncio – era Nailo. Avançaram rumo ao centro, em direção ao lago. Ruídos vindos da esquerda alarmaram o grupo. Eram sons de bocas mastigando, de criaturas rastejando. Nem tudo ali estava completamente morto.

_ Vamos por cima do lago, voando – sugeriu Anix.

­_ Não, pode ser perigoso. Pode haver monstros dentro desse lago – disse Legolas.

_ Sim. E mais do que isso. Sinto uma aura maligna emanando desse lago. Um poder das trevas – Alertou Lucano.

_ Se ficarmos muito tempo por aqui, seremos atacados. Decidam logo – disse Nailo.

_ Vou investigar a água – falou Orion. – Vou ver se o lago é fundo, se é capaz de comportar alguma criatura que nos ameace.

Lucano desaprovou a idéia com um gesto, mas era tarde. O guerreiro se abaixou diante da água negra que refletia a lua em escudo como um espelho e a tocou. Sentiu um calafrio percorrendo todo o corpo, sentiu o ar lhe escapar do peito, como se uma mão o penetrasse e apertasse seus pulmões, seu coração. Anix viu o humano sufocando e o puxou, Orion recuou cambaleando, tropeçou num osso no chão e caiu. Lascas voaram, se chocaram com ossadas próximas. Uma delas, fragilizada pelo tempo, ruiu sobre o guerreiro e o mago. Os dois rolaram, evitando serem soterrados, escapando com pequenas escoriações. O som dos ossos caindo reverberou por todo o cemitério, os aventureiros tentaram fazer o som se calar com um chiado. Mas, era tarde. Sua presença já tinha sido notada.

Ossos ergueram-se do solo sobrenaturalmente, juntando-se um a um em um corpo cadavérico de dinossauro. Era gigantesco, um bípede de braços e pernas alongados, cheios de dedos com garras afiadas. Crânio de focinho comprido, como o de um crocodilo, cheio de dentes como facas. Cabeça e costas repletas de ossos pontiagudos que miravam o céu, formando a estrutura outrora recoberta de pele e escamas. Os heróis viram e reconheceram a espécie, era o mesmo tipo de criatura que tinham enfrentado no rio, mas desta vez, era um morto-vivo.

_ Leusa Thiareba! – gritou Legolas, descartando o silêncio e apontando o arco para a criatura que os encarava com orbes vermelhas brilhantes como fogo. Um turbilhão de ar frio, neve e lascas de gelo atingiu o monstro, mas passou por seus ossos e além, sem causar-lhe qualquer dano.

A espada de Orion arrancava lascas da perna óssea. Também ineficaz. Lucano ergueu o medalhão, o arco que simbolizava Glórienn apontado para a criatura, ordenando que se afastasse. Não funcionou. Anix tentou uma magia, transformar o esqueleto em algo menor, menos ameaçador. Falhou.

Mas o monstro não.

As garras da fera tingiram o chão com o sangue de Legolas e Squall e sua bocarra se fechou sobre Nailo, rasgando seu ventre enquanto o erguia do solo. Nailo estava agarrado pela mandíbula do morto-vivo, completamente preso. Mas não estava indefeso.

_ Ëüpü nabirga-já! Fogo levante-se! – gritou o ranger, fazendo um movimento ascendente com suas espadas gêmeas. A natureza curvou-se ao pedido do herói e chamas se formaram no solo e se ergueram, atravessando a besta esquelética, carbonizando seus ossos. Pedaços de carvão em brasa caíam no chão, ossos destruídos. Contudo, o monstro continuava lutando. Tinha Nailo ainda em sua boca.

Squall tornou-se dragão, Cloud voou para longe, para segurança. O dragão saltou sobre o dinossauro, asas, garras, cauda e presas quebrando ossos num frenesi bestial. Espadas chocavam-se na criatura, causando pouco dano, mas ainda assim dano. Anix concentrava sua mente, preparava uma magia, e esperava um sinal, os ataques de Legolas e Squall, que seriam combinados com seu poder para destruir o inimigo, ataques que nunca vieram. Pois a fera sacolejou a cabeça óssea num movimento brusco e abriu a bocarra soltando Nailo, arremessando-o, dentro do lago.

Nailo caiu na água escura, trinta metros longe da margem. Sentiu seu corpo esfriar, o ar lhe escapar e sua vida sugada. Sua energia vital era drenada pelo lago. Se permanecesse ali, morreria. Gritou por socorro enquanto nadava para a margem, seu corpo cada vez mais pesado, cada vez mais perto do fim. Squall atendeu ao chamado, abandonando o plano do irmão para salvar a vida do amigo. Uma garra cortou-lhe o couro das costas, arrancando preciosas escamas vermelhas logo após sangrar Orion e Legolas. Mesmo assim, o dragão agarrou Nailo e o ergueu das águas mortais, fazendo um arco e retornando para a areia estéril onde a batalha parecia não ter fim.

Legolas saltou no monstro, agarrando-se a uma costela. Foi rasgado novamente, mas resistiu à dor e escalou o interior do monstro, golpeando-o por dentro com a espada. No chão, Orion trabalhava como um lenhador, vencendo pouco a pouco a resistência do tronco ósseo que era a perna da criatura. Quando conseguiu quebrar o primeiro osso, foi agarrado. O dinossauro o agarrou com os dentes e arremessou o guerreiro sangrando dentro do lago. Tal qual Nailo, Orion começou a morrer.

Anix circundou o inimigo voando em sua vassoura, recitou um feitiço e as pernas do monstro foram presas em teias mágicas. Tentou se aproximar para um novo ataque, e foi atingido por uma garra veloz que lhe perfurou o ventre. A mandíbula já se fechava sobre o mago quando Squall chegou do céu num mergulho, cuspindo fogo e soltando Nailo sobre o inimigo. As chamas calcinaram ossos, chegaram a Legolas, envolto em uma aura de frio, e o feriram também. Ao mesmo tempo, Nailo despencava, golpeando com as rosas gêmeas, usando a velocidade da queda a seu favor, aumentando a potência dos ataques. Encontrou o chão, duro. Sentiu uma fisgada na perna, músculos se rasgando com o impacto, ergueu as armas, pronto para um novo ataque. O inimigo também.

Os dentes se encontraram novamente. Entre eles carne de elfo. Anix. Foi arremessado, começou a morrer. Estava dentro da água. Anix gritou um comando mágico, chamando a vassoura voadora. Agarrou-se a ela e começou o caminho de volta para a margem. Squall também, trazendo Orion em suas costas, pálido como um cadáver.

_ Pessoal! Preparem-se, vou lançar minha bola de fogo mais poderosa! – gritou Anix. Legolas, montado sobre o dinossauro, Levantou-se cessando as estocadas no pescoço do inimigo. No chão, Nailo continuava atacando. Uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Uma bola de chamas explodiu como nenhuma outra que eles tinham visto antes, as mãos de Anix faiscavam poder mágico. O sexto golpe, as pernas do monstro se partiram, trespassadas pela espada de Nailo e o corpo esquelético desabou, ruiu sobre si mesmo. Lascas pontiagudas voaram quando o impacto contra o chão destruiu o corpo do monstro. Perfuraram Nailo e Legolas, apenas ferimentos superficiais, ignorados pela sensação que sentiam agora. Vitória! Do inimigo restava apenas uma pilha de ossos partidos, inerte.

_ Vamos depressa! Vamos sair desse lugar maldito! – comandou Legolas. Anix e Lucano atravessaram o lago montados na vassoura mágica. O dragão que era Squall levava Orion nas costas, acompanhado de Cloud. Legolas, Nailo e Relâmpago iam logo atrás, flutuando pela ação da magia de Anix. Num minuto estavam do outro lado. Passaram perto do dinossauro que viera morrer e presenciaram seu último suspiro. Sobrevoaram a areia infértil, ossos, terra e chegaram à floresta. Sentiam-se mais seguros ali, mas ainda não estavam a salvo, continuaram. Dez minutos de caminhada apressada se passaram, os sons da floresta retornaram, junto com a vida e os perigos que Galrasia abrigava, para alívio de todos. Mas havia algo mais. Um som difuso, que contrastava com os rugidos, chiados e rosnados da mata. Um som que não pertencia àquele lugar e que invadiu seus ouvidos, suas almas. Dominou-os. Era uma música, o som de uma harpa que parecia atrai-los. Não puderam resistir.

dezembro 09, 2008

Férias...de novo ?!?!

Bom, já deu pra perceber que isso aqui está parado, e que não estamos jogando há um bom tempo. Infelizmente estou atarefado com o 3º Encontro de RPG de Araraquara e por isso não tenho tempo, disposição nem cabeça para mestrar minha campanha favorita e a única que me diverte ao invés de me só cansar.
Mas, isso está para mudar. Aos que acompanham o que escrevo aqui e aos meus jogadores (principalmente) comunico que o jejum está acabando. O ERPGA é neste final de semana e após isso nunca mais terei que me preocupar com isso na vida. Então, logo após o final de ano (que dessa vez coincidiu com o evento) a campanha, e conseqüentemente o blog, retornarão com força total. E com o mestre (ieu) se livrando de grande parte do seu stress, as coisas retornarão aos eixos e ficarão melhores que nunca.

Caso eu não poste novamente antes de 2009, desejo um ótimo Natal para todos e um 2009 realmente renovado de esperanças e coisas boas para todos. E espero ver muito dos leitores do blog pessoalmente no fim de semana durante o evento (até porque será o meu último e dai para frente serei apenas um civil e ficará mais difícil me localizar sem a ajuda do crachá ^_^)

Meme - Aleatoriedades

Como se diz: me pegaram...ahhhhhhh!!! ^_^

Fui convidado pelo pessoal do RPG Sem Compromisso para entrar nessa brincadeira de memes. Como meu tempo é extremamente restrito, principalmente agora às vésperas do Encontro de RPG de Araraquara, somente agora tardiamente é que consegui separar um tempinho para postar. Como a brincadeira já passou faz um tempão pela blogsfera, não vou dar seqüência a ela, até mesmo porque acho que todos os blogs de rpg já participaram. Ao menos vou botar aqui minhas aleatoriedades e linkar os amigos que me convidaram para a festa. Vamos às regras da brincadeira:

1 - Link a pessoas que te pegou;
2 - Poste as regras em seu blog;
3 - Escreva 6 coisas aleatórias sobre você;
4 - Pegue mais 6 pessoas e coloque os links no final do post;
5 - Deixe a pessoa saber que você o pegou, deixando um comentário no blog dela;
6 - Deixe os pêgos saberem quando você publicar seu post.

Respeitando as regras ai vai:

1 - Já está feito, no post e nos links
2 - Feito
3 - 6 coisas sobre mim. Vou colocar 2 qualidades, 2 defeitos e 2 coisas nada a ver, curiosidades mesmo, para manter o eqüilíbrio na Força. Vamos lá:
3.1 - Adoro citações Pop. Sempre busco freneticamente um momento adequado para usar uma frase de algum filme, quadrinho, seriado, desenho, livro, etc (deu pra notar acima, hehe). Procuro fazê-lo sempre de uma forma proveitosa, passando mensagens boas para as pessoas, no melhor estilo Mestre dos Magos / Gandalf.
3.2 - Vivo eternamente sob o Dilema do Ouriço (ou do porco-espinho, conforme o fansuber). Quem assistiu Evangelion saberá do que estou falando. Eu me envolvo demais com as coisas e pessoas, me dedico insanamente àquilo que me proponho a fazer ou às pessoas com quem me relaciono, negligenciando minhas próprias necessidades e desejos, sou bem samurai, leal até o fim. E acabo me ferrando pra caramba com isso.
3.3 - Memória eidética. Minha lembrança mais antiga é de quando eu tinha 1,5 anos de idade. Consigo lembrar com precisão milimétrica das coisas. Por exemplo, todas as estórias da minha campanha que eu postei aqui são de memória. Eu anoto pouquísima coisa durante as sessões de jogo (sempre é muito corrido) e depois vou puxando de memória até os mais ínfimos detalhes e diálogos para postar aqui. Já aconteceu de eu pegar para escrever e postar 1 mês depois da sessão ter se realizado (ERPGA toma tempo) e ainda assim lembrar das coisas. Se eu forçar minha memória consigo lembrar de coisas absurdas e não sei até onde isso pode chegar.
3.4 - Perfectionista. Como no item 3.2, acabo me ferrando com isso. Tento fazer as coisas com perfeição e nem sempre isso é possível. Cada vez que cometo um erro fico me martirizando e fico fulo da vida quando alguém faz cagada (tipo, no meu trampo, quando pego um desenho de alguém para conferir, fico louco da vida quando vejo que fizeram merda apesar de eu ter explicado detalhadamente como era para ser feita a coisa). Por isso sou crítico ferrenho dos filmes d'O Senhor dos Anéis (na minha cabeça a coisa era muito melhor)
3.5 - Gosto de cachorros (e de muitos outros animais, e plantas, etc). Trato o meu (o Capitão) como um irmão. E o bicho é danado. Sabe abrir as portas de casa (e se não o repreendêssemos, já teria aprendido a girar a chave), comer milho verde, abrir garrafas pet e uma porção de coisas. E...a tá, chega, afinal as aleatoriedades são sobre mim.
3.6 - Comecei a jogar rpg graças ao Pikachu. É, eu assistia ao desenho, comprava a revista Herói e descobri o Card Game. Um amigo viu uma Dragão Brasil na casa de outro amigo com as cotações das cartas de Pokémon. Eu comprei a revista para ler sobre as cartas e descobri que falava de algo que eu ouvia desde 85 quando Caverna do Dragão estreiou na Globo, mas que nunca tinha tido a oportunidade de chegar perto (a não ser quando eu babava pela caixa de D&D da Grow nas Lojas Americanas, sem saber o que havia lá dentro, mas sentindo uma confluência na Força que me atraia para ela). Ai eu comecei a comprar a DB religiosamente, lendo e aprendendo com ela e suas Dicas de Mestre. O resto é história de rpgista.

4 - Mais 6 pessoas. Acho que todo mundo já brincou disso. Quem manda eu ser atrazildo. Ao menos vou chamar meu amigo Cabeção, que provavelmente não está acompanhando a brincadeira. Quem sabe ele não participa e cai na blogsfera unida também.

5 - Ok, essa é fácil.....loading.....feito!

6 - Feed RSS, ajuda aquiiii!!! Feito, hehehe